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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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Ouhydes Fonseca

Ouhydes Fonseca
Segunda Leitura

13/11/2011

Colunistas / Segunda Leitura

Jornalismo versus jornalismo

Jornalismo versus jornalismo



Recentes levantamentos realizados em todo o mundo na área da mídia demonstram que segue firme a luta pelos veículos impressos para sobreviver aos desafios impostos pelos sistemas eletrônicos de comunicação. No Brasil, destacam-se pesquisas sobre os leitores e seu comportamento promovidas pela Folha de S. Paulo.

Uma delas, por exemplo, informa que o público de jornal impresso é 46% maior que o da internet (73 milhões acompanham as edições em papel contra 50 milhões que acompanham os textos on-line) De acordo com especialistas ouvidos pelo Datafolha, existem duas causas para essa situação: a dificuldade das operadoras de atingir as cidades afastadas dos grandes centros urbanos, onde o poder aquisitivo da população ainda é muito baixo, e falta estímulo à competição, pois o mercado se concentra em poucas empresas.

O relatório sobre a pesquisa afirma que "o acesso à internet no país parou de crescer, após sete anos de expansão ininterrupta. Entre 2003 e 2010, a parcela da população que costuma usar a rede mais do que dobrou, de 21% para 49%.

Em 2011, porém, o índice passou para 46%, uma oscilação dentro da margem de erro do levantamento ( de 2% para mais ou para menos)"" Em resumo, o levantamento confirma que, pelo menos até agora, a TV aberta e o jornal impresso são os dois meios em que a maioria das pessoas procura informação.

Segundo outro levantamento, 73 milhões de brasileiros leem jornais impressos, 21 milhões leem jornais impressos todos os dias e dois terços das classes A, B e C se informam nos jornais impressos (66%), 94% na TV aberta, 59% nas revistas, 44% no rádio, 44% na internet, 14% na TV paga, 7% no smartphone e 0,3% em tablets.

Essa outra pesquisa, que ouviu mais de sete mil pessoas nas cinco regiões do Brasil com o objetivo de conhecer melhor o público da Folha nos vários tipos de mídia, mostrou que " todos que leem a edição papel formariam a terceira cidade mais populosa do País, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro: são seis milhões os que declararam acompanhar a Folha com alguma regularidade".

Evidentemente, os números acima não são definitivos. Em se tratando de mídia, já está muito claro que as oscilações devem continuar muito fortes, tanto em função do comportamento do público quanto da variedade na formatação de novos meios de informação.

Nesse aspecto, dois bons exemplos são as dificuldades vividas pelo wikleaks inventado por Julien Assange, e pelo twitter em sua tentativa de se firmarem como substitutos do jornalismo impresso. O primeiro causou grande impacto com a proposta de revelar com exclusividade informações secretas de governos, empresas e pessoas físicas, mas está em crise financeira e seu criador respondendo a processos por invasão de privacidade.

Já o twitter, apesar das vantagens criadas pela rapidez com que atua, tem servido mais para a troca de informações sem maior importância, a ponto de colocar em dúvida a sua condição de produzir jornalismo. No máximo, estaria sugerindo pautas aos demais tipos de mídia e servindo de canal para a busca de fama.

Na opinião de Cleyton Torres, jornalista e pesquisador, o twitter e praticamente toda a rede social promovem uma espécie de "segundismo" na produção de informação ( são usados para obter complemento de matérias). "Isso é gravissimo, já que a rede não dispõe de total confiabilidade quanto à identidade real de seus usuários".



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