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Edison Carpentieri
Em Off
18/12/2011
Colunistas / Em Off
Bandarra: em nome da justiça e da verdade
Carlos Pinto
"Se todos os homens soubessem o que os outros dizem a seu respeito, não haveriam quatro amigos no mundo."
(Pascal)
A revista Época, em duas edições, especulou sobre "documentos" que diz ter obtido junto a antigos agentes do CENIMAR, matérias que levaram o titulo de "Os Infiltrados". Não me cabe analisar o teor do veiculado, pois não vi a tal documentação. Mas me cabe fazer um reparo sobre a conduta de Álvaro Bandarra, meu amigo e companheiro no governo do Prefeito Oswaldo Justo.
Conheci Bandarra como dirigente do Bloco Carnavalesco Chineses do Mercado. Junto com Bernardo Starosta e outros comerciantes da Vila Nova patrocinavam uma das melhores agremiações carnavalescas já surgidas em Santos. Conheci Bandarra como proprietário da Livraria Iporanga e militante do PCB. Reuni-me várias vezes com ele nos altos da livraria, junto com outros companheiros, entre os quais Tanah Correa.
Considero uma infâmia as aleivosias sobre ele publicadas, baseadas em uma anotação a tinta em sua ficha do CENIMAR. Se ele foi cooptado pelo referido órgão em outubro de 1968, como se explica a sua prisão em 1975, após a morte de Vladimir Herzog, quando houve verdadeira caça aos dirigentes do PCB em todo o país?
Naquela oportunidade me lembro que além dele, em Santos, foram presos o advogado Marcos Milani e o vereador Moacir de Oliveira, entre outros. Encontrei-me com Moacir logo após sua soltura e ele me confessou que apanharam muito, que batiam neles com um caibro, e que não sabia se o Bandarra ia aguentar. A verdade é que tanto Álvaro Bandarra quanto Marcos Milani, já falecidos, sofreram muito em função das sequelas da tortura, e em consequência delas acabaram partindo para outro plano.
Eu e Tanah dividíamos um apartamento na Avenida Brigadeiro Luis Antonio. Salvo erro de memória, em uma madrugada de 1974 fomos acordados lá pelas quatro horas. Era o Givaldo Siqueira nos informando que o Marco Antonio Coelho, que também era jornalista, havia caído, ou seja: entrou em cana. Com isso nos passou a responsabilidade pela guarda e segurança de Salomão Malina, secretário geral do PCB e uma das figuras mais procuradas pelos órgãos de repressão do sistema.
Alugamos um apartamento em um prédio da Rua Caio Prado, em cujo andar térreo funcionava o Restaurante Lisboa Antiga. Ali mantivemos o conhecido "Capitão Gancho", até que em outra madrugada fomos avisados que haviam estourado a gráfica do partido em um município da Baixada Fluminense.
A ordem era retirar o Malina do local onde estava e levá-lo para outro lugar em segurança. Enquanto eu "limpava" o apartamento da Caio Prado, o Tanah trouxe o Salomão para uma pensão na Rua Euclides da Cunha, em Santos, que era de propriedade de sua mãe. Ali Salomão ficou por um bom tempo.
Se realmente o Bandarra e o Givaldo eram ligados aos órgãos da repressão, cabe aqui uma pergunta: Por que eu, o Tanah e o Salomão Malina jamais fomos presos? Onde está a verdade dos fatos? A quem servem as matérias da revista Época, num momento em que existe toda uma campanha pela abertura dos documentos do período do regime militar? Quem souber as respostas que abra o jogo. De minha parte quero apenas limpar a lama que tal matéria atirou sobre a honra de homens que dedicaram sua vida a lutar por seus sonhos e ideais. O resto, um dia, a historia se encarregará de colocar nos devidos lugares.
* Carlos Pinto é jornalista e secretário de Cultura de Santos
(Pascal)
A revista Época, em duas edições, especulou sobre "documentos" que diz ter obtido junto a antigos agentes do CENIMAR, matérias que levaram o titulo de "Os Infiltrados". Não me cabe analisar o teor do veiculado, pois não vi a tal documentação. Mas me cabe fazer um reparo sobre a conduta de Álvaro Bandarra, meu amigo e companheiro no governo do Prefeito Oswaldo Justo.
Conheci Bandarra como dirigente do Bloco Carnavalesco Chineses do Mercado. Junto com Bernardo Starosta e outros comerciantes da Vila Nova patrocinavam uma das melhores agremiações carnavalescas já surgidas em Santos. Conheci Bandarra como proprietário da Livraria Iporanga e militante do PCB. Reuni-me várias vezes com ele nos altos da livraria, junto com outros companheiros, entre os quais Tanah Correa.
Considero uma infâmia as aleivosias sobre ele publicadas, baseadas em uma anotação a tinta em sua ficha do CENIMAR. Se ele foi cooptado pelo referido órgão em outubro de 1968, como se explica a sua prisão em 1975, após a morte de Vladimir Herzog, quando houve verdadeira caça aos dirigentes do PCB em todo o país?
