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| Estação primavera | |||||
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Mírian Ribeiro |
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![]() A primavera, que começa neste domingo, dia 23, deverá recompensar o santista pelos muitos dias de frio vividos no último inverno: a previsão é que os jardins, em especial os da praia, fiquem mais floridos este ano. "O calor fora de época, como aconteceu no inverno de 2006, altera a dinâmica das plantas, gera confusão. A primavera é hora de acordar, a temperatura sobe, os dias são mais longos, aumenta o período de luz. Este ano, como as estações foram mais definidas, provavelmente teremos uma florada melhor", aposta a engenheira agrônoma Gisela Aparecida Rodrigues Alves, chefe do departamento de parques e áreas verdes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Do ponto de vista da astronomia, a primavera do hemisfério sul (chamada "primavera austral) inicia-se no equinócio de setembro e termina no solstício de dezembro. No dia do equinócio o dia e a noite têm a mesma duração. Com o passar do tempo, o dia aumenta e a noite vai encurtando, elevando, assim, a insolação do respectivo hemisfério. Portanto, a expectativa é que a partir de agora a paisagem da orla comece a mudar, perdendo o tom apagado dos chapéus-de-sol desnudos e ganhando o colorido das novas folhas, plantas e flores. "Acho que este ano vamos ter mais trabalho", prevê João Alves de Mendonça Neto, coordenador da equipe de 28 jardineiros e operadores de máquinas que atuam na praia. Para ele, orgulhoso de cuidar do maior jardim à beira-mar do mundo, aumento de trabalho é boa notícia. "O jardim vai ficar mais bonito ainda", acredita. A praia funciona como um grande viveiro de plantas: são cerca de 300 espécies, entre folhagens, palmeiras, árvores e flores diversas. "Trabalhamos com espécies perenes, mais rústicas e de maior durabilidade, que agüentam as condições adversas do tempo e não precisam ser substituídas anualmente. Também optamos por folhagens de cores fortes e diferentes, para fazer o contraste com o verde do gramado", diz Gisela, que responde pela manutenção e manejo das áreas verdes da cidade toda, menos os morros. Além dos jardins, são quase 179 praças e área internas de unidades públicas, como escolas e postos de saúde. "Santos perdeu muita área verde devido à construção civil, mas ainda assim é considerada uma das cidades mais arborizadas do Brasil", afirma. A cidade conta hoje com cerca de cerca de 30 mil árvores urbanas, o que gera impacto na qualidade de vida. "As árvores reduzem a temperatura e a poluição urbana, além de liberar oxigênio, aumentar a umidade do ar e as condições de uso do solo. Isso sem contar que contribuem para o equilíbrio psicossocial do homem". Orquidário - Para comemorar a chegada da primavera, o Orquidário terá atividades neste sábado e domingo, às 14h30 e às 15h30 o Caminho das Árvores e Orquídeas mostrará mais sobre as árvores e as orquídeas do parque. Às 14, 15 e 16h, as crianças conhecerão a História da Primavera no Palito, que conta o surgimento da primavera com personagens colados em palitos de sorvete.O endereço é praça Washington, s/nº, José Menino.Substituindo espécies Aos poucos, os ingazeiros, chapéus-de-sol e outras espécies espalhadas pelas ruas vão sendo substituídos por espécies nativas da região, como quaresmeira (com flores de cores roxa e rosa), ipê (flores brancas, amarelas, rosas), manacás e outras que se adaptam melhor ao solo, evitando problemas com raízes e tamanho das árvores. "Arborizar não é plantar a torto e direito. É preciso pensar como a árvore ficará grande", lembra Gisela. O ingazeiro, por exemplo, tem um desenvolvimento muito rápido, uma copa muito densa. O flamboyant é encontrado mais nas bordas dos canais; o chapéu-de-sol na praia; o Jambolão resiste ao longo do Canal 3 e na rua Barão de Penedo. A Fícus Elástica, na avenida Afonso Pena, e os pés de Fícus Benjamina, na praça dos Andradas, se tornaram atrações pelo tamanho avantajado dos troncos e copas.
