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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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Sérgio Luiz Corrêa

Sérgio Luiz Corrêa
Coluna do Corrêa

03/02/2012

Colunistas / Coluna do Corrêa

Os titulares em campo

Os titulares em campo
Escrevi aqui que quando o time titular entrasse no Paulistão o Santos já estaria ocupando alguns degraus abaixo na tabela em relação aos demais. Tudo devido às férias, que deveriam ser mais curtas por conta do vexame no Japão. Previ que com a volta dos titulares haveria desculpas em caso de tropeço, como falta de melhor condicionamento físico. E Muricy Ramalho reforça essa tese ao admitir que o time ainda não está preparado fisicamente para enfrentar o Palmeiras neste domingo (5), em Presidente Prudente. Pelo que vi no jogo contra o Oeste, o Santos continua sendo aquele time de sempre - confuso taticamente, ansioso demais e jogando todo o destino da partida nas costas de Neymar.

ESTRESSESe o relacionamento entre Muricy e Elano já não era bom piorou no jogo contra o Oeste. O técnico chamou atenção do meia mais de uma vez para  melhorar a marcação pelo lado direito. Elano não gostou e disse que se Muricy não estivesse satisfeito que tirasse ele de campo. Foi o que ocorreu. Mas não é só isso. A diretoria está incomodada com ele, que recebe R$ 500 mil por mês e não está jogando nada. Elano ainda soube que o Santos tentou contratar Douglas, negociado com o Corinthians. Isso o irritou profundamente.  Elano virou a bola da vez. 

JÁ VAI TARDE - Vanderlei Luxemburgo foi demitido no Flamengo. Ele tem currículo brilhante, mas é um profissional em decadência. Por onde passa cria atritos. Desta vez ele perdeu a parada para Ronaldinho Gaúcho, com quem se desentendeu. Claro que Vanderlei não deve estar preocupado com a demissão. A multa rescisória é de R$ 4 milhões. Dá para descansar um bom tempo em Punta Del Este. A coluna só espera que os cartolas se esqueçam de Luxemburgo por um bom tempo. Ficar desempregado não chega a ser tão traumático para profissionais renomados como Vanderlei. Traumático para essa gente é estar fora da mídia.   

EXEMPLO
- O sérvio Novak Djokovic bateu o espanhol Rafael Nadal na final do Aberto da Austrália em batalha épica. Foram 5h53 minutos de jogo. Um fato excepcional. Normalmente, o tempo de jogo de uma partida de tênis alcança 3 horas, às vezes um pouco mais, outras vezes um pouco menos. Só que o tenista retorna à quadra após descanso de dois dias com previsão de mais três horas de luta. Isso quando não treinam no intervalo entre um jogo e outro. Nossos jogadores de futebol fazem dois jogos por semana - 180 minutos ao todo - e tanto eles quantos os treinadores se queixam do calendário. Tudo gente mimada!     

ENXUGANDO GELO - O Urubulino demora em aparecer, mas quando aparece adiciona combustível na fogueira. Captou que o Santos tem atualmente 400 funcionários, praticamente o dobro da gestão anterior. Ironicamente, nosso pássaro diz que com tanta gente na folha ficou inviável manter o futebol feminino e as equipes de base do futsal, de onde saíram, é bom lembrar, Robinho e Neymar.

EM ALTA (I) - No clássico deste domingo (5) contra o Santos, em Presidente Prudente, o Palmeiras vai estrear novo patrocinador em seu uniforme: a Kia Motors, montadora coreana. Valor do contrato por temporada: R$ 25 milhões. Na somatória com os demais patrocinadores, o Palmeiras vai arrecadar R$ 38 milhões. Consta que o Santos de Neymar & Cia. fatura R$ 30 milhões.

EM ALTA (II)
- Aplausos ao Departamento de Marketing do Palmeiras. Afinal, o clube vive em crise política e o time mostra um futebol que não encanta. A menos que o argumento para convencer a empresa coreana a investir na marca Palmeiras tenha sido o fato de o time ganhar seus jogos com Marcos Assunção batendo falta. "Nada demais", diz um palestrino amigo. "Esse expediente faz parte da regra". Eis aí um pecado no Santos: não ter um sujeito que saiba bater falta como Assunção.

OPERARAM O LINENSE - O árbitro Marcelo Rogério anulou gol legítimo do Linense contra o Corinthians. Se vivo fosse, Dulcídio Vanderlei Bosquilla (que Deus o tenha) diria que time pequeno tem mais é que...Bem, deixa pra lá.
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