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Tetraplégica, a santista FLÁVIA CINTRA é o ponto de inspiração de Alinne Moraes na novela Viver a Vida, no horário nobre da Rede Globo. A jornalista, aos 18 anos, após um acidente de carro, passou por um processo de aceitação e redescobriu os reais motivos para ser feliz. Hoje, mantém com sucesso a página na internet www.flavia.cintra.blog.uol.com.br, em que relata suas experiências, inclusive, a de ser mãe, mesmo sendo cadeirante. É muito mais do que uma personagem inspiradora, é consultora da atriz e, sobretudo, um exemplo de vida.
O que acha de ser chamada “a Luciana da vida real”?
Fico um pouco incomodada. Sou apenas um ponto de inspiração, a história de Luciana é uma ficção que não tem o objetivo de retratar a minha vida. O Manoel Carlos escreve cada capítulo levando em conta as situações que acontecem para quem se torna cadeirante e, para isso, conta com uma equipe de pesquisa e consultoria que o subsidia com as informações. Faço parte dessa equipe e estou satisfeita com os recados que a Luciana transmite ao longo da novela.
Como avalia a personagem?
Ela é linda, sonhadora, alegre e encanta a todos com suas perguntas, comentários e emoções. Como milhões de pessoas que passam por um acidente, está voltando a viver, a ter prazer, a arriscar coisas novas. Ainda existe falta de informação e preconceito. A Luciana está ajudando a esclarecer que existe sensualidade, vida sexual, prazer e alegria na vida de quem possui algum tipo de deficiência. Perguntam sempre se ela vai voltar a andar e eu respondo que o que interessa é se voltará a ser feliz.
Os deficientes são bem representados por uma personagem rica, com enorme estrutura à disposição?
A Luciana é rica e tem a sorte de ter a estrutura ideal. Sabemos que a maior parte das pessoas não possui estes recursos. Entretanto, elas existem e muita gente está descobrindo isso com a novela. Se por um lado a realidade de Luciana é privilegiada, por outro há informações sobre possibilidades pouco conhecidas, que podem vir a ajudar muita gente. O aspecto emocional vivido nesse processo todo, que independe da condição econômica, é outro ponto importante. Ela tem mostrado que, depois do luto e da dor, existem inúmeras possibilidades de construir uma vida feliz.
Como é o dia a dia com Alinne Moraes?
Iniciamos os laboratórios em maio de 2009. Foi importante termos este tempo antes da novela para elaborarmos aspectos delicados que dariam forma à personagem. Ela esteve diversas vezes em minha casa, observando minha rotina com meus filhos. Vimos fotos, filmes e conversamos muito. No início, Alinne tinha as mesmas curiosidades das pessoas que não conhecem alguém com deficiência, mas mergulhou profundamente neste universo e absorveu as sensações, emoções e reflexões que compartilhamos sobre preconceito, sexualidade, maternidade e todos os assuntos vividos por uma mulher cadeirante. Ela se preparou para dar a Luciana um conteúdo sensível, sensual, estético e realista, porque é assim que Manoel Carlos escreve. Nessa fase em que estamos, nosso contato é mais no Projac, onde vou periodicamente acompanhar as gravações.
Qual o maior desafio para uma cadeirante ser mãe?
A condição física é minha circunstância de vida e parte integral da rotina. É na cadeira de rodas que desempenho meus papéis de filha, mulher, profissional, amiga, mãe. Meus maiores desafios não se referem à minha deficiência, mas ao universo da maternidade inserido no mundo moderno. Eu me esforço para driblar a agenda de trabalho, por exemplo, para estar muito tempo com meus filhos. Estudo sobre desenvolvimento infantil, pesquiso sobre diferentes linhas pedagógicas, porque estão chegando à idade de ingressar na escola. Cuido da alimentação, dos horários, das consultas médicas, brinco, canto, danço, dou as refeições, levo para passear, faço dormir... como qualquer mãe.
E a maior realização?
Não há nada no mundo que me deixe mais feliz que ouvir a risada deles. Sinto-me abençoada por tê-los na minha vida e adoro que sejam dois. Muita gente se espanta quando digo isso, porque pensam que dois bebês de uma vez dá muito trabalho. Nunca tive um filho só e, por isso, não sei como é. Só sei ser mãe de dois, não acho que dá trabalho porque tudo o que faço para eles, com eles e por eles, só me dá prazer.
Como você administra todos os afazeres?
Nem eu sei... O tempo é curto para tanta coisa, mas vai dando certo. Durmo menos que gostaria e, ainda assim, falta tempo. Já fui muito mais vaidosa. Hoje em dia, o máximo que consigo é passar um batom quando já estou no carro a caminho de algum lugar. Meus filhos são minha prioridade. A maternidade fez de mim uma pessoa muito melhor e aprendo todos os dias com meus filhos.
A novela pode mudar a forma de o deficiente ser tratado?
A visibilidade alcançada por uma novela do Maneco, em horário nobre,na TV Globo, traz o assunto para discussões no happy hour, no jantar com a família, no cafezinho do trabalho. Essa curiosidade despertada pela novela aproxima as pessoas do assunto, promove perguntas nunca feitas e reflexões pouco frequentes na rotina corrida das pessoas. Todo esse processo contribui na sensibilização das pessoas, das empresas e do governo para que se determinem ações efetivas de inclusão social.
Você tem algum truque para apimentar o seu relacionamento?
