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Ex-secretário de Estado da Educação, autor de 50 livros dedicados à área e vereador (em São Paulo) mais votado do Brasil, Gabriel Chalita trocou recentemente o PSDB pelo PSB por discordar da política do então governador José Serra na área na qual atua. Bastante próximo do ex-governador Geraldo Alckmin, governo no qual comandou a Secretaria de Educação, Chalita acredita que Serra errou ao desmontar o programa Escola da Família. Em visita ao Jornal da Orla ele falou sobre política e sobre sua provável candidatura ao Senado. A seguir, os principais trechos da entrevista:
Em que momento o senhor decidiu sair do PSDB? Qual foi o motivo?
Chalita - Eu entrei no PSDB na época do Franco Montoro e militei no partido durante 20 anos. Nesse período, eu conheci figuras notáveis da política brasileira, como o Maário Covas e Geraldo Alckmim. No entanto, a situação mudou com a gestão do Governo Serra, que rompeu com a política de Educação que nós desenvolvemos na gestão anterior.
A administração atual adotou uma política para a Educação que vai de encontro aos meus princípios, à minha militância e tudo aquilo que aprendi ao longo da minha carreira. Além disso, a maior luta da minha vida é a Educação. O Serra desmontou os grandes programas da nossa gestão: Escola da Família, Escola Integral, formação de professores.
Eu atuei cinco anos como secretário de Educação e não presenciamos uma greve no Estado. Nós tínhamos uma boa avaliação em todos os indicadores de Educação. Com muito esforço, nós reduzimos significativamente a evasão escolar e a violência na escola.
Como o senhor acompanhou a mudança no Programa Escola da Família?
Chalita - O governo conseguiu desmontar um projeto que era referência mundial. O programa Escola da Família chamou a atenção de governadores dos Estados Unidos e da Espanha, porque tinha um papel fundamental no combate à violência. Quando o governo derrubou o programa, destruiu um projeto político que foi construído em cinco anos. Do ponto de vista do educador, foi uma das piores derrotas da minha carreira.
Então, como o senhor avalia a Educação no governo atual?
Chalita - Foi a pior área do Governo Serra. Na área de educação ele errou redondamente: ele brigou com professores, jogou a culpa nos sindicatos, e disse que a greve dos professores era política. Em primeiro lugar, o professor não gosta de fazer greve porque sabe de sua responsabilidade dentro da escola.
Então, eu percebi que não havia mais espaço para discutir a educação pública no PSDB. É natural que existam discordâncias dentro de um partido, mas o debate não pode ser prejudicado por causa disso. O PSDB não abriu mais espaço para o debate e eu decidi que deveria buscar outro caminho
Houve um desgaste com o partido ?
Chalita - Sim, mas eu ainda tenho muitos amigos no PSDB. Aqui na Baixada, os dois deputados do PSDB são grandes companheiros: Paulo Alexandre Barbosa e Bruno Covas. Não vou deixar de ter amigos porque mudei de partido.
Como foi a decisão de ir para o PSB?
Chalita - O partido abriu as portas para eu debater as ideias em plano nacional. O governador Eduardo Campos, o deputado Márcio França e a prefeita Erundina me concederam total apoio nesse momento. Em razão das dificuldades na relação com o Serra, principalmente na área da Educação, decidi buscar um novo rumo para a minha militância política. Então, eu recebi a proposta de vários partidos, mas eu me simpatizei com o projeto do PSB. Eu entendo que o programa de governo do partido é semelhante aos ideais da social democracia, defendidos por Franco Montoro e Mário Covas.
O senhor concordou com a decisão do PSB de retirar a candidatura de Ciro Gomes da disputa presidencial?
Chalita - O Ciro tem um discurso fantástico, é um bom administrador, seria um candidato muito forte, mas o partido apostou no crescimento nos estados e em ampliar a quantidade de governadores, deputados e senadores. O PSB tem três governadores com grandes chances de se reeleger.
Olhando para o horizonte, pode-se dizer que foi a melhor escolha. Outro fator decisivo foi a proximidade do PSB com o Lula. A Dilma adora o Ciro e tem respeito. No momento mais difícil do governo, o Ciro apoiou o Lula e a Dilma. Apesar das criticas que o Ciro fez nas ultimas semanas, condenando uma eleição plebiscitária, ele nunca criticou a política do governo Lula.
Então, ele não desqualificou a ministra?
Chalita - Não, na verdade há uma proximidade entre os dois. Muita gente defendia a tese de que era melhor ter mais um candidato na disputa e forçar a realização do segundo turno. Porém, é tão próxima a relação do PSB com o Lula, que seria muito difícil pleitear uma segunda candidatura. A melhor decisão foi unir as correntes desde o primeiro momento, haja vista que metade da população ainda não sabe que a Dilma é a candidata do Lula. Por isso, o horário na televisão e o apoio da base serão fundamentais na disputa presidencial.
E o senhor pretende apoiar a candidatura da ministra?
