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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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Paulo Lorandi

Paulo Lorandi
Bom Remédio

08/01/2012

Colunistas / Bom Remédio

Intoxicação Infantil

Alguns temas valem a pena ser abordados constantemente e um deles, certamente, é a intoxicação infantil por medicamentos. Muito recentemente, uma pesquisa nos EUA relatou que uma, em cada 150 crianças americanas, já precisou ser internada devido à intoxicação por medicamentos. No Brasil, números assustadores também apontam o medicamento como uma das principais causas acidentais de intoxicação infantil. E, como todo acidente, este também pode ser evitado, basta atenção e cuidado.

A principal maneira para se prevenir a intoxicação é guardar os medicamentos em armários fechados a chave. As crianças são naturalmente curiosas e vivem explorando todos os cantos da casa. Encontrar um frasco de medicamento em cima de uma mesa, ou dentro de uma bolsa, é um convite para a descoberta. A criança será estimulada a tentar abrir o frasco. E como os pequenos conhecem o mundo pela boca, ato contínuo, irão querer tomá-lo. E os medicamentos coloridos deixam as crianças ainda mais curiosas. A cozinha e os banheiros são os lugares da casa mais comuns onde se guardam os remédios, apesar de não serem os melhores, pois são muito úmidos. E como são lugares muito frequentados pela garotada, qualquer descuido é um passo para o acidente.

Ao oferecer os medicamentos para os seus filhos, não abra o frasco à sua frente porque ele tentará imitá-lo. É assim que as crianças aprendem, por imitação dos adultos. Do mesmo modo, não deixe os medicamentos na cabeceira da criança doente porque eles poderão querer se automedicar. Afinal, muitos pais dizem: “vamos tomar esse remedinho para você poder brincar amanhã”. Qual criança não vai querer tomar mais para sarar ainda mais rápido? Até alguns adultos também pensam do mesmo modo e fazem uso de vários medicamentos ao mesmo tempo. E, pior, alguns pais ainda dizem para as crianças que os medicamentos são balinhas ou docinhos, estimulando, dessa forma, a gurizada a não perceber o perigo de se tomar o medicamento.

Os pais também devem tomar outras providências para evitar intoxicações. Mantenha o fármaco sempre na embalagem original com o rótulo íntegro, bem identificado. Despreze remédios vencidos. Não guarde os medicamentos da criança no mesmo local dos adultos. Pode acontecer de você precisar administrar um medicamento à noite (pouca luz), com sono ou sem os óculos e confundir os medicamentos. Cuidado, principalmente, com aqueles que têm ação no sistema nervoso, como calmantes. Não aumente a dose por sua conta, nem administre medicamentos que não tenham sido indicados para a criança. O organismo dela é muito frágil e pode sofrer as consequências.

Atenção também às plantas, tanto àquelas que você tem como ornamento, quanto àquelas que você usa como alternativa terapêutica. Elas também podem intoxicar. Não misture chás com medicamentos prescritos pelo médico.

Para diminuir a chance de a gurizada abrir os frascos de forma inadvertida, há um projeto de lei tramitando no Congresso, o qual obrigará a todo fabricante de medicamentos a usar embalagens que dificultem sua abertura pelas crianças.

Se tiver alguma dúvida sobre esse ou outros assuntos relacionados aos medicamentos escreva para o Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), do curso de Farmácia, da UniSantos, via cim@unisantos.br ou para avenida Conselheiro Nébias, 300, 11015-002, Santos-SP.
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