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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

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Paulo Lorandi

Paulo Lorandi
Bom Remédio

10/02/2012

Colunistas / Bom Remédio

Medicamentos Genéricos II

Medicamentos Genéricos II
No Brasil e no mundo, cada vez mais medicamentos genéricos são vendidos. Nos EUA, 60% das prescrições são desse tipo de medicamentos e no Brasil, em 2011, houve um crescimento da ordem de 30% em unidades vendidas, estimando-se que corresponderá a 35% do total comercializado até o ano de 2015. Esse aumento se deve à diferença oficial de preço que é 35% mais barato, ainda que alguns produtos possam ter a redução na ordem de 50%. A diferença no preço dos genéricos tem vários motivos e um deles é o menor custo de marketing. Nos medicamentos de referência, esse custo pode consumir entre um quarto e um terço do preço final. Ou seja, de cada R$10,00 pagos na farmácia, entre R$ 2,50 e R$ 3,30 são gastos com a divulgação da marca. Essa é a realidade mundial apresentada pela Organização Mundial de Saúde. Outro motivo para o barateamento do genérico é a liberação para mais de um laboratório poder produzir o mesmo medicamento. Por causa da concorrência, os laboratórios diminuem a margem de lucro para melhor competir no mercado. Além disso, no preço final do genérico não é acrescentado o valor referente ao ressarcimento dos investimentos iniciais para o desenvolvimento do fármaco.

Esses motivos de redução dos preços não representam, obrigatoriamente, diminuição na qualidade do produto, uma vez que o medicamento genérico, para poder ser comercializado, precisa provar ter a mesma capacidade terapêutica dos chamados medicamentos de referência. Sem essa prova, eles não têm aprovação pela Anvisa. Mas o que irá definir a qualidade de todos os medicamentos, genéricos ou de referência, é a frequente e necessária fiscalização da Vigilância Sanitária, a qual deverá garantir a qualidade do medicamento em todos os lotes vendidos. Os genéricos serão tão bons ou ruins quanto os demais medicamentos.

No Brasil, há medicamentos genéricos para grande parte das doenças crônicas mais importantes. Isso é uma conquista. Mas fique alerta, somente é permitida a substituição entre o genérico e o de referência. É proibida a troca por qualquer outro medicamento como os chamados medicamentos similares. 

Se tiver alguma dúvida sobre esse ou outros assuntos relacionados aos medicamentos escreva para o Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), do curso de Farmácia da Unisantos, via cim@unisantos.br ou para avenida Conselheiro Nébias, 300, 11015-002, Santos-SP.
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