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Cultura/Teatro | 20/01/2015

Encenação de SV traz elenco consagrado

Martim Afonso será interpretado pelo ator Ricardo Tozzi

O elenco principal da Encenação da Fundação da Vila de São Vicente 2015 - O Musical já está se preparando para entrar em cena. O navegador português Martim Afonso de Souza será protagonizado pelo ator Ricardo Tozzi, enquanto os papéis do Cacique Piquerobi e do pajé dos guaranis serão de Rafael Zulu e Hélio Cícero. Já o jornalista Tony Lammers interpretará Pero Lopes, irmão de Martim.
 
A arena ainda contará com Marcelo Lafontana, Helena Ignez e Djin Sganzerla. Este trio representará Tupã, Caaporã e Uiara, deuses da mitologia indígena. Assim, os respectivos guardiões da luz, das florestas e das águas conduzirão a saga do povo guarani na ilha de Gohayó e da expedição de Martim Afonso à ilha de São Vicente.
 
O elenco terá a companhia de outros mil atores da comunidade, que contracenarão com projeções de vídeo arte executadas com a técnica de videomapping, e com bonecos de quatro a oito metros de altura. Realizado pela Secretaria da Cultura, a direção é do titular da pasta, Amauri Alves, que também interpreta João Ramalho, com músicas e trilha sonora de Flávio Medeiros.
 
O maior espetáculo teatral em areia da praia no mundo terá sua 33ª edição entre os dias 21 e 25 de janeiro, a partir das 20h30, na Praia do Gonzaguinha. O ingresso é um pacote de 400 gramas de leite em pó que pode ser entregue nos pontos de troca em supermercados e shoppings de São Vicente. Todos os itens serão doados ao Fundo Social de Solidariedade, que destinará às creches da Cidade. Mais informações: 3468-1528, 3468-1536 ou pela página do Facebook (facebook.com/secultsv.
 
Ricardo Tozzi
Nascido em 1975 em Campinas, Ricardo Tozzi abandonou a carreira de administrador de empresas para assumir a carreira de ator e modelo. Segundo ele, enquanto trabalhava às manhãs como executivo, às noites estudava teatro. O sucesso com o público foi em sua estreia na novela global Bang Bang (2006). Engatou no mesmo ano a sua participação em Pé na Jaca. Em 2007, atuou no seriado Malhação e, no ano seguinte, fez as séries Casos e Acasos, Dicas de um Sedutor e Guerra e Paz.
 
Ricardo já estrelou três novelas em horário nobre: Caminho das Índias'(2009), de Glória Perez, Insensato Coração (2011), de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, e Amor à Vida (2013), de Walcyr Carrasco. O seu timing para comédia também garantiu sua escalação nas novelas de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira: Cheias de Charme (2012) e Geração Brasil (2014), respectivamente como o galã Fabian e o vilão Herval.
 
Helena Ignez
Helena Ignez nasceu em Salvador (Bahia) em 1941 e, aos 18 anos, ingressou no teatro de vanguarda e consecutivamente no cinema com o curta-metragem O Pátio (1959) com o diretor Glauber Rocha, então seu primeiro marido com quem teve a filha Paloma. A musa do Cinema Novo ganharia fama com os sucessos Assalto ao Trem Pagador (1962) e O Padre e a Moça (1966) e abraçaria a carreira em São Paulo no longa O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla.
 
O diretor do clássico do Cinema Marginal se casou com Helena e, juntos do cineasta Júlio Bressane, desenvolveram o movimento underground. Em A Mulher de Todos (1969) sagrou-se como uma atuação debochada e extravagante. O casal manteve a parceria em toda a filmografia seguinte e teve dois filhos: a compositora Sinai e a atriz Djin. Após o falecimento de Rogério em 2002, Helena dirigiu a continuação Luz nas Trevas - A Volta do Bandido da Luz Vermelha (2010).  Ela também é famosa no teatro com as peças Os Sete Afluentes do Rio Ota e Savanah Bay nas últimas décadas.
 
