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01/11/2009

Em concorrida solenidade realizada no Salão Nobre da Prefeitura de Santos, o prefeito João Paulo Tavares Papa (PMDB) e o secretário de Desenvolvimento do Estado, Geraldo Alckmin, assinaram documento que garante o credenciamento provisório para a implementação do Parque Tecnológico. O Estado vai liberar R$ 200 mil para a elaboração de um plano de Ciência e Tecnologia e de Marketing. O evento aconteceu quarta-feira (28) e reuniu lideranças políticas, empresariais e reitores das principais universidades da região.
O parque vai funcionar nos bairros do Valongo e Vila Mathias e terá como foco petróleo e gás, porto, meio ambiente, logística e tecnologia da informação. Durante a solenidade, o prefeito Papa afirmou que "sem o comprometimento das universidades não seria possível esta conquista, que também consagra o esforço pela revitalização do nosso Centro Histórico".
Papa disse que a iniciativa vai trazer mais investimentos para o litoral e que grandes empresas, como Petrobras e Usiminas, manifestaram interesse em participar do empreendimento. "O aval da Petrobras e da Usiminas é o indicador de que teremos energia para levar esse projeto adiante", afirmou o prefeito, que também destacou a participação de entidades com a Associação Comercial, Fiesp/Ciesp e Sebrae. Ele explicou que o futuro parque será gerenciado pela Fundação de Tecnologia e Conhecimento de Santos, criada no primeiro dia de seu segundo mandato.
Mais empresas
O secretário Geraldo Alckmin disse que "o parque vai trazer mais empresas e agregar valor ao enorme potencial de desenvolvimento de Santos, promovendo uma sinergia entre o setor de pesquisas e de produção". Participaram da solenidade cinco deputados estaduais: Bruno Covas, Cássio Navarro e Paulo Alexandre Barbosa, do PSDB, Luciano Batista, do PSB, e Maria Lúcia Prandi, do PT. Papa pediu a eles que se unam para conseguir os R$ 3 milhões necessários para viabilizar as instalações do futuro parque. "Trata-se de um valor pequeno diante do gigantesco orçamento do Estado", frisou o prefeito.
As uvas estão verdes...
Quando indagado, durante entrevista concedida no gabinete do prefeito João Paulo Tavares Papa, sobre sua eventual candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, o secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, saiu-se com esta: "Eu sou candidatíssimo a acordar cedo e trabalhar..." Típica conversa de tucano, já que até as pedras do Palácio José Bonifácio sabem que Alckmin é mesmo candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Aliás, seu nome lidera com folga todas as pesquisas de opinião.
...mas eu quero
O fato é que, momentos antes da entrevista, Alckmin abriu um largo sorriso quando o deputado estadual Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) afirmou que Santos tem pressa e que vai implementar o Parque Tecnológico antes mesmo de Geraldo Alckmin voltar ao governo de São Paulo.
Feliz da vida
A ex-deputada Mariângela Duarte (PSB) declarou estar "muito feliz" com o credenciamento provisório para a implementação do Parque Tecnológico de Santos. Em 2001, como deputada estadual, ela apresentou projeto para a criação do Pólo Tecnológico da Baixada Santista, que foi transformado em lei (nº 11.276) em 6 de dezembro de 2002, mas não saiu do papel. "Não existe diferença alguma entre pólo e parque, o objetivo é o mesmo, acelerar o desenvolvimento da região", afirma.
Mar de oportunidades
Como deputada, ela participou em 1995 da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Federal e, desde então, dedicou 14 anos de sua vida a estudar o assunto. "O que está acontecendo é maravilhoso. É hora de todos os setores se unirem e seguirmos em frente. Nós temos um mar de oportunidades a aproveitar". Mariângela também destaca a parceria do poder público com as universidades privadas da região.
Futuro garantido
Já a deputada estadual Maria Lúcia Prandi (PT) disse que vai cerrar fileiras com lideranças da cidade para que o governo do Estado destine R$ 3 milhões para a cidade, verba necessária para a reforma do imóvel no Valongo, onde o parque será instalado. Prandi afirma que é de sua autoria o Projeto de Lei 354, em maio de 2004, que prevê a criação do Parque Tecnológico na região. Ela destaca a importância do projeto: "Nossos jovens sobem a Serra, levando seu talento para fora da cidade. O parque vai contribuir para reter nossa juventude".
Esqueceram de mim...
Depois de destacar a importância do parque tecnológico, a deputada Prandi faz duas reclamações: apesar de estar na mesa oficial, ao lado dos demais deputados, do prefeito Papa e do secretário Alckmin, ela diz ter sido esquecida na solenidade e diz que apenas dois deputados tiveram direito à palavra (Bruno Covas e Paulo Alexandre Barbosa), o que classifica de "privilégio".
