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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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Paulo Lorandi

Paulo Lorandi
Bom Remédio

03/02/2012

Colunistas / Bom Remédio

Medicamentos Genéricos

Medicamentos Genéricos
No Brasil, a legislação que criou os medicamentos genéricos é de 1999. Porém, essa estratégia está no mercado mundial há muito mais tempo. Nos EUA, o genérico é comercializado desde 1984. O grande objetivo dos genéricos é baratear o preço dos medicamentos. Mas como é possível? Há diminuição na qualidade dos medicamentos? Esses questionamentos são bastante comuns e, talvez, você também já os tenham feito. Para entender os genéricos, precisamos conhecer os medicamentos inovadores ou de referência.

Os laboratórios farmacêuticos lançam continuamente medicamentos novos no mercado, fruto de um longo tempo de pesquisa (10 anos em média) e de grande aporte de investimento (muito mais de US$ 100 milhões). Para recompensar esse esforço, a maioria das nações mantém legislações que garantem a exclusividade de comercialização para esses laboratórios por um período que varia entre dez e vinte anos. Durante esse período de vigência da patente há exclusividade de comercialização do medicamento, permitindo lucros suficientes para garantir investimentos em novos medicamentos. E o lançamento no mercado é acompanhado de um intenso trabalho de divulgação junto aos médicos para alavancar as vendas desses medicamentos. Gerando um custo significativo.

Esse primeiro produto da substância pesquisada é chamado de medicamento inovador ou de referência. Inovador porque deve ser diferente de tudo que já existe. E referência porque servirá, futuramente, como parâmetro para os medicamentos genéricos. Assim, os genéricos deverão ser produzidos semelhantes aos de referência em relação à dose, forma (comprimido, cápsula ou o que seja) e serem administrados pela mesma via. Espera-se, deste modo, que os genéricos tenham o mesmo resultado terapêutico. Porém, os laboratórios farmacêuticos só poderão produzir os genéricos após expirar o prazo da patente do laboratório responsável pelo lançamento. Os genéricos não poderão ser comercializados com nome de fantasia ou comercial, apenas pelo nome da substância ou substâncias. E somente os genéricos e os de referência são intercambiáveis entre si, ou seja, um pode ser substituído pelo outro. Em sua embalagem, deve estar escrito "Medicamento Genérico", acompanhado pela letra G, dentro de uma tarja amarela. Ainda continuaremos com o tema.

Se tiver alguma dúvida sobre esse ou outros assuntos relacionados aos medicamentos escreva para o Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM) do curso de Farmácia da UniSantos, via cim@unisantos.br ou para avenida Conselheiro Nébias, 300, 11015-002, Santos-SP.
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