.Colunistas
Ouhydes Fonseca
Segunda Leitura
01/01/2012
Colunistas / Segunda Leitura
Comunicação para o bem comum
Recentemente, como faz todos os anos, um apresentador de programa jornalístico de uma emissora de São Paulo anunciou aos seus ouvintes que entraria de férias no dia seguinte. Desta vez, porém, o hábito veio acompanhado de uma observação por parte de um colega de trabalho: “Mas os ouvintes não devem se preocupar porque ele (o colega a sair de férias) manterá contato permanente conosco pelo twiter para encaminhar qualquer notícia que considerar importante”. Nesse mesmo dia, a sede de uma instituição financeira em São Paulo determinou que seus funcionários desligassem os celulares quando estiverem fora do prédio, dispensando-os de manterem contato permanente com a sede. Seu objetivo: permitir que os funcionários não se sentissem “prisioneiros do trabalho”. Finalmente, mas não por último, a televisão exibia reportagem sobre uma empresa que incentiva seus empregados a trabalharem na própria residência, para ganharem tempo e economizarem despesas de transporte.
Os três fatos sintetizam apenas algumas das faces do que se pode chamar de “revolução dos meios de comunicação” que teve início nos anos 70, parece não ter fim e exibe novos capítulos a cada dia. Por isso, neste período em que costumo fazer um resumo do que de mais importante aconteceu na área da comunicação e do jornalismo, prefiro tratar de itens que vão ter desdobramentos em 2012. Até porque, tirando-se as novidades tecnológicas, o ano que se encerra só teve como destaque a discussão que não levou a nada sobre a instituição do marco regulatório da comunicação que estabelecerá novas normas para o setor.
No caso do repórter de rádio, ele não estará efetivamente de férias, na medida em que, mesmo em casa, ficará permanentemente ligado com a redação. É evidente que, como profissional responsável, ao ficar sabendo de algo importante ele o transmitirá à redação. Em meu tempo de repórter, essa era a forma de agir. Hoje, com as novas tecnologias, o jornalismo é uma das profissões que mais exige rapidez na divulgação dos fatos, mas não deve abdicar de seu direito de se desplugar por algum tempo. A propósito, o trabalho jornalístico contínuo 24 horas por dia consta de uma relação de mais de cem itens levantados pelo Centro para o Futuro Digital que precisam ser analisados seriamente, dadas as conseqüências sobre o trabalho jornalístico. Entre outras causas porque, de acordo com o mesmo estudo, é possível que até 2015 os Estados Unidos tenão em circulação apenas quatro grande jornais diários impressos. Quanto aos celulares da instituição bancária e o computador os funcionários que trabalham em casa (com direito a carteira do trabalho assinada, férias remuneradas e todas demais vantagens), os reflexos negativos são de outra ordem, uma vez que as pessoas estarão trabalhando preferencialmente com assuntos de ordem interna.
Entre outros itens levantados pela pesquisa da universidade americana, o destaque fica para: a credibilidade do material informativo on-line fornecido por pessoas que a gente não conhece; a avalanche informativa, que impede o cidadão de ser melhor informado ( não nos esqueçamos que antes da Internet, as pessoas se informavam basicamente pelos jornais impressos e era uma cena bastante comum as pessoas fazerem esse leitura durante as viagens de ônibus entre a casa e o trabalho); a substituição cada vez mais rápida do desktop pelo tablet: e a queda quase total do número de pessoas que leem jornais impressos no período da manhã.
Independente de qualquer estudo, pesquisa ou levantamento, o fato é que a velocidade de circulação das informações se amplia a cada dia, causando uma mudança radical no comportamento da sociedade, como resultado do avanço tecnológico em todos os setores da produção. Encontrar formas de utilizar a evolução das tecnologias em favor da condição humana é o grande desafio das próximas gerações.
Nota: a partir desta edição, a coluna Segunda Leitura estará de férias, retornando no dia 5 de fevereiro. Até lá.
Os três fatos sintetizam apenas algumas das faces do que se pode chamar de “revolução dos meios de comunicação” que teve início nos anos 70, parece não ter fim e exibe novos capítulos a cada dia. Por isso, neste período em que costumo fazer um resumo do que de mais importante aconteceu na área da comunicação e do jornalismo, prefiro tratar de itens que vão ter desdobramentos em 2012. Até porque, tirando-se as novidades tecnológicas, o ano que se encerra só teve como destaque a discussão que não levou a nada sobre a instituição do marco regulatório da comunicação que estabelecerá novas normas para o setor.
