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Santos, 07 de Setembro de 2010
Coluna do Corrêa
Sérgio Luiz Corrêa
SELEÇÃO NA COPA COM RANCOR E MÃO NO BOLSO

Dunga na Seleção Brasileira adotou regras espartanas para manter a disciplina no elenco. E ele, de certo modo, está certo. Dunga foi contratado para resgatar a seriedade na Seleção depois da bagunça generalizada ocorrida na Suíça, onde o grupo iniciou preparativos da Copa de 2006, na Alemanha. Foi um Carnaval. A emissora de TV que detém os direitos do calendário da CBF também se aproveitou disso e só resolveu criticar a desordem depois que terminou o Mundial. Mas não se espera jogo bonito do Brasil na África do Sul. A publicidade que mostra “os guerreiros” de Dunga batendo no peito, dando tapas na parede e gritando palavras de ordem antes de subir as escadarias que dão acesso ao gramado exprime o perfil desse escrete na Copa. Perfil, aliás, muito bem definido por Roberto Pompeu de Toledo como uma espécie de “talibãs de chuteiras”.

Considero fora de moda Dunga exortar o brasileiro a formar “aquela corrente pra frente” que faz lembrar os tempos em que até papagaio batia continência. Também achei desrespeitoso o treinador receber os cumprimentos de Lula com a mão no bolso, em Brasília, antes do embarque para a África do Sul. A frieza foi o troco do treinador às críticas que Lula andou fazendo à Seleção. Sem contar a pouca atenção do grupo dada aos fãs em Curitiba. Essa indiferença pode ser explicada pelo fato de os jogadores viverem longe do seu povo.  A Seleção para eles é mero dever profissional. E o espírito de comprometimento dos jogadores com ela foi potencializado com o prêmio que cada um receberá se  a Seleção ganhar o título na África: R$ 1 milhão de reais. Desse jeito, qualquer um é patriota até debaixo d´água.

SINAL AMARELO (I)
Haverá desmentidos, claro, mas o time do Santos - à exceção de Ganso - mostrou frieza na vitória contra o Guarani. A punição imposta aos garotos pela comissão técnica trouxe descontentamento no elenco. Multá-los foi uma medida correta, mas tirá-los do jogo contra o Atlético-GO foi um exagero. É preciso cuidado para não se romper a boa convivência entre os jogadores e o treinador. O sinal amarelo foi dado pelo comportamento displicente e individualista de Neymar.  Até Ganso reclamou que ele não passava a bola. A queixa chegou ao técnico, que o tirou de campo.

SINAL AMARELO (II)
O time dedicou a vitória sobre o Guarani a Madson, o brincalhão da turma e que gosta mais de reuniões sociais que Chiquinho Scarpa. Mas esse abalo no ambiente é delicado no momento em que tem o clássico contra o Corinthians neste final de semana, valendo a liderança. O resultado dirá se os ressentimentos vão continuar. Há ainda o perigo das vozes de fora interessadas em fazer a cabeça desses jogadores para levá-los para a Europa o quanto antes.

DEPARTAMENTO MÉDICO (I)
Vice--presidente do Santos, Odílio Rodrigues Filho, informou que o Departamento Médico do clube conta atualmente com seis médicos - três no Profissional e três no Amador. Antes eram quatro. "Mas esse número era insuficiente. Só na base há cerca de 150 atletas", disse, acrescentando que ainda há um profissional para atender o Feminino. Só para lembrar: Odílio Rodrigues é o atual secretário municipal de Saúde de Santos.

DEPARTAMENTO MÉDICO (II)
A escolha dos dois novos profissionais, segundo Odílio Rodrigues, foi baseada em "critérios técnicos" após análise do currículo de vários candidatos e entrevistas realizadas em conjunto com o diretor do DM, José Luiz Camargo Barbosa. Um dos médicos é de Santos e atua na Santa Casa e o outro é de São Paulo. Sobre este último, Odílio disse que ele trabalhou no Palmeiras e tem formação em Medicina Esportiva pela USP.  

CASO ZÉ EDUARDO (I)
O advogado do Santos, João Vicente Feijó Gazzola, disse que o jogador Zé Eduardo não está sendo aproveitado na Copa do Brasil por precaução. Ele confirmou que o contrato do jogador venceu em 05.05.2010, já que seu empréstimo seria apenas para o Campeonato Paulista. Diz Gazzola em contato com a coluna. "Não houve inscrição tardia do novo contrato para a Copa do Brasil, pois o Regulamento Geral das Competições organizadas pela CBF, em seu artigo 32, concede 15 dias para que a renovação contratual possa ser feita sem nenhum prejuízo com o prazo original de inscrição. Como em 48 horas isso foi feito, não há problema algum".

CASO ZÉ EDUARDO (II)
Prossegue Gazzola. "O que ocorreu é que ponderamos, inclusive com a comissão técnica, que mesmo com o RGC nos amparando, poderíamos, mesmo que minimamente, ter um desnecessário desgaste no STJD, afinal, o Grêmio perdendo a vaga, como ocorreu, poderia insurgir-se alegando que não se trata de uma renovação, mas sim novo contrato. Mesmo com segurança no registro feito, concluímos que não valeria, mesmo que por eventuais 0,1%, sofrer um desgaste no STJD".

BARRACO
Não convidem para a mesma mesa o ex-jogador e hoje comentarista Flávio Antunes e o pai de Neymar.

PERGUNTAR NÃO OFENDE
Dorival Júnior está pedindo reforços à diretoria ou ao gerente do CT?

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