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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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18/12/2011

Colunistas / CineZen

O cinema que entende o Natal

O cinema que entende o Natal

A estreia, sexta passada, de "Noite de Ano Novo", remete a inúmeros filmes de temática esperançosa nessa época do ano. Lembramos dois. Um, clássico absoluto. Outro, mais recente, também irresistível. Tamanho o filão comercial do Natal, que chega a ser curioso: o título nacional do melhor longa natalino é "A Felicidade Não Se Compra".

Frank Capra sabia das coisas. Mesmo trabalhando anos como documentarista na guerra, o diretor não perdeu a fé na humanidade. Concebeu, em 1946, um dos clássicos mais sensíveis, atemporais e universais. James Stuart faz George Bailey, sujeito de bom coração que, sem dinheiro, praticamente destruído pelo inescrupuloso vilão da cidade, tenta o suicídio. Até ser salvo pelo anjo atrapalhado, que retrata a vida de todos caso George não existisse. Cinco vezes indicada ao Oscar (filme, diretor, ator, montagem e som), a obra não foi bem de público no início. Porém, virou a mais celebrada e reprisada do gênero. Ganhou corações mundo afora, graças às cenas e atuações inesquecíveis e à mensagem: "o verdadeiro tesouro é a amizade". Tente não chorar.





"Simplesmente Amor" (2003) mantém o clima otimista. O elenco repleto de estrelas destaca o carismático Hugh Grant, Laura Linney, Emma Thompson, Colin Firth, o brasileiro Rodrigo Santoro, além de participações e pontas de Billy Bob Thornton (encarnando o presidente norte-americano), do Mr. Bean Rowan Atkinson, e da top model Claudia Schiffer. A trama traz várias histórias de amor, ou a ausência dele. A sensação é que vimos as situações. E daí? Não faltam presenças charmosas, cenas divertidas, trilha sonora contagiante, tiradas de sarro espertas sobre política e a música pop, e momentos emocionantes. Fica impossível não embarcar na comédia romântica e se deliciar com ela.

"A Felicidade Não Se Compra" e "Simplesmente Amor" falam de Natal. Mas podem, e devem, ser vistos em qualquer época. Provam a capacidade do cinema em levar alegria ao espectador de maneira profunda. Feliz Natal e que a esperança e a fraternidade não permeiem somente o período: sigam todos os dias de nossas vidas. A coluna tem apoio da Vídeo Paradiso.
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