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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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Sérgio Luiz Corrêa

Sérgio Luiz Corrêa
Coluna do Corrêa

14/12/2011

Colunistas / Coluna do Corrêa

Santos precisa se aprimorar se quiser levar o título

Santos precisa se aprimorar se quiser levar o título
Foto: Leandro Amaral

É preciso ir com moderação na análise que se deve fazer a respeito da vitória do Santos sobre o Kashiwa Reysol, por 3 a 1, resultado que coloca o time de Muricy Ramalho na final do Mundial de Clubes. Era quase certo que os santistas superassem os japoneses nesta quarta-feira, no Toyota Stadium, apesar de que toda a estreia mexe um pouco com o lado emocional. Porém, existem alguns aspectos ser considerados e que devem ser aprimorados se o Santos quiser superar o Barcelona, que deve ser o outro finalista.
Longe de desmerecer o resultado positivo, a verdade é que o Santos dependeu de jogadas individuais para definir o jogo. O lance maravilhoso de Neymar colocando a bola no ângulo, o arremate de Borges, que pegou o goleiro japonês de surpresa, e o gol de falta de Danilo deram o tom do que foi o time brasileiro. Entretanto, o conjunto não foi satisfatório. O time não conseguiu “girar” a bola no meio de campo para livrar-se da marcação implacável dos japoneses - sempre com um na sobra. É essa falta de consistência no meio que pode fazer a diferença contra o Barcelona, que tem um meio de campo que joga por música, além dos valores individuais, como Messi.
 
Elano praticamente foi uma figura decorativa, o que prova que continua fora de forma. E Ganso foi discreto no primeiro tempo, mas no segundo apareceu mais para o jogo. A equipe melhorou um pouco com as entrada de Ibson no posto de cansado Elano. O fato de o Santos ter uma defesa pesada – Durval pela esquerda foi o ponto de exploração do time japonês, especialmente no segundo tempo, quando o bom lateral Sakai deu muito trabalho – dificulta a saída de bola com mais rapidez. Muricy ainda tirou Borges, mais para poupar o artilheiro. Alan Kardec entrou e não teve tempo para mostrar muita coisa.
 
Talvez livre do estresse da estreia, o Santos volte para o segundo e decisivo jogo com outra postura, com mais confiança. A equipe santista vai precisar melhorar muito. As características do Barcelona são outras. Ao contrário do Kashiwa, o time espanhol – como a maioria dos europeus – marca por zona. Isso dá mais liberdade para o adversário e alguns segundos a mais para pensar o que fazer com a bola. Mas, se o Santos insistir nos erros infantis de passe nas saídas da defesa para o ataque, descuidar-se nas jogadas aéreas, não valorizar a posse de bola, fazendo-a girar no momento certo, pode tomar uma goleada.
 
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