Colunistas | 13/09/2018

Picos de insanidade

FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Vivemos momentos de insanidade absoluta. E não me refiro apenas ao que acontece na esfera política. No Brasil, as redes sociais tem sido usadas como instrumentos para que comportamentos absurdos aflorem. Vamos a dois casos recentes.

 

Ódio – O SBT viu-se obrigado a mudar uma das protagonistas da novela infantil “As Aventuras de Poliana”. A atriz Milena Toscano teve de deixar o trabalho por estar grávida. O jeito, então, foi a emissora escalar uma substituta, e Thaís Melchior foi a escolhida.

 

Tudo normal, certo? Anormal foi a reação de telespectadores “indignados”, em especial fãs de Milena Toscano. Inacreditavelmente, passaram a invadir as contas de Thaís Melchior em redes sociais para ataca-la, prática que atingiu seu auge quando o SBT divulgou suas primeiras imagens na pele da personagem Luísa. Até ameaça de morte ela recebeu!

 

A reação negativa de um bando de desequilibrados fez com que a atriz desativasse seus perfis por alguns dias – foram reativados semana passada.

 

Por conta disso, a direção do SBT “orientou” a atriz sobre como lidar com críticas em redes sociais. Em outras palavras: lidar com o ódio gratuito.

 

Assédio – Está achando loucura? Pois tem coisa pior: o que dizer de um bando de marmanjos que assedia uma mulher virtual?

 

Há tempos o Magazine Luiza criou uma personagem para ser sua garota propaganda na tevê e internet, batizada de Magalu. Pois não é que uns malucos começaram a dar cantadas nela em postagens na página da loja no Facebook?

 

Escreveram coisas do tipo “queria te ver de biquíni”, “tenho calafrio quando te vejo”, “gostosa passa o zap”, “você é linda, eu te amo”.

 

A demência atingiu tal ponto que a empresa postou a seguinte mensagem: “Sobre receber “cantadas” desrespeitosas:

 

Gente, tô chateada com algumas cantadas pesadas que ando recebendo nas minhas redes sociais. E olha que eu sou virtual! Fico imaginando as mulheres reais que passam por isso todos os dias! #respeito”. Putz!

 

Sério, onde vamos parar?

 


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