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O nome Alexandre Borges dispensa apresentação. Não há quem não conheça a trajetória desse santista que é um dos melhores atores da televisão brasileira. Um dos protagonistas da novela Caminho das Índias, na TV Globo, uma vez mais surpreende o público com Raul, um personagem com perfil totalmente diferente dos que já interpretou. Cotadíssimo entre as mulheres, por onde passa, desperta comentários sobre seu charme, beleza, simpatia e incomparável sorriso. Mesmo sendo o ídolo que é, não perde a essência, não abdica da cordialidade que dedica a todos, nem deixa de lado a virtude da simplicidade. Pela segunda vez, fala à página.
Como é para você fazer em Caminho das Índias um papel tão diferente dos que já interpretou?
Acho um privilégio o ator se renovar e aproveitar com toda a força as oportunidades que aparecem no caminho. Isso é renovação. É evidente que renovar requer esforço, dedicação e coragem. Essa renovação reflete, também, no ator.
O que acha desse personagem?
O Raul vive uma situação caótica. Está perdido e em conflito. Hoje, é muito comum as pessoas se questionarem sobre o que querem da vida e não aceitarem serem levados por um mecanismo antigo. É muito atual essa preocupação.
Isso reflete em você?
Sim, reflete em mim como homem. Vivo nesse mundo moderno, e também convivo com dúvidas e questionamentos.
Você emagreceu. Foi para interpretar o “Raul”?
Emagreci, também, porque quis. Agora, dependendo do personagem que o ator faz, entra com tudo nas características que a construção desse personagem exige. Há anos, interpretei alguns que exigiam um corpo mais pesado. Isso é normal. Faço tranquilamente, sem preocupação de estar mais gordo ou mais magro. A minha preocupação é o todo.
Como é sua rotina diária, atualmente?
Eu me apaixonei pelo caratê e treino constantemente, há três anos. Desde esse período, pratico esportes, como alongamento, para maior flexibilidade. Talvez, isso tenha contribuído para que eu emagrecesse. No mais, continuo morando no Rio de Janeiro e procuro escalonar o meu tempo. O ator trabalha em turnos, às vezes durante o dia, às vezes à noite. Dependendo disso me organizo. Divido o meu tempo entre trabalho, família e comigo mesmo.Gosto de ler e meditar. Sozinho, eu comigo (risos).
Como foram as gravações do especial do Super Bonita, a ser transmitido pela GNT?
Foram gravados quatro programas com homens entrevistando mulheres, que irão ao ar a partir de março, pelo Dia Internacional da Mulher. O que eu gravei foi com a Claudia Ohana e o tema foi o “vermelho”. Como, quando e onde a mulher usar roupas, acessórios, etc. A energia e outras coisas que se referem a essa cor vibrante também foram conversadas.
O que tirou dessa experiência?
Uma experiência ótima. Dialogar com o universo feminino, se envolver em assuntos que dizem respeito às mulheres. Foi muito interessante.
Planos para o futuro, você os tem?
A gente sempre traça alguns planos sobre o que pretende fazer durante o ano. Se vão acontecer, não se sabe. Um espetáculo teatral, talvez, para o final de 2009, quando terminar Caminho das Índias. Por ora, quero me dedicar às gravações da novela.
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