Sábado, 16 de Dezembro de 2017
Notícias - 17/06/2017

Corneta da história

Fotos: Christian Jauch/Revista Nove Cidades

O ‘Zé Corneteiro’ foi criado com a finalidade de chamar a atenção dos passageiros do bonde turístico para a Casa do Trem Bélico

Um personagem simpático transforma a rotina do Centro Histórico, especialmente nos finais de semana e feriados. E com pompa e surpresas, atrai a curiosidade de adultos e crianças, numa passagem do antigo para a modernidade. O ‘Zé Corneteiro’ foi criado com a finalidade de chamar a atenção dos passageiros do bonde turístico para a Casa do Trem Bélico, diante da qual a figura faz sua performance devidamente trajado com uma roupa de gala. 


E o faz assim que o bonde se aproxima da Rua tiro 11 e o motorneiro emite um sinal sonoro. Depois de assistir a rápida encenação, em pouco mais de dois minutos, muitas pessoas aproveitam para conhecer o acervo da Casa do Trem Bélico, considerado o prédio público mais antigo de Santos e rico em história da cidade. O mérito da figura engraçada é contribuir para o aumento dos visitantes, pois a unidade é pouco conhecida dos santistas. 


‘Zé Corneteiro’ surpreende com o toque da corneta, uma raridade do século 18 fabricada na antiga Thecoslováquia, que recebeu como doação de um coronel do Exército, e o traje, que inclui blusa militar oferecida por um soldado que fez parte da missão de paz, e luvas brancas. A vestimenta tem ainda vários chapéus, como da guarda de honra, de conquistador espanhol, de plumas e no estilo napoleônico, e medalhas feitas com tampinhas de refrigerantes. 


Habilidade
“O figurino que dá suporte ao personagem. Se a pessoa passar de bonde duas vezes pela esquina do museu, assistirá performances diferentes”, diz Escandon. Mais que o visual, o ‘Zé Corneteiro’ surpreende pela habilidade ao interagir com o público. Ao entrar na Casa do Trem, os visitantes recebem chapéus de papel e as crianças se divertem com o cavalinho de cabo de vassoura e marcham ao comando da figura engraçada.


“O Zé Corneteiro’ é um soldado que anuncia a existência de um lugar desconhecido pela maioria das pessoas. As crianças são levadas a uma viagem imaginária do soldadinho de chumbo e aos contos infantis”, afirma Escandon. 


Com a experiência em artes plásticas (desenhista, pintor, escultor e restaurador), ele dedica boa parte do seu tempo de empresário do ramo de assistência técnica de máquinas fotográficas e projetores ao curioso personagem, cuja presença no Centro Histórico é sinônimo de arte viva.