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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

.Colunistas
Valentina Rezende

Valentina Rezende
Com Vivência

07/08/2011

Colunistas / Com Vivência

Quando sair de uma festa...

Quando sair de uma festa...
Quando sair de uma festa…
...ou de uma balada, pense que, na vizinhança, há cidadãos dormindo em suas residências e com todo o direito de não serem acordados, em altas horas da madrugada, por gritos ou som altíssimo nos carros parados nas portas de suas casas.

Muitas vezes, a música da festa do vizinho está alta e também incomoda, mas, neste caso, quem quer dormir, fecha bem a janela, tapa os ouvidos com silicone e dá para aguentar. Afinal, festa e comemoração sem barulho não é possível! Quem não quer ouvir nunca o barulho da eventual festa dos vizinhos, deveria optar por morar no mato!

Mas o som de vozes e gargalhadas ou brigas, pelo meio da rua, não tem justificativa! Acorda e assusta quem está no sossego de suas casas e dá para ser evitado. É uma questão de atitude! 

Estas palavras não são apenas para os jovens não! Eu morava em uma esquina bem movimentada, em uma área mista de residências e barzinhos e tive chance de observar bem a movimentação e a barulhada. A falta de respeito impera em todas as idades! E o palavreado é sempre de baixo calão! Uma agressão mesmo.
Senhores boêmios ou baladeiros, saibam que além de ser inadequados, vocês acabam com suas gargantas, pois depois de beber e suar, em um ambiente fechado, sair ao ar livre e ficar falando alto, resseca as cordas vocais e vocês vão acordar roucos e fanhos.

Nossa, estou parecendo uma velha rabugenta!  Acabo de me lembrar das saídas dos bailes de minha adolescência, em que íamos para a praia, de sandálias na mão, ver o nascer do sol. Isto quando não íamos tomar sopa de cebola no Almeida, único lugar que ficava aberto durante a noite toda. Mas tenho certeza de que a gente não gritava pela rua, não. Será?

Será que os incomodados eram mais educados, por isso não reclamavam? Pode ser. Naquele tempo, "rodar a baiana" era coisa de gente mal educada. As pessoas engoliam sapos e mais sapos, em prol das boas maneiras..... isto dá assunto para outra coluna.
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