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Santos, 10 de Setembro de 2010
Social
Clara Monforte
Olhos nos olhos com Renato Mundt

Desde criança, o publicitário RENATO MUNDT tem paixão por música instrumental. Aos nove anos, escutou pela primeira vez Jean Michel Jarre - músico instrumentista que aliava em seus shows sons, imagens e efeitos pirotécnicos. A admiração pelo artista deu-lhe inspiração para escrever o livro O Homem Que Faz a Luz Dançar. Hoje, com 33 anos, é curador da exposição itinerante Luzes e Cores de um Maestro: 60 Anos de Jean Michel Jarre, com painéis fotográficos do belga Jacques de Selliers, que passou por várias galerias de São Paulo, e pode ser visitada em Santos até dia 26, na Aliança Francesa. Desceu do Planalto Paulista, exclusivamente, para conceder esta entrevista.

Quem não conhece o artista, o que pode esperar do livro?
Pode esperar a mesma proposta da exposição, que é mobilizar o empresariado brasileiro a trazer o Jean Michel para o Brasil. O livro mostra os bastidores de quase todos os shows que fez pelo mundo todo. Eu digo que não é uma biografia, mas sim uma “concertografia”. Fã, ou não, de Jean Michel, terá uma leitura agradável.

E o trabalho de pesquisa para escrevê-lo?
Até 1997, havia pouca informação. Sem internet, como pesquisar? O ‘boom’ da internet possibilitou o comércio eletrônico e também as informações em todos os lugares. Em 1998 ingressei no mestrado, para fazer uma dissertação sobre a criatividade nos concertos do Jean Michel e esse trabalho deu origem ao livro, que teve de ser transformado de uma linguagem acadêmica para a que o público gosta de ler.

Como surgiu a idéia da exposição?
Ao acaso. Andando no Metrô de São Paulo, vi um espaço para exposições gratuitas. Quando fiz o livro, tive contato com o fotógrafo belga Jacques de Selliers, que me cedeu a curadoria de algumas fotos que utilizei no livro. Após, sugeri a ele fazer a exposição, com todas as garantias de que as fotos seriam usadas, única e exclusivamente, para a exposição. Hoje temos amizade e confiança recíprocas. É como se eu fosse representante dele no Brasil.

Procede que ele é o “Roberto Carlos” da música, na França?
Seria o equivalente, porque lá ele vendeu 80 milhões de discos. Aqui, acho que o Roberto Carlos vendeu 60 milhões. Comparativamente falando, sim. É um músico muito respeitado e representa bem a França aonde ele vai.

Quando ele se tornou conhecido no Brasil?
Quando a Globo comprou e transmitiu os direitos de um concerto que ele fez em Houston, em 1986. Ele virou um fenômeno. Vendeu 200 mil cópias do disco Rendez-Vous, mesmo sem nunca ter se apresentado no Brasil. A Globo e a extinta Rede Manchete mostraram especiais, e a TV Bandeirantes exibiu entrevistas. Ele teve seu auge nos anos 80.

Você acha que ele foi esquecido?  
A mídia brasileira o deixou de lado. É um erro, por exemplo, a Rede Globo lançar um artista e querer exclusividade. Depois, chutar e impedir que os outros o reaproveitem.

Seja sincero: você gosta de tudo o que ele fez?
Não, aí é que está. Sou bem seletivo nisso, tem coisas que ele chutou o balde, literalmente! Fez porcarias para atender as gravadoras ou a quem quer que fosse. O último trabalho que está nas lojas, eu não considero legal.

Como a luz complementa o trabalho Jean Michel?
Ele faz a luz dançar. A luz vai seguindo os tons da música. Ele é o precursor do Winamp (programa de computador que reproduz som e imagens, com gráficos que seguem a batida da música), um visionário que aliou música e tecnologia futurista. O que ele fez há 30 anos, hoje é referência.

 

Olhos nos olhos com Marcos Troyjo

Doutor em sociologia das relações internacionais pela USP e pesquisador-visitante da Columbia University, EUA, MARCOS TROYJO é vice-presidente executivo do Conselho Editorial da Editora JB e comandou a reestruturação dos conselhos do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil. Ganhador de vários prêmios e autor de vários livros – Tecnologia & Diplomacia, Manifesto da Diplomacia Empresarial e Nação-Comerciante -Poder e Prosperidade no Século XXI – foi diplomata durante dez anos e participou da delegação do Brasil junto ao Conselho de Segurança da ONU. Sociólogo e cientista, também é curador da exposição internacional Leonardo Da Vinci: O Gênio do Futuro, inédita na região e aberta à visitação até 22 de abril no Salão de Convenções da Unimonte (Unidade Victorio Lanza, 421, 3º andar, na Vila Mathias, em Santos – de segunda a sexta, das 10 às 21h, e aos sábados, das 10 às 17h). Nesta entrevista, ele fala sobre a genialidade de Leonardo Da Vinci, personalidade que desperta a atenção há décadas, seja pela fama de suas obras ou pela genialidade que o colocou entre as mentes mais brilhantes da Humanidade.

