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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

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Paulo Lorandi

Paulo Lorandi
Bom Remédio

27/01/2012

Colunistas / Bom Remédio

Ansiolíticos

Ansiolíticos
Os ansiolíticos são medicamentos que têm a finalidade de diminuir a ansiedade e tensão. Também chamados de tranquilizantes ou calmantes, podem ser utilizados no tratamento da insônia. Os calmantes mais comuns são os benzodiazepínicos: bromazepam, diazepam, alprazolam e clonazepam. Esses medicamentos têm sua comercialização controlada pela Anvisa. Os médicos precisam prescrever em formulário próprio e as farmácias devem notificar toda movimentação no seu estoque. Essas exigências baseiam-se no risco de dependência que esses medicamentos podem causar e pelo tipo de alteração provocada no cérebro.

A Anvisa mantém um sistema eletrônico de controle e, recentemente, emitiu um relatório descrevendo os números referentes à comercialização dos medicamentos controlados, conhecidos pela tarja preta em suas embalagens. Os números confirmam o consumo excessivo dos benzodiazepínicos no Brasil. Mas não é um problema exclusivo de nosso país. Alguns estudos apontam que até 3% de toda a população ocidental já os tenham consumido de forma irregular. Em parte, esse consumo crescente pode ser explicado pela dificuldade das pessoas em viver no mundo atual: tenso e intenso, muito competitivo, sem espaço para o diálogo e a colaboração. Parece que os dias estão cada vez mais curtos e os compromissos aumentam sem parar. E, o pior, desde a infância. Mas muitos médicos especialistas consideram que há prescrição excessiva.

Deste modo, estudos sobre a utilização dos benzodiazepínicos mostram vários problemas. O primeiro deles é em relação ao tempo de uso. Esses medicamentos são seguros quando usados corretamente, o que inclui quatro meses como tempo máximo para tratamento racional da tensão, ansiedade ou insônia. Além disso, mais de seis semanas de consumo pode provocar dependência na pessoa que o consome.

Outros problemas são o uso inadequado por idosos, pois podem provocar maior risco de quedas e de fraturas ósseas, como consequência. E. também, o consumo conjunto com álcool o qual diminui os reflexos e o raciocínio, aumentando o risco de acidentes. Como todos os medicamentos, o uso dos benzodiazepínicos têm prós e contras e, portanto, com bastante discernimento.

Se tiver alguma dúvida sobre esse ou outros assuntos relacionados aos medicamentos escreva para o Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM) do curso de Farmácia da Unisantos, via cim@unisantos.br ou para avenida Conselheiro Nébias, 300, 11015-002, Santos-SP.
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