Chalita - Eu conheço a Dilma há um ano e tenho ótima relação com ela. Já dei conselhos para ela na área de Educação e respeito muito a candidata. Sinceramente, eu não vejo nenhuma dificuldade para apoiar a candidatura da ministra nesta eleição.
E, em São Paulo, o senhor também pode apoiar o PT?
Chalita - A situação em São Paulo é um pouco diferente porque eu tenho uma relação de amizade com o Geraldo Alckmin. Diante disso, eu nunca vou criticar o Alckmin em uma campanha e nem prejudicar a imagem dele. Mas isso não impede que eu defenda o projeto político do meu partido para o Estado. Isso é um fator natural na política brasileira.
Como o senhor tomou a decisão de se candidatar ao Senado e quais as suas propostas?
Chalita - A minha maior bandeira será a Educação. Eu tenho a absoluta convicção de que a melhoria das outras áreas passa pela Educação. Isso não é um discurso ingênuo, basta acompanhar o que aconteceu na Coreia, Chile, Espanha e Finlândia. A mudança de postura de um país começa com a mudança no sistema educacional.
Deputada vê factóides e cobra Estado sobre projeto da ponte Santos-Guarujá
A deputada estadual Maria Lúcia Prandi (PT) cobrou do governo do Estado a apresentação do projeto básico da ponte Santos-Guarujá. Ela destaca que o então governador José Serra, quando esteve em Santos para apresentar a maquete da ponte, afirmou que o projeto estaria concluído até o final de abril. "O secretário dos Transportes, Mauro Arce, também confirmou a data e agora o governo apresenta a desculpa de que o atraso se deve ao novo traçado sugerido pela Prefeitura de Guarujá.
Segundo a deputada, "não se pode aceitar que a população fique à mercê de factóides, cujo maior objetivo é impulsionar campanhas eleitorais dos tucanos. Vale lembrar que em 2009 o secretário Arce chegou a divulgar que o edital da obra seria lançado em dezembro daquele ano. Como se vê, a realidade é bem outra e nem o projeto básico ficou pronto".
"Embromação"
Na opinião da parlamentar, a sociedade não vai tolerar mais "embromação".
"Nós já temos o exemplo do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista, que os tucanos prometem há uma década, sem tirá-lo do papel. A cada eleição, um factóide é lançado em relação ao VLT e nada de concreto acontece", afirma Prandi.
de olho no legislativo
Saidinha de banco - Foi aprovado por unanimidade, pelos vereadores de Santos, projeto de lei, de autoria do professor José Lascane (PSDB), que tem como objetivo os assaltos a clientes que saem dos bancos. "Temos a certeza de que um anteparo colocado estrategicamente na 'boca do caixa', restringindo a visibilidade da transação, não só evitaria o constrangimento dos clientes no momento da conferência dos valores sacados, como também contribuiria para que esta modalidade criminosa diminua de forma vertiginosa. Em outras cidades que já adotaram o sistema, o índice de ocorrências caiu em 70%", afirmou o autor da iniciativa.
Fumacê - O vereador Antônio Carlos Banha Joaquim (PMDB) pediu estudos para a utilização de veículos nebulizadores que lançam inseticidas. A ideia é ajudar a combater o mosquito da dengue. O parlamentar entende que Santos, por ser a segunda cidade da região com maior índice de casos da doença, deveria adotar o recurso. "Constatamos que a população está consciente sobre o fumacê, que vem sendo usado em cidades como Guarujá e São Vicente. A utilização destes veículos nebulizadores em Santos ajudaria muito no combate ao inseto", ressalta Banha.
Se beber, não dirija - Devido aos altos índices de acidentes no trânsito provocados pelo uso de bebidas alcoólicas, o vereador Eustázio Pereira (PTB) solicitou à CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) a realização de estudos junto aos Sindicatos e Cooperativas de Táxis, para a instalação de um serviço de transporte em atendimento das pessoas que têm o hábito de beber nos finais de semana e vésperas de feriados.
Cobrança - O vereador Benedito Furtado (PSB ) lamentou uma recente tragédia que aconteceu na via em frente à Vila dos Criadores, em Santos e pediu que o CET promova sinalização no loca. "Uma família foi atingida por um veículo. A mãe morreu na hora e a filha pequena, até onde eu sei, está internada na UTI em graves condições. É uma lástima que um acidente como este venha acontecer.É necessário maior responsabilidade e oferecer maior segurança aos transeuntes. Não é possível que os acidentes continuem acontecendo naquele local", afirma Furtado.
Sono tranquilo - Está sendo analisado pela Comissão de Justiça e Redação da Câmara de Santos um projeto de lei complementar que, se for aprovado pelo Executivo, proibirá os guardas noturnos de utilizarem apitos e sirenes após as 22h. "Em tempos de barulho excessivo, de poluição sonora e desrespeito continuado, é preciso buscar na lei os meios de controlar os abusos", justifica Braz Antunes (PPS), autor da propositura.
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