Pedidos de poda, plantio e vistoria podem ser solicitados na Ouvidoria Municipal, pelo fone 0800-112056. Os de substituição de árvores, por ofício, no Protocolo Geral, na rua Amador Bueno, 82. Para esclarecimentos há uma equipe no Jardim Botânico Chico Mendes (rua João Fraccaroli s/n, Jardim Bom Retiro). Sempre em horário comercial. Mais informações pelo fone 3203-2905. Além de embelezar, cultivar plantas em casa, seja em quintal ou apartamento, ajuda a harmonizar o ambiente e funciona como um hobby que – quem pratica, garante –, acalma o espírito. É preciso cuidado na escolha das espécies, considerando as condições do local: com muita ou pouca iluminação solar, vento (se for muito causa maior perda de água na planta, pois terá que respirar mais), clima (tulipas e hortênsias são de lugares frios), qualidade da terra, poda, adubação, drenagem. Em apartamentos, são indicadas plantas que resistem bem à meia sombra como palmeira raphis, antúrio, jibóia, samambaia, renda portuguesa, árvore da felicidade. Uma casa florida ganha beleza, colorido e aroma, mas muitas vezes as flores tão bonitas que compramos em vasinhos murcham dias depois. As dicas para preservá-las são de duas especialistas no assunto. A professora de jardinagem Florinda Stabille, que dá aulas no Jardim Botânico dentro do projeto "Vovó Sabe Tudo", ensina sobre as rosas e violetas. Já Noêmia dos Reis, produtora de orquídeas, fala sobre esta flor de falsa delicadeza. Rosas - De preferência, deve ser plantada num local ensolarado e bem arejado, pois precisa, pelo menos, de 5 a 6 horas diárias de luz solar direta. O local arejado é para evitar a o surgimento de fungos nas folhas e flores, muito comum em condições úmidas. Para adubar, a matéria orgânica que melhor se adapta é o esterco de curral curtido. Terra vegetal e farinha de osso também podem ser usados. Florinda recomenda iniciar a preparação do canteiro três meses antes do plantio, jogando adubo sobre o terreno e recobrindo logo após com terra. No plantio, afofe a terra, escavando a uma profundidade de 30 a 50 cm para as raízes penetrarem adequadamente no solo. A melhor época é entre abril e agosto. Violetas - A planta, originária da África, gosta de luminosidade, mas não pode ficar exposta diretamente ao sol. Por ocupar espaço mínimo, colorir e enfeitar, é uma das preferidas para ambientes internos, mas logo após a compra o ideal é trocar a parte de cima da terra por areia lavada de construção (lavar bem e peneirar). As violetinhas devem ficar em vasos de barro, que absorvem o excesso de umidade que pode até apodrecer as raízes da planta. Nunca ser regada no talo nem na folha. A água deve ser colocada na terra do pratinho que dá suporte ao vaso. Na falta de luz natural, a dica de Florinda é colocar a planta de 3 a 4 horas sob a luz do abajur. Orquídeas - "Delicada é a violeta. A orquídea é planta para muitos e muitos anos, precisa só do que precisamos: água, comida e luminosidade", ensina a orquidófila Noêmia dos Reis. Por ser uma epífita (que não enraíza no solo, mas se fixa a troncos e outras estruturas), a orquídea deve ser plantada em vasos, placas de xaxim ou substrato de fibra de coco. Em casa, ser colocada em local com claridade, mas sem luz direta. "É bom borrifar as folhas, mas evitando molhar e colocar embaixo do sol, pois elas queimam". A indicação, para quem mora em apartamento, é colocar a flor próximo a uma janela que pegue boa luminosidade, de preferência os primeiros raios de sol da manhã ou final da tarde. Para regar, de novo o teste do dedo. No Brasil, são mais de 25 mil espécies de orquídeas. |
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