Colunistas/Simplesmente Vinho | 01/09/2018

Explorando a Côte D'Or 2- Côte de Beaune!

Enoleitores,

A metade mais para o sul a Côte de Beaune , é responsável pela produção de vinhos tintos e brancos embora os brancos se sobressaiam em prestígio , costuma-se dizer que ali encontram- se os grandes brancos do mundo!


Vamos iniciar falando um pouco das aldeias que se destacam pelos tintos , adentramos a estrada e o primeiro local que nos chamou a atenção foi a aldeia de Pommard , uma cidadezinha bem medieval, um centrinho movimentado por algumas lojas de vinhos, cafés , bares e touristas circulando, aqui as propriedades são casas bonitas e muradas , as vinhas também são cercadas de muro , os tintos locais se apresentam de coloração mais escura, tânicos, , rústicos e longevos , um caráter mais masculino, alguns costumam precisar de uma guarda em torno de oito anos para atingir seu apogeu , lembram alguns vinhos da Côte de Nuits. Seguimos a Volnay, uma vila pequena localizada sobre colinas, uma graça, com casinhas bem típicas cercadas por vinhedos muito bem tratados , tem inúmeros pequenos produtores locais, estes vinhos costumam ser leves , elegantes e persistentes , são os chamados tintos mais femininos . Entramos em Auxey-Duresses , aonde almoçamos num pequeno e típico restaurante , passeamos a pé pela vila , porém não provamos os tintos nem brancos que costumam ser vinhos mais robustos.


Continuando nosso passeio passamos as vilas famosas por seus brancos , entramos em Mersault, uma vila grande, reconhecida por seus brancos suntuosos, vinhos que costumam ser muito ricos e prazeros, visitamos aqui um pequeno produtor que nos recebeu em sua cave ao lado de sua casa , o Domaine Jean Louis François Mure et Fils , e também degustamos os vinhos da Maison Ropiteau , esta segunda no centro desta aldeia.


Seguimos a Puligny-Montrachet , aonde originam-se os vinhos brancos mais maravilhosos da região , aqui produz-se os famosos borgonhas Premier Cru e Grand Cru indescritíveis , nobres, elegantes e profundos, exalam aromas e sabores de frutas brancas, secas, mel, trufas e baunilha entre outros. Decidimos entrar no pequeno e charmoso vilarejo , conhecemos a pousada do Olivier Leflaive, e seguimos ao centro aonde fomos num bar a vin, o Caveau de Puligny-Montrachet , bem frequentado , nos sentamos ao lado externo numa tarde super agradável e degustamos um vinho local , o Puligny-Montrachet “La Rousselle” 2015 , um branco na cor amarelo palha , reflexos verdeais , brilhante, média transparência , aromas de frutas brancas e cítricas, mineralidade bem presente , na boca seco, fresco, elegante, untuoso, longo deixando um mineral no sabor final .


Desta região temos dois vinhos mais importantes , o Grand Cru Bâtard-Montrachet , este vinhedo está dividido em duas aldeias a Puligny-Montrachet e a Chassagne-Montrachet . E o outro é o Corton-Charlemagne , este vinhedo está dividido entre três aldeias , são elas Aloxe-Corton, Ladoix-Serrigny e Pernand-Vergelesses.


Este foi um dia de passeio relaxante e delicioso, aonde pudemos ir vendo as pequenas localidades , seus produtores e assim entender mais um pouquinho desta complexa região.

 

Enoabraços e uma ótima semana a todos!
 


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