 O que o público pode esperar da exposição do Leonardo Da Vinci, na Unimonte?
Conhecer um lado da obra desse grande gênio do Renascimento, pela qual Leonardo Da Vinci é menos familiarizado. Nós conhecemos muito o Da Vinci pintor, sobretudo por causa de obras como A Última Ceia e Mona Lisa, mas sabemos menos sobre o Da Vinci engenheiro, que foi um grande projetista. Essa exposição faz com que um público bastante amplo possa saber também que esse, que é considerado o maior gênio dos últimos tempos, foi também um homem que pensou muito nas engenharias.

Quais foram os critérios de seleção para as peças em exposição fazerem parte da Mostra?
Nós achávamos que era importante dar ao visitante uma dimensão de toda a classe de inventos projetados pelo Da Vinci. Máquinas terrestres, máquinas aéreas, máquinas de água e também máquinas militares, que era um interesse importante do Leonardo da Vinci. Nessa conjunção de protótipos, pode-se ter uma ideia do que é todo o conjunto de desenhos e engenharia de Da Vinci.

O que as invenções, e o próprio Leonardo da Vinci, têm a ensinar para as pessoas do mundo contemporâneo?
Que nós devemos reconhecer as nossas limitações, apenas para poder superá-las.

Ao se referir a Leonardo Da Vinci, todos se lembram do quadro de Mona Lisa. Em sua opinião, o que esconde – ou revela – o sorriso de Mona Lisa?
Primeiro, o chamado estilo esfumado que cria um certo ar místico na pintura. Segundo, a capacidade de Leonardo Da Vinci em retratar emoções, seguramente há um sorriso retido no rosto da Gioconda. Lisa Gherardini – era o nome dela. Por isso se chama Mona (senhora, senhorita) Lisa. Eu acredito que, sobretudo também por ser uma obra muito ambicionada, então o quadro esconde o desejo, a ambição e a admiração que muitos que já estiveram perto dela sentiram. A Mona Lisa já foi roubada algumas vezes, já viajou de avião, ficando um tempo nos Estados Unidos. Napoleão Bonaparte foi grande responsável, também, pela popularidade da Mona Lisa, pois tirou o quadro do Louvre durante uma época e o colocou em seu quarto de dormir.

Além da arte, Da Vinci se dedicava a uma série de invenções. Na sua opinião, em que ele alcançava mais sucesso?
Ele foi um ser humano extraordinário em todos os campos, mas o que fica para as gerações futuras são os seus projetos. Ele não foi um grande finalizador de coisas. São poucos os quadros que são de autoria do Leonardo Da Vinci. Treze, cartoze, são poucos. E mesmo os desenhos, expostos, jamais saíram do papel, eles foram apenas projetos. Mas a dimensão, a horizontalidade desses tantos projetos mostra que ele realmente era um homem de uma curiosidade universal.


Dose Certa

Feijão, Samba e Solidariedade é o evento organizado pelo Rotary Club de Santos, para o dia 4 de abril, às 13h, no Ilha Porchat Clube.
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Fábio Ribeiro participa da conferência Crise Mundial: as oportunidades para o Brasil, dia 7 de abril, no Fecomércio, Rio de Janeiro.
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Maria Lúcia Pacheco de Castro Alonso assumiu a presidência da diretoria da AEA Stella Maris. Parabéns.
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O Lar Espírita Mensageiros da Luz  deu início à venda de Ovos de Páscoa, de segunda a sábado, das 10 às 22h, e domingos das 12 às 22h, no Shopping Parque Balneário.
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Aparecida Ferreira de Souza, Patricia Ghiraldini, Jomário Ferreira de Souza e Fernando Barros Ribas inauguraram o Espaço Anis - Alternativa Natural para Integração e Saúde, no 304 da Epitácio Pessoa, com terapias holísticas (musicoterapia, cromoterapia, radiestesia etc), ginástica emocional (bioenergética) e também atividades voltadas para crianças, como a shantala (massagem para bebês).
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Oneida Masch, à frente da Casa do Poeta, convida para a comemoração de 33 anos da instituição. Para celebrar, a concertista Marlene Akel recepcionará, nesta segunda-feira, às 20h, associados e convidados em seu apartamento.
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Ewaldo Bolivar de Souza Pinto e Carlos Oscar Uebel coordenam a 10ª edição do Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, o maior e mais importante evento de cirurgia plástica da América Latina, realizado em São Paulo até este domingo. 
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Berenice Reichmann dará o curso A Importância da Cerâmica e da Porcelana na História da Arte, dia 25, às 18h30, no ateliê de Suzana Neves.
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Vânia Bastos faz show neste sábado, às 21h, no Teatro do Sesc. A iniciativa é do Projeto Jazz Bossa & Blues, Revista Ao Vivo e Sesc Santos.
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Rodrigo Faro, da Elo Eventos, organiza mais uma vez a arrecadação de ovos de páscoa para instituições de caridade santistas. Quem quiser colaborar, pode entregar, até dia 7 de abril, ovos no tamanho 10, aos seus cuidados, no 46 da Vicente de Carvalho.
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Irineusa Barbosa convida para o lançamento da coleção inverno da Schutz, na Stiletto, com o tema Think Rock e presença do shoemaker e empresário Alexandre Birman, nesta quarta-feira, dia 24, a partir das 15h. Os que comparecerem receberão de presente um mimo da marca.

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