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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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Sérgio Luiz Corrêa

Sérgio Luiz Corrêa
Coluna do Corrêa

20/01/2012

Colunistas / Coluna do Corrêa

As atrações do Paulistão

As atrações do Paulistão
Escrevo a coluna sem saber o resultado do jogo de estreia do Santos no Paulistão, neste sábado, contra o XV de Piracicaba. Esse primeiro compromisso foi obedecido com o time reserva. Os titulares ganharam folga porque trabalharam demais na temporada passada. Seria até compreensível essa folga se ao menos tivessem atuado com dignidade contra o Barcelona, mas não foi o caso. Todo mundo conhece o final da história, que provocou uma grande frustração no torcedor santista. Com problemas financeiros, o Santos não se reforçou muito e prefere apostar em alguns jovens da base. É o caminho mais correto. Até o fechamento da coluna o clube havia fechado com o lateral-direito uruguaio Fucile e negociava com o lateral Juan e o zagueiro Alex Silva.

O São Paulo é o líder de contratações até agora. Isso porque os cardeais não suportam imaginar a possibilidade de o time ficar outra vez fora de decisões este ano. Por isso reforçou o elenco com Edson Silva, Paulo Miranda, Cortês, Jadson, Fabrício e Maicon. Já os reforços do Corinthians vieram mais para compor o grupo. São eles: Cássio (goleiro), Felipe, Willian Arão, Vítor Júnior, Gilsinho e Elton. Desses, o melhor é Vítor Júnior. A diretoria agiu certa ao não entrar no leilão de Montillo. 

Em meio a conflitos internos, as contratações do Palmeiras também são modestas: o camarão-pistola Daniel Carvalho, Adalberto Roman e Juninho e o argentino Hernan Barcos. A contratação do artilheiro da LDU com 27 gols foi polêmica. O vice-presidente de Futebol do Palmeiras, Roberto Frizzo, quase atrapalhou os planos de Felipão. Barcos foi contratado a pedido do treinador e Frizzo quase pôs tudo a perder ao dizer que o Palmeiras não "era a Marinha para precisar de barco". Os diretores até hoje não falam a mesma língua. E nem é saudável pensar o que poderá acontecer se o Palmeiras fizer papelão no Paulista. Ainda mais depois que Marcos parou de jogar e juntou-se à turma dos corneteiros. Com o carisma que Marcos tem junto à torcida e o prestígio que ele desfruta entre os conselheiros, é bom o gerente César Sampaio pôr as barbas de molho.

EM ALTA - Gostei da Portuguesa contra o Corinthians. A diretoria manteve a base que conquistou o título da Série B do Brasileiro e ainda fez contratações.  A Lusa já começou a temporada ganhando taça - o Troféu Sócrates. Jorginho já mostrou ser um técnico que sabe armar bons times. A Lusa vai dar trabalho aos adversários nesta temporada.  Não faz muito tempo ela quase encerrou o futebol. Méritos para o presidente Manoel da Lupa. Quando ele assumiu, a Portuguesa tinha 140 processos trabalhistas.

IMPERADOR - Não dá para entender como o Corinthians ainda perde tempo com Adriano. Aos olhos de Adriano, o Corinthians é uma estatal. Ele trabalha quando quer.

COPINHA - Seria injusto não reconhecer qualidades do Santos Sub-20 comandado por Claudinei. É um time bom de bola e não merecia o castigo de ser eliminado da Copa São Paulo depois de arrasar na etapa classificatória. Fica o sentimento de frustração, principalmente se compararmos a estrutura que o Santos oferece às suas jovens promessas da base com a do Desportivo Brasil, de Porto Feliz. E tem uma coisa: há garotos nesse time de Claudinei com sinais de estrelismo e isso não é bom. Preocuparam-se mais em jogar para a plateia e para as câmaras de TV.

MALA - Luxemburgo vai perdendo força no Flamengo. O treinador continua a provocar confusão e intrigas nos clubes por onde passa. Bem feito para Patrícia Amorim. A mídia já tinha se esquecido de Vanderlei e ela foi buscá-lo.  

BRIOSA DANÇOU - O STJD manteve o Barretos na 3.ª Divisão. O recurso da Portuguesa santista foi julgado improcedente e assim ela continua na 4.ª Divisão. O time do interior usou jogador irregular. Seu contrato havia se expirado na véspera do jogo. Em Ulrico Mursa, o papo é que o Jurídico da Briosa comeu bola. Mas a decisão do STJD surpreendeu. O voto de Minerva que deu ganho de causa (4 a 3) ao Barretos foi dado por Rubens Aprobato Machado. O advogado do Barretos foi Marcelo Goes. Os dois são amigos de muitos anos, desde os tempos do Corinthians.   
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