Digite a palavra-chave para
fazer uma busca no site:
Informe seu nome e e-mail para receber os nossos boletins
Santos, 07 de Setembro de 2010
Coluna do Corrêa
Sérgio Luiz Corrêa
Tudo pronto para a Copa: vai uma cervejinha aí?

Não vou nem comentar os 3 a 0 da Seleção contra Zimbábue do açougueiro Mugabe. Na verdade, não foi nem jogo, foi treino. O assunto desta última semana que chamou a atenção foi a bola da Copa. Esse objeto que é a razão do futebol virou a megera indomável dos jogadores das seleções. A grande maioria reclamou da "esfera", como dizem os portugueses. Luiz Zanin lembra com propriedade que os boleiros do passado usavam camisas de algodão que pesavam toneladas quando ficavam encharcadas e que as bolas tinham peso de balas de canhão que punham em risco barreiras e goleiros e mesmo assim eles davam conta do recado. E o que dizer dos boleiros atuais? Salários estratosféricos, alimentação de primeira, assistência médica de ponta, hotéis de luxo, chuteiras levíssimas, uniforme leve como uma pena, gramado de mesa de sinuca e, no entanto, eles reclamam da bola. Há que se resumir isso em uma única palavra: frescura.

Não sei se o leitor já prestou atenção quando a televisão - ao reprisar alguns capítulos da história do nosso futebol - mostra Canhoteiro, Zizinho, Pelé, Edu, Sócrates, Zico, Rivelino, Falcão e tantos outros craques fazendo gols de placa em campos carecas. E não me lembro, com meus 62 anos e 37 de profissão, que eles se queixavam que a bola era leve, oval ou quadrada e que o gramado era tosco. O que sei é que eles driblavam e faziam gols tendo como aprendizado na infância os campinhos de várzea que hoje não existem mais. Júlio Baptista reclamou da bola? Ora bolas, ela é quem deveria reclamar dele.

A Copa começa sexta-feira (11), com o jogo África do Sul x México, e o brasileiro ainda não entrou no clima. Talvez isso ainda mude no momento em que a Seleção Brasileira pisar no gramado para o seu jogo de estreia, dia 15, contra a Coreia do Norte. Ou talvez isso seja o primeiro sinal de amadurecimento coletivo. Haverá torcida para a equipe de Dunga, lógico, mas não com aquele fervor de antigamente. Se o Brasil conquistar o hexacampeonato, ótimo, mas se voltar para casa mais cedo não fará nenhuma diferença. O País seguirá trabalhando e crescendo. Felizmente, o futebol há muito deixou de ser modelo e referência do Brasil para o mundo. Quem acompanha o noticiário sobre os avanços do País entenderá o que quero dizer. Por enquanto então ficamos assim: o passionalismo e exaltação em relação à Seleção Brasileira ficam por conta da mídia. Esta sim sorri e torce, pois triplica o faturamento com exaustivos comerciais mostrando a associação absurda de consumo de álcool com o esporte. Mas como dinheiro não atura desaforo, o que fazer?
A propósito: vai uma cervejinha aí?

Ambiente não é mais o mesmo

Desde que Dorival Júnior - com o aval do gerente Jamelli e da diretoria - decidiu punir Ganso, Neymar, André e Madson por terem chegado à concentração depois da hora, o futebol do Santos parece que perdeu o encanto. Ainda que haja desmentidos de parte a parte, com argumentos frágeis, tipo cansaço e estresse, o fato é que alguma coisa está errada. Aquele incidente que afastou o quarteto contra o Atlético-GO azedou a relação entre o treinador e o elenco. Puni-los com multa nos seus vencimentos seria suficiente, pois, com exceção de Madson, eles eram primários. Mas decidiram ir além e não os relacionaram para o jogo em Goiânia. Com isso cometeram uma grande injustiça. De lá para cá eles deixaram de jogar com alegria e o time começou a perder pontos. Sem contar que essa depressão também pode estar relacionada com a ausência de Robinho.

