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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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Jadir Albino

Jadir Albino
Fronteiras da Ciência

18/12/2011

Colunistas / Fronteiras da Ciência

Desprendimento

Noêmia precisou ser internada duas semanas antes do Natal, para uma cirurgia, e estava muito preocupada. Além dos quatro filhos para cuidar, ela pensava nas compras, presentes e enfeites a providenciar. Quando abriu os olhos depois de ter dormido grande parte dos dois dias no hospital, após a cirurgia, olhou ao redor e viu algo semelhante a uma floricultura.

Buquês de flores se enfileiravam sobre o parapeito da janela. Cartões se empilhavam sobre a mesinha de cabeceira.

“Mais flores”, disse a enfermeira, entrando no quarto e interrompendo os pensamentos da convalescente. “Acho que vamos ter de mandar a senhora para casa Não temos mais espaço aqui”. Enquanto Noêmia lia os cartões, ouviu alguém dizer: “Gostei das flores”.

Era a companheira de quarto. Uma mulher de mais ou menos 40 anos, portadora de Síndrome de Down. Tânia contou que morava em companhia de outras pessoas e desejava voltar a tempo para poder participar da festa de Natal. Enquanto Tânia foi para a cirurgia, Noêmia ficou olhando o quarto. O seu lado estava florido. O lado de Tânia, nada. Nenhum cartão, nenhuma flor, nenhuma visita. Vou oferecer a ela algumas de minhas flores, pensou. Foi até a janela e escolheu um arranjo de flores vermelhas. Mas daí recordou que o arranjo ficaria muito bonito em sua mesa de Natal.  Voltou para a cama e pensou que no dia seguinte, quando a loja abrisse, iria pedir para que entregassem algumas flores a Tânia.

Tânia voltou da cirurgia e uma funcionária do hospital lhe trouxe uma guirlanda de belas flores e a pendurou acima da sua cama.

Logo após o café, na manhã seguinte, a enfermeira retornou para dizer a Tânia que ela iria para casa. A condução estava a caminho para buscá-la. Ela ficou feliz pois chegaria a tempo para participar da festa de Natal. A floricultura do hospital só iria abrir dali a duas horas. Será que ela deveria oferecer uma das suas flores?

Tânia vestiu seu casaco, sentou-se na cadeira de rodas para ser conduzida pela enfermeira. Quando estava na porta, pediu para voltar, como se tivesse esquecido algo. Foi até sua cama, apanhou a guirlanda, aproximou-se de Noêmia e, levantando-se com certa dificuldade, a abraçou, deixando o enfeite em seu colo e depois, se foi. Enquanto ela saía do quarto, Noêmia não conseguiu dizer nada. Segurou a pequena guirlanda nas mãos, com os olhos úmidos. O único presente de Tânia e ela o tinha oferecido à companheira de quarto.

Então Noêmia entendeu que Tânia possuía muito mais coisas do que ela mesma.

[com base em texto de Bonnie Shepherd, do livro de Alice Gray]

Há muita gente arraigada a bens materiais querendo levar tudo consigo, enquanto outros, carregam apenas a leveza de sua alma e consequentemente a felicidade do desprendimento.
Verifique onde você se enquadra e busque se transformar em anjo da ação bem dirigida, convertendo o que lhe chegue às mãos em bênçãos e alegrias mantenedoras da vida.
  
PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.
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