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Pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial revela que a candidata escolhida por Lula para sua sucessão, a ministra Dila Rousseff, avançou e já ocupa a segunda posição. Em primeiro lugar continua o provável candidato do PSDB, o governador de São Paulo, José Serra. Para o governo do Estado, o levantamento mostra o favoritismo do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB); enquanto, para o Senado, Aloizio Mercadante, Romeu Tuma e Orestes Quércia se destacam, apesar de nomes novos, como Soninha e Netinho de Paula.
A coluna ouviu o especialista em pesquisas, Alcindo Gonçalves, coordenador do IPAT (Instituto de Pesquisas A Tribuna) sobre o que podemos esperar do ano eleitoral.
Jornal da Orla - A última pesquisa Datafolha para a presidência mostra que a ministra Dilma Rousseff se descolou de Ciro Gomes e assumiu a segunda colocação com 23% e que reduziu a diferença do líder, José Serra. Podemos concluir que a disputa se dará entre Serra e Dilma?
Alcindo Gonçalves -Tudo leva a crer que sim. A disputa polarizada entre PT e PSDB vem se dando no país desde 1994, e deverá se repetir em 2010. Dilma e Serra surgem, neste momento, como os dois candidatos efetivos na disputa. Acho difícil, no atual quadro, surgir uma alternativa a ambos: nem Ciro Gomes nem Marina Silva parecem reunir chances para tornar-se postulantes reais à presidência.
JO - O PT pretende transformar a eleição em um plebiscito: o governo de Lula contra o governo tucano. Essa estratégia vai colar?
AG -Essa é uma das estratégias do PT. E oferecerá um debate interessante, principalmente se o candidato tucano for capaz de sustentá-lo. Afinal, a política econômica do governo Lula seguiu a de FHC; vários dos programas sociais do atual governo foram iniciados no governo anterior. É claro que o carisma pessoal de Lula e a lembrança mais viva do atual governo tendem a ser vantajosos ao PT, mas quem quer ganhar uma eleição tem que falar e propor sobre o futuro, e não ficar preso ao passado.
JO - Lula tem mais de 70% de aprovação. A popularidade do presidente é suficiente para garantir a vitória de uma candidata (Dilma) que jamais disputou uma eleição?
AG - A aprovação popular ao governo Lula, e à figura pessoal do presidente, é enorme e constitui o principal capital político da candidata Dilma Roussef. Não se pode dizer que essa aprovação garanta a vitória de Dilma, mas representa uma vantagem expressiva.
JO - Qual deve ser a estratégia de Serra, reconhecido por sua experiência e competência, na hipótese de o governador de São Paulo disputar a sucessão presidencial?
AG - Insistir na sua experiência política e administrativa nos últimos 30 anos, mostrando que é o candidato mais preparado e capaz para governar o país. Serra já disputou várias eleições e tem uma extensa carreira pública: foi secretário no governo estadual paulista, deputado federal, senador, ministro, prefeito, governador, com êxito e aprovação. Mas não deve deixar de formular um projeto completo para o país, tratando de temas chave como: desenvolvimento, empregos, educação, saúde, relações internacionais.
JO - Na sua opinião, Serra deve deixar uma reeleição aparentemente tranquila, no maior estado para Federação, para disputar uma eleição presidencial extremamente difícil?
AG - Esse é o dilema de Serra. E é uma encruzilhada política decisiva: uma derrota na eleição presidencial provavelmente significará o fim de sua carreira política. Por outro lado, este é o seu momento.
JO - A pesquisa Datafolha também mostra um quadro extremamente favorável ao candidato do PSDB ao governo de SP, seja ele Serra ou Alckmin. Nesse caso, qual deve ser a posição do PT, que tem um governo bem avaliado no Brasil, mas jamais conseguiu governar o Estado?
AG - A situação do PT em São Paulo é muito difícil. Não tem um candidato forte (Palocci tem problemas, Emídio de Souza é desconhecido, Marta Suplicy sofreu derrotas em eleições recentes). Há a alternativa Ciro Gomes, que transferiu seu título para São Paulo, mas mesmo ele terá muita dificuldade para viabilizar-se como um candidato capaz de vencer o PSDB.
JO - Como o sr. analisa a disputa pelo Senado, onde estão em jogo duas vagas?
AG - É muito cedo ainda. Os candidatos não estão definidos, e a atenção do eleitor está voltada para a eleição presidencial, e, em menor grau, para a de governador. É preciso aguardar a definição dos nomes que serão candidatos, inclusive envolvendo coligações e alianças. Nessa altura, uma coisa pode ser dita: a reeleição de Aloizio Mercadante e Romeu Tuma não pode ser considerada como fácil e certa. A pesquisa Datafolha mostrou ambos na liderança, mas seguidos de perto por Orestes Quercia (PMDB), Soninha (PPS) e pela novidade Netinho de Paula (PCdoB).
Medina Leite assume reitoria da UniSantos

O professor Marcos Medina Leite assume a reitoria da Universidade Católica de Santos com a promessa de preparar a instituição para as novas demandas do mercado de trabalho da região, que vão surgir com a exploração do pré-sal na Bacia de Santos. Segundo ele, a instituição será um instrumento de apoio para essa nova fase do desenvolvimento da Baixada Santista. "A universidade deve acompanhar o processo de crescimento da região. Por isso, nós vamos investir na infraestrura e no corpo docente para gerar mão de obra qualificada. Além disso, o nosso trabalho vai fortalecer as parcerias com as empresas da região e a Petrobras".
Medina inicia a gestão no dia 1º de janeiro de 2010 e vai comandar a universidade até 2013. O novo reitor é formado em Administração pela USP e cursou o mestrado em Informática, pela UniSantos. Atuou em atividades ligadas à informática, coordenação de equipe de tecnologia e prospecção pela Universidade de São Paulo. Desde 1997, ele é professor da universidade e , em 2006, assumiu a pró-reitoria. "A nossa intenção é evidenciar o potencial da UniSantos para contribuir com o desenvolvimento regional. Uma das metas para o próximo ano é a criação do Laboratório de Geociências, que será um espaço fundamental para a construção desse processo".
Márcio França diz que declaração de Mercadante foi "aloprada"

Gerou polêmica a entrevista concedida pelo senador Aloizio Mercadante a uma rádio de Recife. Ao sugerir que o deputado federal Ciro Gomes (PSB) dispute o governo de São Paulo, com o apoio do PT, como deseja o presidente Lula, Mercadante afirmou: "Dizem que ele (Ciro) não é de São Paulo. Ele nasceu em Pindamonhangaba (interior de São Paulo), só que pegou o pau de arara na direção errada. Um monte de gente veio para São Paulo e ele foi para lá (Ceará)", afirmou.
Márcio França, presidente estadual do PSB, reagiu: "A declaração foi aloprada. O presidente Lula se esforça para dar um passo à frente com as alianças e Mercadante dá dois passos para trás".
de olho no legislativo
Farmácia Popular - O vereador Adilson Júnior (PT) comemorou a inauguração das unidades da Farmácia Popular de Santos. Para o parlamentar, como a maioria dos medicamentos é de uso contínuo (analgésicos, anti-hipertensivos, para diabetes, colesterol e gastrite), esta opção é sinônimo de uma boa economia aos usuários. "Não é difícil encontrar famílias que se esforçam para pagar plano de saúde e não possuem recursos para comprar os medicamentos e acabam por interromper o tratamento. Agora com a implantação da Farmácia Popular do Governo Federal a questão ficará mais fácil", concluiu.
Sessão solene - Em homenagem aos 50 anos da conquista da Fita Azul pela Portuguesa Santista, a Câmara de Santos realizou uma sessão solene nesta terça-feira, às 19h, na sede do clube. No evento foi entregue à diretoria da Briosa uma placa comemorativa título e do que ele representou na luta contra o regime de segregação racial no esporte e no futebol mundial. A iniciativa foi da vereadora Telma de Souza (PT). "A homenagem à Associação Atlética Portuguesa, a nossa Briosa, por um relevante feito esportivo, é também uma oportunidade de resgatar a dedicação da comunidade portuguesa à criação de uma agremiação que tantas glórias deu à cidade e ao país, bem como de salientar o trabalho e o amor que essa mesma comunidade e seus descendentes dedicaram ao crescimento de Santos", afirmou Telma.
Verdadeiros Heróis - Ao participar da homenagem "Policial e Guarda Municipal Padrão do Ano", o vereador Antônio Carlos Banha Joaquim destacou a importância do reconhecimento. "Todas as profissões têm sacrifícios, mas a única em que o profissional realmente coloca a vida em risco em prol do bem-estar de todos é a de policial. São verdadeiros heróis", elogiou o vereador. Na ocasião, oito profissionais receberam o título "Policial e Guarda Municipal Padrão do Ano". Foram eles: os agentes da polícia federal Ricardo Allegretti Pereira e Sérgio Luiz Arguello; pela polícia militar, o soldado PM Renato de Freitas e o cabo PM Marcelo da Silva Santos; na polícia civil o delegado Nunes Júnior e o investigador Paulo Álvaro Ribeiro . E, pela guarda municipal, o inspetor chefe Luiz Galacho Pimentel e o guarda Osvaldo Pereira de Menezes.
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