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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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03/02/2012

Saúde

Carnaval, época de beijos... e herpes

Carnaval, época de beijos...  e herpes Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, cerca de 90% da população já teve algum contato com o vírus da herpes e justamente na época do Carnaval, quando as pessoas se beijam mais, a contaminação aumenta.  É que a combinação de vários dias sem descanso adequado, debaixo de sol intenso, sem hidratação, muita bebida alcoólica e alimentação desequilibrada, diminui a imunidade do corpo e a pessoa fica mais suscetível à doença.

"Mesmo que no momento do beijo o parceiro não tenha nenhum indício do problema, ele pode ter o vírus causador da doença e transmiti-lo", alerta o médico dermatologista Marcos Bonassi. Depois do contágio, não há cura e a pessoa passa a conviver com o herpes, que pode se manifestar anos mais tarde, geralmente durante as fases em que estiver com a imunidade baixa.

"O herpes pode aparecer como um machucado na boca ou até mesmo em outras partes do corpo. O tempo médio entre o contato e os sintomas iniciais é de duas semanas. Um ardor, uma leve coceira ou um incômodo na região da boca pode ser o anúncio de que o surto de herpes está chegando. Geralmente aparecem bolinhas ao redor da boca e aos poucos vão agravando e se tornando pequenas bolhas, que podem, ainda, se transformar em pequenas feridas", explica o especialista.

Para o tratamento, o médico orienta a aplicação tópica de medicamentos em creme compostos de um agente antiviral no local das lesões. "Eles ajudam a acelerar o processo de cicatrização. Em pacientes com casos intensos repetidos de herpes existem medicamentos em forma de comprimidos com atividade inibitória contra o vírus, que pode evitar a recorrência da doença", finaliza.
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