No caso do repórter de rádio, ele não estará efetivamente de férias, na medida em que, mesmo em casa, ficará permanentemente ligado com a redação. É evidente que, como profissional responsável, ao ficar sabendo de algo importante ele o transmitirá à redação. Em meu tempo de repórter, essa era a forma de agir. Hoje, com as novas tecnologias, o jornalismo é uma das profissões que mais exige rapidez na divulgação dos fatos, mas não deve abdicar de seu direito de se desplugar por algum tempo. A propósito, o trabalho jornalístico contínuo 24 horas por dia consta de uma relação de mais de cem itens levantados pelo Centro para o Futuro Digital que precisam ser analisados seriamente, dadas as conseqüências sobre o trabalho jornalístico. Entre outras causas porque, de acordo com o mesmo estudo, é possível que até 2015 os Estados Unidos tenão em circulação apenas quatro grande jornais diários impressos. Quanto aos celulares da instituição bancária e o computador os funcionários que trabalham em casa (com direito a carteira do trabalho assinada, férias remuneradas e todas demais vantagens), os reflexos negativos são de outra ordem, uma vez que as pessoas estarão trabalhando preferencialmente com assuntos de ordem interna.
Entre outros itens levantados pela pesquisa da universidade americana, o destaque fica para: a credibilidade do material informativo on-line fornecido por pessoas que a gente não conhece; a avalanche informativa, que impede o cidadão de ser melhor informado ( não nos esqueçamos que antes da Internet, as pessoas se informavam basicamente pelos jornais impressos e era uma cena bastante comum as pessoas fazerem esse leitura durante as viagens de ônibus entre a casa e o trabalho); a substituição cada vez mais rápida do desktop pelo tablet: e a queda quase total do número de pessoas que leem jornais impressos no período da manhã.
Independente de qualquer estudo, pesquisa ou levantamento, o fato é que a velocidade de circulação das informações se amplia a cada dia, causando uma mudança radical no comportamento da sociedade, como resultado do avanço tecnológico em todos os setores da produção. Encontrar formas de utilizar a evolução das tecnologias em favor da condição humana é o grande desafio das próximas gerações.
Nota: a partir desta edição, a coluna Segunda Leitura estará de férias, retornando no dia 5 de fevereiro. Até lá.

Por REGINALDO em 19/02/2012, às 18:01hs sobre Pânico na TV e a maior cobertura nacional... Alguém viu?.
Comentar o comentárioESSE TIPO DE PROGRAMA "PANICO NA TV" NÃO ACRESCENTA NADA PARA A TELEVISÃO BRASILEIRA, UMA EMISSORA COMO A BAND QUERER ESSE TIPO DE PROGRAMAÇÃO E PORQUE A COISA ESTÁ MUITO FEIA, ALIAS A TV BRASILEIRA ESTA TODA ASSIM, E INFELIZMENTE TEM GENTE QUE AINDA ASSISTE ESSE TIPO DE LIXO. SEGUNDO O site recanto das letras tem uma frase assim do SR. LIMA BARRETO " O BRASIL NÃO TEM POVO TEM PUBLICO" E UM PUBLICO DE PÉSSIMO GOSTO.
Por Elvira Akchourin do Nascimento em 18/02/2012, às 12:02hs sobre Pânico na TV e a maior cobertura nacional... Alguém viu?.
Comentar o comentárioO "Pânico na TV" juá deu o que tinha que dar. Ultimamente, praticava um humor rasteiro. Na Band, fatalmente será confrontado com o "CQC", que faz um humor de mais alto nível.
Tanto na época do crime, quanto agora, no julgamento, as emissoras fizeram uma cobertura sensacionalista, procurando aumentar a audiêcia e alimentar a morbidez de certa parte do público.
Por Elvira Akchourin do Nascimento em 18/02/2012, às 11:58hs sobre Juiz anula sessão; Câmara vai recorrer.
Comentar o comentárioNa minha opínião, a polêmica sessão deveria ser anulada, porque foram cometidas algumas irregularidades e o resultado ficou sob suspeita. Uma nova sessão poderia trazer mais credibilidade.
Espero que o ministro Aloizio Mercadante tenha sucesso na pasta da Educação e que faça pelo ensino o que os outros ministros antecessores não fizeram..
Por ROBERTO FAÇANHA em 17/02/2012, às 22:58hs sobre Instalados mais 100 coletores exclusivos para lixo reciclável.
Comentar o comentárioDesde 05 de dezembro de 2.011, ECOCITY Soluções Ambientais, contratada pela SANEPAR para o saneamento das praias do Paraná, já retirou mais de 240 toneladas de resíduos em toda a orla. A operação, coordenada pelo Diretor da empresa, Roberto Façanha, é a maior ação ambiental já realizada no Estado e uma das maiores do Brasil.
Diáriamente, 61km de de praias são percorridas por mais de 150 funcionários contratados pela empresa, todos moradores do litoral, que recolhem resíduos orgânicos e recicláveis, com a ajuda de DUMPERS, veículos multiuso com caçambas com capacidade de até 2 toneladas. Essa coleta seletiva, tem o apoio de 1.200 tambores de 200 litros que foram espalhados por toda a orla paranaense, criando uma grande atmosfera de cidadania e respeito ao meio ambiente. Além disso, são distribuídas ECOTUCAS, cinzeiros não descartáveis de uso pessoal, sacolas biodegradáveis e gibis com dicas sobre meio ambiente para a garotada.