Naquela oportunidade me lembro que além dele, em Santos, foram presos o advogado Marcos Milani e o vereador Moacir de Oliveira, entre outros. Encontrei-me com Moacir logo após sua soltura e ele me confessou que apanharam muito, que batiam neles com um caibro, e que não sabia se o Bandarra ia aguentar. A verdade é que tanto Álvaro Bandarra quanto Marcos Milani, já falecidos, sofreram muito em função das sequelas da tortura, e em consequência delas acabaram partindo para outro plano.
Eu e Tanah dividíamos um apartamento na Avenida Brigadeiro Luis Antonio. Salvo erro de memória, em uma madrugada de 1974 fomos acordados lá pelas quatro horas. Era o Givaldo Siqueira nos informando que o Marco Antonio Coelho, que também era jornalista, havia caído, ou seja: entrou em cana. Com isso nos passou a responsabilidade pela guarda e segurança de Salomão Malina, secretário geral do PCB e uma das figuras mais procuradas pelos órgãos de repressão do sistema.
Alugamos um apartamento em um prédio da Rua Caio Prado, em cujo andar térreo funcionava o Restaurante Lisboa Antiga. Ali mantivemos o conhecido "Capitão Gancho", até que em outra madrugada fomos avisados que haviam estourado a gráfica do partido em um município da Baixada Fluminense.
A ordem era retirar o Malina do local onde estava e levá-lo para outro lugar em segurança. Enquanto eu "limpava" o apartamento da Caio Prado, o Tanah trouxe o Salomão para uma pensão na Rua Euclides da Cunha, em Santos, que era de propriedade de sua mãe. Ali Salomão ficou por um bom tempo.
Se realmente o Bandarra e o Givaldo eram ligados aos órgãos da repressão, cabe aqui uma pergunta: Por que eu, o Tanah e o Salomão Malina jamais fomos presos? Onde está a verdade dos fatos? A quem servem as matérias da revista Época, num momento em que existe toda uma campanha pela abertura dos documentos do período do regime militar? Quem souber as respostas que abra o jogo. De minha parte quero apenas limpar a lama que tal matéria atirou sobre a honra de homens que dedicaram sua vida a lutar por seus sonhos e ideais. O resto, um dia, a historia se encarregará de colocar nos devidos lugares.
* Carlos Pinto é jornalista e secretário de Cultura de Santos

Por NESTOR M.S.AYROSA em 13/05/2012, às 20:03hs
Comentar o comentárioSOU NASCIDO E CRIADO EM SANTOS MAS DEVIDO A OPORTUNIDADE DE EMPREGO A 17 ANOS MORO EM SERTÃOZINHO-SP E TODA SEMANA LEIO AS REPORTAGENS DO JORNAL DA ORLA ATRAVEZ DA INTERNET.CONSIDERO UM EXCELENTE JORNAL DE MODO GERAL POIS E ATRAVEZ DELE QUE MATO A SAUDADES DA MINHA QUERIDA SANTOS.QUEM SABE UM DIA SE TIVER UMA OPORTUNIDADE MELHOR VOLTO A MORAR EM SANTOS.ABRAÇOS A TODOS E PARABENS PELAS MATERIAS.
Por pathricia moreno em 13/05/2012, às 12:09hs sobre Toda nudez será hackeada....
Comentar o comentárioO EGO dela é tão grande, que ela se clica até cagando!!!!!!!! Bem feito!
Por Mais uma morte para as estatísticas. em 13/05/2012, às 11:36hs
Comentar o comentárioOntem à noite, mais um acidente aconteceu na estrada de Nova Lima. Um jovem estudante de economia bateu seu carro após dirigir imprudentemente e colocar 180 km/h no velocímetro. O acidente aconteceu na madrugada do dia 13 e deixou um morto e dois feridos. A incapacidade da via de suporta certas condutas é evidente, mas o descaso das autoridades só contribui para manter as estatísticas elevadas. A demanda da população é por um radar na região já é antigo e, a cada acidente, a causa adere mais adeptos.
Por valter jjose vieira em 11/05/2012, às 22:36hs
Comentar o comentárioA lei que entra em vigor proibindo depósito prévio para atendimento em hospitais,será um complicador a mais para a sociedade. Como uma empresa vai funcionar sem a garantia de recebimento pela prestação de serviços, quando as evidências apontam para alto grau de endividamento e inadimplência do mercado? O governo não faz como deveria fazer sua parte e transfere os problemas para empresas, sem o devido cuidado de legislar as garantias. O sistema judiciário ineficiente e por conseguinte sobrecarregado, terá de tratar com mais este complicador.Esta situação poderá ter desdobramentos para restaurantes,hotéis,universidades ,etc. O cidadão vai ao restaurante não levando cheque,cartão ou dinheiro e diz que está com fome,fazendo a refeição, cabendo ao estabelecimento cobrar pelos serviços .Os efeitos colaterais serão sentidos nos mercados por analogia.E agora como fica....
Por Elvira Akchourin do Nascimento em 11/05/2012, às 21:09hs sobre As profissões das mães.
Comentar o comentárioParabéns pela escolha deste lindo texto. As mães são formadas em todas essas profissões mesmo, e tentam fazer tudo da melhor forma possível.
