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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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Paulo Lorandi

Paulo Lorandi
Bom Remédio

13/01/2012

Colunistas / Bom Remédio

É tudo igual?

É tudo igual?

Quando falamos em medicamentos, talvez o primeiro pensamento seja referente àqueles relacionados à terapêutica alopática, sejam eles medicamentos industrializados ou manipulados. Mas pode ser que em sua mente venham os medicamentos homeopáticos ou talvez outras formas de terapia. Qual a diferença entre eles? É possível compará-los?

No meio científico, podemos separar duas categorias: convencionais ou alopáticos e os não convencionais, também chamados por diversos nomes tais como integrativos, complementares, tradicionais ou alternativos. Essa variedade de nomes agrega formas terapêuticas bastante diferentes entre si e que, talvez, tenha em comum apenas o fato de se contraporem à medicina alopática, a qual está baseada na lógica ocidental, centrada no modelo biológico e científico. Biológico, porque o modelo alopático prioriza a cura do corpo e não do indivíduo. Uma dor de cabeça é uma dor de cabeça e pronto! O seu momento de vida, a maneira como essa dor de cabeça se apresenta ou como você se relaciona com a dor de cabeça não interessam para a alopatia.

E científico porque no mundo atual predomina a ciência sobre todas as outras formas de pensar, a filosófica, a religiosa, a espiritual etc. É a forma de lógica dominante nos dias de hoje. Isso acontece porque em algum momento da construção do modo de pensar da ciência, que suporta a alopatia, o entendimento do corpo foi separado da percepção da existência do espírito ou alma, que, no entender da ciência, devem ser estudadas apenas pela religião. À ciência cabe estudar apenas o corpo, como acreditam os cientistas. Porém, essa maneira de estabelecer a terapêutica medicamentosa não tem resolvido algumas questões importantes. Por exemplo, como a maneira de viver e de encarar a vida de cada um pode interferir na própria condição de saúde e de doença.

Por outro lado, encontramos muitas estratégias terapêuticas que racionalizam de forma diferente e que valorizaram todos os elementos: o corpo, a alma ou o espírito e a maneira como a doença está se mostrando. Essas outras práticas se utilizam de medicamentos e remédios que podem não ter muitas relações entre si. Como a OMS, podemos categorizá-las em pelo menos dois grande grupos: as tradicionais e as complementares.

A terapêutica tradicional inclui todas as práticas derivadas da cultura de um povo. A transmissão de seus conhecimentos é oral, por meio da iniciação de alguns escolhidos. São todas as práticas indígenas, as rezadeiras, os raizeiros e outras maneiras de se tratar as doenças que se caracterizam por estar baseadas apenas na prática cultural. Não tem referência científica, nem uma estrutura lógica que fundamente todas as estratégias. Apesar de ser respeitável, pela história que incorpora, pode conter abusos, ser agressiva e totalmente inadequada para a doença.

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