Durante a noite, a ECOCITY utiliza 6 máquinas saneadoras de areia, com a mesma tecnologia utilizada nos E.U.A. e na Europa, que peneiram a areia, retirando bitucas de cigarro, cacos de vidro, canudinhos e outros resíduos que ainda estão na areia. Esse trabalho, realiza também um saneamento pelo processo de aeração, reduzindo em muito a presença de bactérias, parasitas, fungos e outros microorganismos causadores de problemas de pele e doenças intestinais que atacam principalmente crianças e idosos.
O trabalho da ECOCITY, tem sido destaque nos principais jornais, rádios e na WEB, destacando a ação inclusive em outros países do mercosul e da Europa. Até 29 de fevereiro, toda a equipe da empresa estará a disposição da população do Paraná atendendo as cidades de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná.
Ecocity Soluções Ambientais.
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www.wix.com/ecocitybrasil/ecocity
Por Rosana Almeida Lopes em 15/02/2012, às 10:26hs
Comentar o comentárioTodo o conteúdo do Jornal da Orla ,é de suma importância para todos nós da Baixada Santista.
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Por Fanyindilmile em 09/02/2012, às 22:30hs sobre 120 anos da abolição da escravidão tem atividades.
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Por Sr. Vani Pereira Lemos em 07/02/2012, às 11:35hs sobre Projeto Porto Valongo entusiasma ministros.
Comentar o comentárioO entusiasmo dos ministros não e pelas obras e sim pelas maracutais
Mais um meio de ganhar dinheiro facil pobre brasil dos petralhas.
Por Paula Cavalcanti em 06/02/2012, às 19:35hs sobre Olhos nos olhos com Tony Goes.
Comentar o comentárioum primor de entrevista, Tony Goes é um profissional ímpar e um grande ser humano.
Por Roberto Pedroso Silva em 05/02/2012, às 22:12hs sobre Mourão luta pela reativação dos trens entre a Baixada Santista e o Vale do Ribeira.
Comentar o comentárioMais um deputado querendo se aproveitar da situação, né ???
Nossa, perdi as contas de quantos políticos, principalmente deputados em busca de futuros votos vem se aproveitando da atual situação do ramal ferroviário Santos a Cajati, que coisa feia, né ??? Deixo aqui a minha crítica a estes deputados que colecionam votos, Caros Deputados, vocês deveriam ter lutados com unhas e dentes contra a deativação do ramal e não ficarem usando de pura demagôgia com a população do litoral e vale do ribeira, afinal, Todas estas notícias sobre a tentativa de reativar o trem para passageiros é pura demagôgia, em outras palavras, simples política, o que vocês realmente querem é ganhar antecipadamente votos dos eleitores das mencionadas regiões. Lembrem-se, o povo está cansado de tantas ilusões e falsidades.Precisamos sim salvar o querido Ramal, mas, nunca com segundas intenções.
Por Rafael em 05/02/2012, às 21:37hs sobre Alergias.
Comentar o comentárioO maior agravante é admitir o lobby de empresas transnacionais por trás da pesquisa e indústria farmacológica, que releva em segundo plano a saúde pública, sob conivência do governo, como indica vídeo do YouTube de "Dâniel Fraga" sobre corrupção no IAL e Hospital Emílio Ribas. É terrível, inimaginável e é contado com clareza pela denunciante, porém, pouco se pensa ou se diz a respeito.
Por Rafael em 05/02/2012, às 21:30hs sobre O mais importante que já fiz em minha vida.
Comentar o comentárioA amizade é tudo... Nessas horas tão difíceis que, invariavelmente, todos estamos sujeitos.
Por AssupeTreaste em 04/02/2012, às 18:35hs sobre 120 anos da abolição da escravidão tem atividades.
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Por AssupeTreaste em 01/02/2012, às 01:02hs sobre 120 anos da abolição da escravidão tem atividades.
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Por Pedro Araujo em 31/01/2012, às 13:34hs sobre Sete dias num vapor.
Comentar o comentárioParabéns.
Gostaria de saber se tem fotos dessa época e se tem alguma de Gameleira da lapa?
Abraços!!!!!!
Por Natalia Silvares em 30/01/2012, às 11:41hs sobre Herói sem estátua.
Comentar o comentárioÉ incrível como tem gente que nasceu pra fazer a diferença né? Mas com certeza, por mais que ele não tenha uma estátua física, ele deve ser mto reconhecido na vida das pessoas que ele mudou. O reconhecimento existe, com certeza, como nesse texto.
Parabéns pela escrita, e por valorizar também essa pessoa que foi tão essencial.