Djin Sganzerla
Filha do cineasta Rogério Sganzerla e da atriz Helena Ignez, a atriz carioca nasceu em 1977 e seguiu a trajetória da mãe. Estreou nos palcos aos 19 anos, sob direção de Antônio Abujamra em O Que É Bom em Segredo É Melhor em Público (1996), e rumou ao estrelato em Savanah Bay (1999) e Cabaret Rimbaud (1997), dirigida respectivamente por seu pai e sua mãe. Helena também a dirigiu em O Belo Indiferente (2012).
 
Nas telonas, Djin brilhou no filme de seu pai O Signo do Caos (2005), Falsa Loura (2007) e Meu Nome é Dindi (2008). Nestes dois últimos longas, foi premiada respectivamente com o Troféu Candango do Festival de Brasília e Troféu APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte. A sua última aparição foi em Luz nas Trevas (2010), sendo dirigida por sua mãe e contracenando com seu marido André Guerreiro Lopes.
 
Rafael Zulu
Nascido em 1982, o ator carioca Rafael Zulu iniciou sua trajetória nos palcos ao se encantar com o trabalho social dos Doutores da Alegria. Aos 22 anos, a sua primeira peça foi Aonde está você agora? (2004), de Regiana Antonini, e no mesmo ano, em turnê com o musical Eu Sei que Vou te Amar, que recebeu convite para a TV. Estrelou na novela Prova de Amor na Record no ano seguinte.
 
Ainda na emissora paulista, fez participações nas novelas Os Mutantes - Caminhos do Coração (2009) e Balacobaco (2012). Contratado pela Rede Globo, ele ganhou o público em seus papéis em Sete Pecados (2007), Caras & Bocas (2009), Ti Ti Ti (2009), Fina Estampa (2011) e Em Família (2014). No ano passado, estava no elenco da série Sexo e as Negas.
 
Hélio Cícero
O paulista Hélio Cícero nasceu em Cândido Motaem 1955. Formado em Arte Dramáticapela USP, atuou em espetáculos teatrais junto a Antunes Filho e Ulysses Cruz, como Paraíso Zona Norte (1989), Nova Velha História (1991), Vereda da Salvação (1993), Velhos Marinheiros (1985), Rei Lear (1996), Hamlet (1997), recebendo os prêmios Mambembe, Apetesp e Inacen como melhor ator. Ainda, fez Macbeth (2012), direção de Gabriel Vilela, e Toda Nudez Será Castigada (2000), com direção de Cibele Forjaz.
 
Em 2009, celebrou 30 anos de carreira com uma exposição fotográfica e o solo A Noite do Barqueiro, texto e direção de Samir Yazbek. Nas telinhas, encenou em Rei do Gado (1996), Começar de Novo (2004), Canavial de Paixões (2003) e JK (2005). Também trabalhou nos longas Tapete Vermelho (2006) e Anita e Garibaldi (2013). Há oito anos, fundou a Cia Teatral Arnersto nos Convidou com Yazbek, onde realizou O Fingidor, As Folhas do Cedro, Fogo-Fátuo e Frank. Atualmente está em cartaz com Jantar, de Mauro Baptista Vedia na Capital.
 
Marcelo Lafontana
O paulistano Marcelo Lafontana nasceu em 1967 e iniciou sua trajetória aos 19 anos, em 1986, como ator, diretor e marionetista. Radicado em Portugal desde 90, trabalhou e colaborou com o Ballet Teatro Contemporâneo do Porto, Teatro Bruto, Quinta Parede, Marionetas do Porto, Teatro Nacional São João e Casa da Música. Assume em 1998 acriação e direção do Teatro de Formas Animadas de Vila do Conde, onde encena Teatro de Papel/Anfitrião (2003), Teatro de Papel/Convidado de Pedra (2006), Payassu - O Verbo do Pai Grande (2009) e Prometeu (2010).
 
Licenciadoem Artes Cênicase Teatro e Educação, já lecionou na Escola Superior Artística do Porto, Escola Superior de Educação de Coimbra, Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo e Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.
 
Tony Lamers
Além de apresentador dos jornais da TV Tribuna, o santista Tony Lamers tem larga experiência como radialista, músico e cantor. Em 2013 e 2014, ele interpretou respectivamente o operário construtor e o Padre Gonçalo Monteiro na Encenação da Fundação da Vila de São Vicente.
 

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