Acusações e racha em Guarujá
A disputa pelo controle do PMDB de Guarujá provocou o rompimento entre a vice-prefeita Maria Regina Leal Mariano e a prefeita Maria Antonieta de Brito. Viúva do ex-prefeito Maurici Mariano, Maria Regina resolveu atirar forte na companheira de partido. Ela alega que foi usada pela prefeita e também declarou ter sido vítima de traição. Maria Regina afirmou que Antonieta teria usado seu nome, bastante conhecido na cidade, para ganhar a eleição. Ela deixou claro, no entanto, que não pretende renunciar ao cargo e que o rompimento se dá no campo político.
A vice-prefeita acabou perdendo a direção do PMDB do Guarujá, onde deveriam ocupar cargos chaves sua filha Maria Angélica e o cunhado Maurílio. Ainda segundo Maria Regina, os dois teriam sido excluídos da chapa "na calada da noite" por representantes do grupo da prefeita.
Governo lamenta
A prefeita Maria Antonieta não quis polemizar. Falou pela administração o secretário de governo, Ricardo Joaquim Augusto de Oliveira. Segundo ele, a nova executiva do PMDB "contempla a pluralidade dos mais diferentes segmentos, o que permitirá, com essa renovação, o crescimento do partido". Segundo ele, "uma chapa de composição foi tentada todo momento, porém composição não aceita imposição". O secretário afirma que "o governo lamenta a atitude da vice-prefeita e reitera a sua crença de que a união de forças e o debate respeitoso são quesitos indispensáveis ao regime democrático".
de olho no legislativo
Contagem regressiva - Para alertar os motoristas e orientá-los a criar uma cultura de direção defensiva, o vereador Antônio Carlos Banha (PMDB) propôs a obrigatoriedade da instalação de sinaleiros de contagem regressiva nos semáforos que possuem foto sensor. De acordo com Banha, muitos semáforos que possuem este equipamento estão localizados em vias de grandes congestionamentos. "Com a implantação de contagem regressiva, os motoristas fariam uma redução na velocidade evitando, assim, ultrapassar no sinal vermelho", acredita Banha.
Ônibus de graça - Com base no benefício já concedido nas cidades de São Paulo e Itapeva, o vereador Odair Gonzalez (PR) apresentou um projeto de lei que garante transporte coletivo gratuito a todas as gestantes carentes quando estiverem realizando exames pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde e Hospitais da Rede Pública. Se o projeto for aprovado o cadastramento das gestantes deverá ser feito na Secretaria de Saúde, que ficará responsável pela concessão de um cartão identificador. "Cada cartão conterá o equivalente aos vales transportes suficientes para as consultas mensais do pré-natal. Com essa medida estaremos incentivando e garantindo os procedimentos básicos, destinados a assegurar a saúde da gestante e do nascituro", explica Odair Gonzalez.
CEI vira CEV - O pedido de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), feito pelo vereador Odair Gonzalez (PR), para fiscalizar o impacto ambiental da construção do terminal portuário na área continental de Santos foi arquivado pela Câmara. Para não interromper o andamento das obras os parlamentares da Casa sugeriram a criação de uma Comissão Especial de Vereadores. "Com a CEV, o Legislativo poderá apurar o impacto ambiental sem obstruir as obras do terminal portuário. Entendo que há necessidade de ouvir os diretores da empresa responsável, as autoridades que aprovaram a construção do terminal portuário, percorrer as regiões que delimitam o local, verificar se o projeto está dentro da área de expansão da zona portuária e se o custo ambiental é o já avaliado na planta autorizada", disse Gonzalez.
Acesso inacabado - Pela segunda vez, o vereador Marcus de Rosis (PMDB) solicitou a finalização da construção da escadaria localizada no final da Rua Antônio Bento de Amorim, que dá acesso ao Morro do Marapé. Em junho de 2008, o presidente da Câmara já havia pedido a melhoria por meio de requerimento. Segundo o vereador, parte da escadaria foi construída em 2000, mas desde então a obra está inacabada. "Os moradores reivindicam o seu término, pois há muita dificuldade para ter acesso ao local, algumas pedras soltaram-se trazendo risco à população".
Hipermercados - O vereador Sadao Nakai (PSDB) cobrou da Prefeitura a fiscalização dos hipermercados instalados no município. Isto porque o Código de Posturas de Santos determina que só podem comercializar gêneros alimentícios e objetos de uso doméstico. Entretanto, segundo Sadao, comercializam pneus, auto-peças, roupas entre outros artigos não previstos no código. "Desta forma, os hipermercados concorrem deslealmente com os pequenos comerciantes. Não sou contra os hipermercados, apenas entendo que a questão prejudica o pequeno comerciante, aquele que investe toda economia na região e aquece o mercado", diz Sadao.
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