Pode até acontecer que tudo se altere para melhor no jogo contra o Vasco, neste domingo (6), na Vila Belmiro. Afinal, é preciso manter as aparências diante da torcida. Ela espera que tudo seja diferente do que ocorreu contra o Cruzeiro na quarta-feira passada, adversário horroroso que estava pedindo para ser derrotado. O treinador também tem tido participação desastrosa nas substituições com a mania de sacar Neymar e André nos últimos jogos. Jovens bons de bola e de grande futuro, eles precisam ser orientados e não punidos. Mesmo que não estejam rendendo bem, podem decidir o jogo num lance fortuito, como já decidiram. Prova disso é que já deram a Dorival Júnior um título estadual e uma vaga na final da Copa do Brasil. Por isso é difícil aceitar vê-los saírem de campo para dar lugar a jogadores meia-boca tipo Zezinho e Marcel - insistência que já está dando muito na vista - enquanto Zé Eduardo fica no banco e Alan Patrick é escalado para jogar na Copa BH. O colunista pode até queimar a língua, mas o técnico e o gerente parecem que conseguiram desestabilizar o ambiente. A lua de mel acabou!    

PARABÉNS!

O Clube XV comemora este mês 141 anos de fundação com novo perfil e disposto a resgatar aquele ambiente familiar e nostálgico que sempre marcou a sua longa trajetória. "A diretoria do XV sente-se feliz em anunciar que os sócios estão retornando ao clube e, ao chegar, surpreendem-se com a beleza da nova sede", diz orgulhoso o presidente Jorge Guedes Monte Alegre Filho. A programação de aniversário tem várias atrações culturais, com destaque para a inauguração oficial da nova sede, sexta-feira-feira próxima (11), e o jantar de gala, no sábado (12), abrilhantado pelo Quarteto Saint Martin e Bailarinos.  

LIÇÃO DE OTIMISMO

"Há muito tempo não me sinto tão feliz no futebol como nestes cinco meses trabalhando no Atlético. Depois de três derrotas pude constatar a seriedade e o profissionalismo com que o presidente Kalil administra o clube. Faz tempo que não vivencio tanta seriedade e tanta responsabilidade. Com tudo isso, torcedor do Atlético, que está triste como eu estou pelas derrotas, tenha certeza que as vitórias e os títulos irão chegar. Estou certo disso", escreveu Vanderlei Luxemburgo em seu blog após a tunga de 2 a 1 que levou do Grêmio que o fez ir para cama frequentando a zona de rebaixamento. Isto sim é que ser otimista!

AGORA VAI!

Corinthians dispara na liderança do Campeonato Brasileiro, invicto, com 16 pontos, seis jogos, cinco vitórias e um empate. A última vítima foi o Internacional no Pacaembu. O colunista tem amigos corintianos. Tudo gente boa. Devido à brilhante campanha do Timão eles já andam por aí falando mais que narrador de turfe. Mas, pensando bem, após a frustração no Paulista e na Libertadores, eles merecem comemorar. 