Por Rafael em 11/05/2012, às 16:09hs sobre O mistério das pedras Klerksdorp.
Comentar o comentárioQuanto ao assunto das pedras, achei muito interessante, mas também achei uma falha científica na metodologia usada para datar as mesmas.
O teste de Carbono 14 não pode ser usado em pedras ou em nenhuma liga metálica, para datar as mesmas. O teste de carbono 14 se baseia na absorção do carbono atmosférico pelos seres vivos. Quando a coisa morre, já não carrega carbono da atmosfera através de processos tais como alimentação ou respiração e os níveis de C14 no corpo se esgotam devido ao processo natural de decaimento radioativo.
Ao ver a quantidade de restos de C14 é possível ver quanto tempo se passou desde que o animal morreu. Portanto, o narrador estava equivocado quanto a este assunto. Datar pedras e ligas metálicas com precisão é muito difícil e ainda não existe método científico consistente para isso.
Outra coisa, novídeo, são mostradas imagens da "Death Star", do filem Star Wars, ao invés de um satélite natural de Júpiter.
Quanto as brocas, é um propriedade das mesmas que não furem material mais duro que elas próprias, por isso existem brocas de vários materiais, inclusive de diamante, que com certeza furaria uma dessas pedras. Um broca de aço não fura nem uma pedra de quartzo convencional.
Por Neuci Bicov Frade em 11/05/2012, às 13:00hs sobre Comunidade do Nova Cintra ganha sala de inclusão digital.
Comentar o comentárioNós do Cedir, ficamos muito orgulhosos e felizes com o excelente trabalho desenvolvido pelo Settaport.Parabéns!
Por Roberto Farias Viana em 11/05/2012, às 11:21hs sobre Toda nudez será hackeada....
Comentar o comentárioPrimeiramente, gostaria de parabenizá-lo pela forma que aborda os assuntos em questão: sem rodeios. E aproveitando o gancho das fotos sensuais de Carol Dieckmann, as pessoas tem que ter mais cuidado com certos arquivos, pois pode se tornar num grande problemão. E mais uma vez, parabéns, Christian.
Por valter jose vieira em 07/05/2012, às 10:25hs
Comentar o comentárioO Santos,jogando com camisa azul,não combina com sua tradição e desvirtua até o hino e grito de guerra da torcida.A camisa preta e branca ,além de mais bonita não poderia e nem poderá ,em tempo algum ser substituida .Sugerimos a quem teve esta ideia, que reveja os conceitos e torne o preta e branco as cores oficiais e insubstituíveis desta grande equipe .
Por Jose A. Silva em 07/05/2012, às 08:07hs sobre Polêmica no alto do morro.
Comentar o comentárioO MP e a CETESB não respeitam o princípio da isonomia. Usam dois pesos e duas medidas e com isto perdem credibilidade.
Na cidade de São Paulo eles permitem que, ainda hoje, se continue construindo em Topos de Morro como a Av. Paulista, Sumaré, Perdizes, etc, etc.
Por Vitor em 06/05/2012, às 11:23hs sobre VTV completa 10 anos e prepara transmissão digital em HD.
Comentar o comentárioCorrigindo o senhor Gil Mansur, na copa de 1970 a televisão em cores não havia sido implantada no Brasil. A transmissão, a partir do México, era colorida, mas nossas emissoras retransmitiam em preto e branco.
A 1ª copa que assistimos em cores foi de a 1974.
Uma rápida pesquisa na internet comprova o que estou dizendo.
Por Wilson da Neves em 05/05/2012, às 09:17hs sobre Polêmica no alto do morro.
Comentar o comentárioIsso é que é falta do que fazer, o pessoal do morro da Sta.Teresinha estão lá legalmente.
Por Neusa Pedro em 30/04/2012, às 21:16hs sobre Raiz profunda.
Comentar o comentárioOi, Jadir!!!
Lindo e sábio a sua mensagem! adorei, tenho muito a aprender com estas leituras.
obrigada!!!
Por jose de abreu em 29/04/2012, às 14:09hs sobre Aplausos merecidos.
Comentar o comentárioParabens dr. roberto por esta informação
Por Roberto Mohamed em 28/04/2012, às 18:43hs sobre A selvageria na Libertadores.
Comentar o comentárioCaro Sergio:
Tenho profundo respeito pelo Presidente do Santos e o apoio em todas as iniciativas positivas para o clube, mas até hoje acho injustificável a sua incapacidade de ouvir críticas. Não é a primeira vez que ele perde a cabeça ao responder alguma indagação de um Conselheiro. Eu estava nessa reunião mas me retirei por conta do sistema chapa branca de perguntas por escrito. E acredito que se tivesse ficado, teria saído em defesa do Conselheiro Celso Leite, primeiro por achar que está certo, pois o filme é uma MERDA. Segundo porque jamais poderei admitir o desrespeito a um Conselheiro no uso de suas atribuições. Quem não consegue conviver com críticas, torne-se patrão na iniciativa privada ou vire o Lula. A Presidência de um clube do tamanho do Santos, implica em paciência para críticas e bom senso para respostas.