Não... não precisa. O relacionamento é bom quando há intimidade, cumplicidade, exposição e disponibilidade afetiva de ambos. Ainda tem muita gente que acredita que a deficiência interrompe este lado. Eu tive a sensibilidade preservada porque minha lesão foi incompleta, mas mesmo quem perde totalmente a sensibilidade desenvolve os próprios recursos para retomar a sexualidade e a vida sexual. A pessoa aprende a conhecer melhor o próprio corpo, a se relacionar na intimidade e oferecer prazer ao parceiro. É um engano acreditar que alguém fica assexuado só porque tem uma deficiência. A sexualidade é inerente à condição humana e não se limita apenas às questões motoras ou sensoriais. Quando eu fiquei grávida, as pessoas me perguntavam surpresas: “mas, como foi que você fez?”. Eu respondia: “você realmente quer que eu te conte?”.
Mulheres cadeirantes são mais suscetíveis à violência do que homens?
Sim, há pesquisas internacionais apontando para isso. A Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, ratificada pelo Brasil em 2007, dedica um capítulo inteiro a este assunto, e exige providências efetivas de proteção às mulheres e meninas com deficiência ao redor do mundo. Aqui no Brasil, temos leis como a Maria da Penha, implementadas com esta finalidade, mas ainda há muito a ser feito.
Páscoa
A deliciosa coleção de chocolates da Sweet Brazil, de Paula de Lima Azevedo, está à disposição na charmosa Rosa Carvão.
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A convite de Mirian Gotfryd, as irmãs Silvia Paula e Andréa Barros da Oficina Doces e Ideias irão à Blue Gardênia, quarta-feira, das 15h às 19h, para tarde de degustação e compras com parte da renda revertida à Associação Equoterapia.
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Zahia Carduz convida amigos e clientes para conhecerem os originais produtos de Páscoa da Casa Linda, no 476 da Ana Costa, lojas 17 e 18, e Andreia Carduz está com criativos cupcakes, minibolos, canecas e brigadeiros na Shape.
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O Fatto Solidário é o evento que arrecadará ovos de chocolate para as 150 crianças do LAM, dia 31, às 15h, na sede da entidade. Quem quiser colaborar, entrar em contato pelo site www.fattobrazil.com.
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O Educandário Anália Franco recebe doações de ovos, entre 80 e 150 gramas, para entregar, dia 1º, às 15h, às 450 crianças assistidas.
100 anos
Para comemorar em 2 de abril o centenário de Chico Xavier - a maior referência do espiritismo no Brasil - homenagens começam a ser lançadas. No cinema, em um longa que vem recebendo elogios entusiasmados da crítica, ele é interpretado por Ângelo Antonio e Nelson Xavier. Nas livrarias, dois destaques: Chico Xavier: O Livro do Filme de Daniel Filho, em que o autor, Marcel Souto Maior, diretor do programa Profissão Repórter, faz um mergulho jornalístico nos bastidores, com belas fotos de Ique Esteves. Outro lançamento é O Homem que Falava com Espíritos, assinado pelo jornalista Luis Eduardo de Souza, estudioso do Espiritismo há 15 anos. Acompanhada de um CD de áudio com a narração de ensinamentos trazidos pelo médium, a obra combina trabalho de pesquisa apurado com conhecimento teórico sobre a doutrina.
Vida
Se pensássemos o quanto a vida é breve, talvez não jogássemos fora as oportunidades de sermos felizes. Ainda que flores sejam colhidas cedo demais e sementes não brotem, existem rosas que, pétala por pétala, entregam-se ao vento. Muitas vezes entristecemos por coisas banais, perdendo minutos, horas, dias e até anos sem saber se teremos o dia de amanhã. Calamos quando deveríamos falar... Falamos demais quando era preciso silenciar... Perdemos o momento de dizer o quanto amamos por acreditarmos que o outro já sabe... Quanta gente passa pela vida e apenas sobrevive! Ainda hoje podemos reconstruir sentimentos deixados de lado, darmos o abraço esquecido, dizermos frases carinhosas, agradecermos pelo que temos e de não olharmos para trás. Ainda há tempo, não o perca mais!
Dose Certa
Elizeu Stica, reconhecido como o melhor designer de maquiagem definitiva, estará, quinta e sexta, atendendo na Shape.
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A Saudade Fm traz para o Teatro Coliseu, em 8 de abril, às 21h, Moacyr Franco - um show que sempre é sucesso.
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Berê Kauffmann Abud recebeu o Prêmio Talent Seekers como a 7ª melhor fotógrafa do mundo e a 1ª do Brasil. Na categoria livre, Luís Vazquez ficou com o 10º lugar mundial e 2º no nacional. Parabéns a ambos.
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Roseli e Ney Pustiglione, Oscar e Yolanda Cabral, festejam o aniversário de Hermelinda de Castro Cabral, grande nome santista, dia 27, às 20h30, no Tênis Clube.
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Roberto e Maria Alice Peres são só sorrisos porque a filha Roberta Guimarães Peres defendeu tese de doutorado sobre a imigração de bolivianas que é destaque no Jornal da Unicamp.
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Nércio de Lima Azevedo, um santista que honrou a terra, cumpriu sua missão. À família, o carinho da página.
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Sérgio e Michele Liberado comemoram os 15 anos da Skin Line - terça - 20h - salão nobre da Sociedade Portuguesa de Beneficência.
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A cantora Vanessa Jackson é a atração da balada Liquid Love - dia 26 - na Capital Disco.
Neste sábado
Churrasco do Prato pró-Associação Prato de Sopa Monsenhor Moreira -13h - Tênis.
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O cartunista Seri autografa os livros “Dado, o Gato Sem Rabo” e “Oto, o Menino que Abraçava Árvore” - 18h - Realejo Miramar.
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O Grupo Poetas Vivos apresenta o espetáculo Pagu Entre Tantas, com textos consagrados e canções de Chico Buarque - 20h30 - no Ao Café.
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Jorge Vercilo no Teatro Coliseu, 20h30, e, quinta-feira, 21h, a cantora Ângela Maria. Promoção: Hiperion Artes.
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