Compartilhe este post
» Novas arenas, novos tempos
» O Santos sem o seu maestro
» Neymar fica: um gol da diretoria
» O prazer de jogar futebol
» Mais um troféu que vem da base
» Jogar sério, a receita no Barradão
» Santos: faltam disciplina e comando
» Sinal amarelo na Vila
» Chegou a vez da Espanha?
» Brasil sofre"laranjaço"
» Agora, o Chile
» O futebol da seleção é esse mesmo!
» Brasil inicia luta pelo hexa, mas sem "Rebolation"
» SELEÇÃO NA COPA COM RANCOR E MÃO NO BOLSO
» Um time de garotos "maduros"
» As novidades na seleção: não há novidades
» Santos salva o Paulistão
» Um título por merecimento
» O clássico e os vampiros
» Um novo campeonato
» A vaga é de Felipe
» Meninos ajudam a repensar o futebol
» Provocações que Pelé tirava de letra
» Os meninos na mira dos leões
» Espetáculo com responsabilidade
» A realidade da Portuguesa Santista
» Paulistão vai testando o Santos
» Um por todos e todos por um
» Neymar e Robinho valorizam o clássico
» A volta de Robinho
» Nas crises, são so garotos que seguram o rojão
» Começa a temporada dos velhinhos
» Deixem Deus em paz
» Copa do Brasil, a melhor opção
» Olho no Amador!
» Os Vampiros do futebol
» Aquece Pelé!!!
» A decisão do Brasileiro e a eleição fora de hora
» Por que é bom ser presidente de clube
» Palmeiras abre caminho para São Paulo e Flamengo
» A maldição do apito
» A eleição no Santos e Riquelme no Corínthians
» Campeonato embola e ganha emoção
» O Campeonato e a eleição no Santos FC
» Concentração e os tempos da brilhantina
» Torcidas adotam rostos diferentes
» Olimpíada: uma festa para os outros!
» Pá de cal no barão de Cobertin
» O estranho caso Rodrigo Tabata
» A bola está com as sereias
» O jeito é elogiar o advesário
» Vitória ou morte
» A gastança continua, apesar das dívidas
» Santos não evolui no 1º turno
» O caso dos cartões e a lentidão da diretoria
» A chegada festiva de Émerson
» É preciso valorizar os garotos
» A dança dos técnicos e os cartolas
» Minas Gerais não é Brasil?
» Corinthians soube aproveitar a Copa do Brasil
» Eles chegaram levando paulada
» Que tal Pelé para presidente?
» Cristiano Ronaldo e Robinho
» Kaká, a seleção e o calendário
» O São Paulo pede água
» Uma seleção com boas novidades
» O Santos também precisa de goleiro
» O Brasileiro, o vice e a Copa do Brasil
» À espera de um milagre
» A final do Paulistão e os alvinegros
» Paulistão conhece os finalistas
» O São Paulo é o favorito, mas...
» Um gol com peso de uma megassena
» O caso Fábio Costa e as aulas de Telê
» Ronaldo e Neymar: os bons tempos voltaram?
» Um teatro para Neymar
» A volta de Ronaldo
» Explicações que não justificam
» A chegada de Mancini e o caso de Fábio Costa
» Não basta mudar só o treinador
» Por que Bolaños não joga?
» Hora de mudar
» Quem não chora, não mama!
» O amistoso no Pacaembu e o Santos de Angola
» Profissionais ligados a Vanderlei vão chegando
» Após as parcerias, o caminho para a 2ª divisão
» Os Estaduais vão perdendo espaço e prestígio
» Cartolas, cuidado com os sapatos
» Cartolas, cuidado com os sapatos!
» Um presente de Natal para a Fiel
» Alegria para uns, tristeza para outros
» O São Paulo na linha de frente
» Alimentaram a cobra, agora...
» A imprensa no futebol brasileiro
» Menores com salários de gente grande
» Esta dupla merece respeito
» Tem gente que ainda acredita na Briosa
» Clássico estimula o tira-teima
» A cartolagem que não larga o osso
» Um negócio da China
» Pois não, Dr. Fábio Costa!
» A sombra de Luxemburgo na Vila
» Seleção: Lula falou em nome do povo
» Safra de 2002 continua dando lucro
» Robinho e o confronto com o Real
» O problema agora é a falta de um psicólogo
» Operação cinta-larga
» Quem pariu Matheus que o balance
» Será que agora vai?
» Santos: bagunça e falta de comando
» Cuca resiste
» Aspectos da crise santista
» A maldição dos pênaltis
» Bateu o desespero na Vila Belmiro
» Quem aguenta essa seleção ?
» Timão: a queda
» Com Cuca, Santos sai da mesmice
» Será que só a saída de Leão resolve?
» Sobrou o Fluminense de Nélson Rodrigues
» A derrota santista e a vitória são-paulina
» Santos vai se firmando nas mãos de Leão
» Tudo vai depender do Valdívia
» O caso do gás e a decisão do campeonato
» Santos na base de muito suor e sangue
» O regulamento do campeonato e a demagogia
» Guará pode estragar a festa dos grandes
» O Santos sobe, a Briosa desce
» Violência no futebol, hoje e sempre
» A Espanha poderia barrar nossos craques
» A vila continua ideal para a sua realidade
» Juiz dá sentença favorável a Teixeira
» Peça uma loteca para você também!
» Ronaldo e Pelé, cada um ao seu estilo
» A realidade paulista e a malandragem carioca
» Tropeço contra os pequenos, desconto na folha
Início Quem Somos Notícias Roteiro Blogs Estilo Galeria Rede Turismo Bloco de Notas Contato
Localização
R. Timbiras, 16 Gonzaga
Santos - CEP - 11055-290
(13) 2101-0021

Publicidade
Contatos: publicidade@jornaldaorla.com.br
Fax: (13) 2101-0021

Redação
Contatos:
orla@jornaldaorla.com.br
Fone: (13) 2101-0021
60 mil exemplares. Distribuição gratuita - Santos, São Vicente, Praia Grande, Cubatão, Bertioga, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe