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O governador José Serra visitou a Baixada Santista duas vezes durante a semana. A primeira, na segunda-feira (15) para inaugurar, em Praia Grande, o Programa Praia Acessível. Com a iniciativa, o Estado passa a disponibilizar cadeiras de rodas anfíbias em cidades do litoral, garantindo o pleno acesso das pessoas portadoras de deficiência física.
Na sexta-feira (19), Serra inaugurou três obras do Programa Onda Limpa, em Santos, Bertioga e Guarujá (Vicente de Carvalho). São duas Estações de Tratamento de Esgoto e uma Estação de Precondicionamento, que têm por objetivo aumentar os índices de coleta de esgoto, na Região Metropolitana, de 53% para 95%, e o tratamento ao nível de 100% do coletado.

O governo do Estado está investindo R$ 1,9 bilhão em obras no programa Onda Limpa. Participaram da solenidade em Santos os prefeitos João Paulo Tavares Papa e Roberto Francisco (Praia Grande), o diretor executivo da Agem (Agência Metropolitana), Edmur Mesquita, deputados federais e estaduais, o cônsul geral do Japão, Kazuaki Ôbe, e o embaixador do Japão no Brasil, Ken Shimanouchi.
Ganhos sociais
Edmur Mesquita destacou a importância das obras inauguradas pelo governador. "Elas vão garantir ganhos sociais para toda a população, como redução no índice de mortalidade infantil, melhoria na balneabilidade das praias e recuperação de rios e córregos. São obras que ninguém vê, mas que refletem diretamente na vida de milhares de pessoas que moram nestas cidades".
Mil cadeiras
Em Praia Grande, ao lançar o Praia Acessível, o governador afirmou que o Estado projetou uma cadeira especial, que não afunda na areia, que flutua e garante à pessoa portadora de deficiência física o direito de entrar no mar, com um acompanhante. "Esse é um programa que começou em dezembro. Ele é mais um aspecto da grande batalha que estamos fazendo em São Paulo para dar às pessoas com deficiência melhores condições de vida e cidadania", disse Serra. Segundo o governador, o Estado vai oferecer mil cadeiras anfíbias.
Prefeita corrige erro de assessoria

Coube à prefeita do Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB), a tarefa de corrigir um erro grosseiro de sua equipe. Aos fatos: recentemente, o apresentador Otávio Mesquita esteve na cidade para fazer uma reportagem mostrando os atrativos turísticos que Guarujá oferece.
Na Secretaria de Turismo aconteceu o absurdo: o apresentador foi informado de que teria de pagar pouco mais de R$ 600,00 aos cofres municipais para poder fazer as filmagens. Mesquita ainda tentou em vão convencer o funcionário de que a reportagem seria importante para a cidade.
Otávio Mesquita voltou a São Paulo sem fazer a matéria. Informada, a prefeita Maria Antonieta ficou profundamente irritada e tratou de corrigir o erro. Ela convidou - e Mesquita aceitou - participar da abertura oficial do carnaval na cidade, desfazendo um mal-estar que o fato ocorrido anteriormente, havia provocado.
Seis por meia dúzia
Existem razões que a própria razão desconhece, apenas os políticos. É o caso da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 1/2010 de autoria do governo do Estado que propõe mudança no nome da Polícia Militar. Se aprovada pela Assembleia Legislativa, a PM passará a chamar-se Força Pública do Estado de São Paulo.
Segundo a própria PEC, a mudança de denominação não altera a organização, o funcionamento, os direitos, os deveres, as vantagens e o regime de trabalho da Polícia Militar e de seus integrantes.
Por que mudar?
Só Deus sabe por que motivo o governo do Estado resolveu mudar o nome da Polícia Militar. Vai ver é coisa de assessor que não tem o que fazer. O que deveria ser feito, na realidade, não será: a valorização do policial militar, que arrisca a vida em defesa da sociedade e recebe um dos salários mais baixos do Brasil.
Quem tem acionado a PM nos últimos tempos percebe, salvo exceções, que os PMs têm revelado senso de profissionalismo e dedicação.
Perfumaria
A PEC do governo do Estado, portanto, fica na perfumaria. Muda o nome de uma instituição secular ao invés de procurar oferecer melhores condições aos seus integrantes.
Desde sua criação em 15 de dezembro de 1831, a instituição recebeu diversas denominações: Guarda Municipal Permanente, Corpo Policial Permanente, Corpo Policial Provisório, Força Pública e Polícia Militar.
A designação Força Pública, adotada inicialmente em 1891 sob a influência da Revolução Francesa, foi adotada por 80 anos em períodos intercalados.
Sugestão
Se de fato pretende valorizar a Polícia Militar e garantir maior segurança aos cidadãos - dever do Estado - fica aqui uma sugestão ao governo Serra: ao invés de mudar o nome da PM, ofereça cursos de qualificação, aprimoramento, salários mais condizentes com a profissão e melhores condições de trabalho aos integrantes da força. Afinal, enquanto os bandidos usam armamentos pesados, os PMs saem à sua captura em carros que sequer são blindados. E, em razão dos baixos salários, muitos PMs são obrigados a fazer "bicos" para sustentar a família. Que tal corrigir essa injustiça?
Motofrete em Cubatão
A prefeita de Cubatão, Marcia Rosa, encaminhou à Câmara Municipal projeto de lei que regulamenta o serviço de motofrete no município. O objetivo é organizar e disciplinar o transporte de pequenas cargas e documentos.
"Não adianta ser contra. Já pegou, as pessoas usam. O que se tem que fazer é organizar o serviço na cidade para diminuir a vulnerabilidade destes trabalhadores", afirmou a prefeita ao presidente do Sindicato dos Mensageiros Motociclistas e Ciclistas da Baixada Santista, Paulo Cezar Barbosa, que esteve na cidade acompanhado da vereadora (por Santos) Telma de Souza.
Segundo Barbosa, com a lei aprovada, "os motofretistas de Cubatão poderão acessar a linha de crédito específica da Caixa Econômica Federal para a compra de motos pelos trabalhadores, o que só acontece nos municípios que têm a atividade regulamentada".
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