| cadastro

Faça seu cadastro para receber nossa newsletter e concorrer a vários prêmios semanais.

Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

.Colunistas
Jadir Albino

Jadir Albino
Fronteiras da Ciência

01/01/2012

Colunistas / Fronteiras da Ciência

Nova conduta

Nova conduta

Certo dia, um professor atento ao comportamento dos seus alunos observou que poderia ajudá-los a resolver alguns problemas de cunho íntimo, e propôs uma atividade. Pediu a todos que levassem uma sacola e algumas pedras, de vários tamanhos e formas, para a próxima aula.

No dia seguinte, orientou que cada um escolhesse uma pedra e escrevesse nela o nome de cada pessoa de quem sentiam mágoa, inveja, rancor, ou ciúme. A pedra deveria ser escolhida conforme o tamanho do sentimento. O professor então pediu que colocassem as pedras na sacola e a carregassem junto ao corpo para todos os lugares onde fossem, dia e noite.

Se alguma pessoa viesse a lhes causar sofrimento ainda intenso, eles poderiam substituir a pedra por uma maior. E se uma nova pessoa os magoasse, deveriam escolher uma nova pedra, escrever o nome dela e colocar na sacola. E quem resolvesse o problema com algumas das pessoas poderia livrar-se da pedra.
Assim foi feito. Algumas sacolas ficaram cheias e pesadas, mas ninguém reclamou. Com o passar dos dias, o conteúdo das sacolas aumentou em vez de diminuir. O incômodo de carregar aquele peso se tornava cada vez mais evidente.

Com o passar dos dias os alunos começaram a mostrar descontentamento. Afinal de contas, estavam sendo privados de muitos movimentos, pois as pedras pesavam, e alguns ferimentos surgiram, provocados pelas pedras.

Para não esquecer a sacola em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.
Passado algum tempo, os alunos pediram uma reunião com o professor e falaram que não dava mais para continuar a experiência, pois estavam cansados de carregar aquele peso morto e alguns ferimentos incomodavam.

O professor, que já aguardava pelo momento, falou-lhes:

–Essa experiência foi criada para lhes mostrar o tamanho do peso espiritual que a mágoa, a inveja, o rancor ou o ciúme ocasionam. Quem mantém esses sentimentos no coração perde precioso tempo na vida, deixa de prestar atenção em fatos importantes. Esse é o preço que se paga todos os dias para manter a dor e os sentimentos negativos. Agora, vocês têm duas opções: jogam fora as pedras ou continuam a mantê-las diariamente, desperdiçando forças para carregá-las. Se optarem pela paz íntima, devem se livrar dos sentimentos negativos.
Um a um, os alunos foram se desfazendo das pesadas sacolas, e todos foram unânimes em admitir que estavam se sentindo mais leves, em todos os sentidos. A proposta era de deixar com as pedras os ressentimentos que cada uma delas representava. E isso dava a cada um a sensação de alívio.

Por fim, todos se abraçaram e confessaram que naquele gesto simples descobriram que não vale a pena perder tempo e saúde carregando um fardo inútil e prejudicial. Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reaja, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores. Talvez esta seja a melhor proposta que devemos fazer a nós mesmos para as novas condutas de Ano Novo.
Nenhum ano será realmente novo se continuarmos a cometer os mesmos erros dos anos velhos.

Obrigado, amigo leitor, por mais um ano em sua companhia! Desejo a todos um Ano Novo repleto de paz, saúde e prosperidade.
Comentar esta notícia Ver comentários Compartilhar |