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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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Valentina Rezende

Valentina Rezende
Com Vivência

09/10/2011

Colunistas / Com Vivência

Nasceu o bebê. Que alegria!

Arte: Alexandre Barbosa

Nasceu o bebê. Que alegria!

Outro dia, fui visitar o netinho recém-nascido de uma amiga que estava na maior alegria por ser vovó e insistia para eu ir conhecê-lo. Retardei a minha visita, calculando um tempo de adaptação do bebê e da mãe.
A casa estava cheia de visitas, todas muitíssimo bem intencionadas! Mas vi vários equívocos nos comportamentos dessas pessoas!

Algumas delas já tinham feito várias visitas, inclusive na maternidade, iniciativa que só é aceitável por parte de parentes ou amigos muito próximos, no intuito de ajudar, levar algum item esquecido... mesmo assim deve ser uma visita bem curta!

Outras chegaram de surpresa, sem telefonar antes. Estava uma verdadeira festa, um burburinho danado. Quando eu cheguei, o grupo de amigas parecia que já estava lá havia bastante tempo. E haja bolo e suquinho pra tanta gente, cada uma chegando num momento diferente!

Pelo menos a mãe teve o bom senso de deixar o bebezinho no berço, no quarto e com a porta fechada! Só quando ele acordou espontaneamente, ela chamou uma por uma das visitas e mostrou o filhote, bem rapidinho, com a desculpa de que iria amamentá-lo. Ainda bem que tomou esta atitude, mas nem todas as mães têm esta segurança! 

Mamãe, você pode colocar limites, viu? Principalmente se alguém resolver que quer carregar o bebê um pouquinho. Se achar conveniente, peça a pessoa para primeiro lavar as mãos.

Imaginem que havia uma visitante resfriada! Fungava e dizia: "não posso chegar perto do Caio (era este o nome do pimpolho) porque estou resfriada." Esta criatura não deveria nem ter ido lá! Seria muito mais gentil telefonar, dar os parabéns e justificar por que não ia visitar! O sistema imunológico dos bebês se forma aos poucos, por isto é que se esteriliza tudo, nos primeiros 3 meses de vida.

Como se não bastasse, uma das tais amigas resolveu apertar as bochechinhas da criança! Não resistiu! Gente, não dá! O bebê ainda ia completar um mês na semana seguinte! Estava lá a sogra de uma das amigas que resolveu dizer à pobre moça como ela deveria fazer para o bebê arrotar, como prevenir assaduras, como lidar com isto e com aquilo, dando palpites sem parar. 

Todas as mães são orientadas por seus pediatras e pais, não adianta você querer ensinar nada! Causa desconforto naquela mãe que está ainda fragilizada e insegura, com seu novo bebê, sobretudo se for marinheira de primeira viagem.

E essa mania de fotos com celulares ou com câmeras digitais com flash? Quando a mãe disse que iria dar banho no filhote, uma delas se colocou a postos, querendo acompanhar o banho do nenê para tirar fotos dele peladinho e colocar no Facebook. Tem dó, gente! Não dá para concordar com isto. A intimidade da família estava sendo totalmente invadida ali!

Isto tudo aconteceu em cerca de 30 minutos, tempo de minha visita, como manda o figurino.
Quando saí, consegui induzir algumas das amigas a ir embora também, dizendo que estava na hora de a mamãe descansar.  Mas, fiquei imaginando, como será a festinha de comemoração de um ano desta pobre criança!

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