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Turismo/Manual do Viajante | 08/02/2017

Visitação ao Forte dos Andradas é opção de lazer no Guarujá

No mês de janeiro, o patrimônio recebeu 230 visitantes

Uma opção de lazer em Guarujá é a visitação ao Forte dos Andradas. Localizado na Rua Horácio Barreiro, s/n, no Tombo, o local reabriu as visitas para turistas e moradores, que fazem uma viagem no tempo, ao se depararem com um túnel cavado na rocha de aproximadamente 200 m de extensão, no qual se encontram as antigas câmaras de tiro e os elevadores destinados ao transporte da munição.

A visita ao antigo Quartel de Guerra é gratuita e pode ser feita as terças e quintas-feiras e nos finais de semana em dois horários, as 9h30 e 14h30. A subida ao local é feita por meio de caminhada, acompanhada por guias cedidos pelo forte. O passeio não é realizado com chuva.

Os interessados devem realizar o agendamento através do e-mail: rpbrigada@gmail.com. Durante o processo, o quartel envia um termo de responsabilidade que deverá ser preenchido e entregue no dia da visita. Em dias de semana, a fortaleza recebe cerca de 20 visitantes por dia. Nos fins de semana esse número chega a dobrar. Até o último dia 25, cerca de 230 pessoas tinham passado pelo local.

História

O antigo quartel foi construído no alto do morro, dentro de uma rocha e escondido em meio à mata, para proteger o Porto de Santos de possíveis ataques, durante a 2° Guerra Mundial (1939- 1945).

O Forte dos Andradas é a última estrutura defensiva fixa inaugurada no Brasil, que mantinha como suporte para essas operações também o Quartel de Paz, onde funciona até hoje a 1° Brigada de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro.

O Quartel de Guerra foi desativado em 1972. A construção da fortaleza tinha por objetivo formar, juntamente com o Forte de Itaipu, em Praia Grande, um sistema de proteção da entrada da barra de Santos. Projetada em 1934, a obra só teve início em 1938, levando quatro anos para sua conclusão.

Para chegar até o local, o visitante percorre uma trilha estreita e sinuosa, com dois quilômetros de extensão, cercada de fauna e flora da Mata Atlântica. No percurso, há dois paióis desativados e outro acesso que leva a um terceiro. No interior do Quartel de Guerra, há um longo túnel, de 200 metros de extensão, com dois braços no final, de 50 metros cada, formando a letra T.

O ambiente, que servia como base às operações, tem banheiro, cozinha, alojamento, enfermaria, usina com gerador de energia, paiol interno, sala de cálculos balísticos e elevador para a estação de telemetria.

Os quatro canhões, que até hoje estão no alto do morro, eram abastecidos com granadas de 300 quilos e calibre 280 mm. Com alcance máximo de 12 quilômetros, o material bélico foi utilizado pela última vez em 28 de janeiro de 1972, quando 32 granadas foram lançadas em treinamento contra um reboque distante oito quilômetros da costa.

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