Colunistas | 15/09/2018

O risco dos extremos

“É triste constatar que, a exemplo das facções criminosas, o partido político preferido dos brasileiros seja comandado de dentro da cadeia.”

Como era previsto, Fernando Haddad foi oficializado candidato do PT à presidência da República e tem grandes chances de chegar ao segundo turno, conforme revelam as últimas pesquisas de intenção de voto. Um virtual segundo turno entre o candidato de Lula e Jair Bolsonaro seria um cenário pouco promissor para o país, haja vista que representam discursos radicais, de esquerda e de direita, respectivamente. E o país estará novamente dividido, seja quem for o vencedor.


É triste constatar que, a exemplo das facções criminosas, o partido político preferido dos brasileiros seja comandado de dentro da cadeia. Definitivamente, do jeito que a coisa anda, o Brasil não corre o risco de dar certo.


O que vem acontecendo em nosso país seria inimaginável em uma Nação de primeiro mundo. Como pode um cidadão condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, como é o caso de Lula, ser o preferido de quase 40% dos eleitores?


Os fatos indicam que Lula da Silva é a visão moderna do “rouba mas faz”, posição que foi muito bem ocupada – e com sucesso, também – no século passado, por Paulo Maluf. Não por acaso, ambos se uniram na eleição que colocou na prefeitura de São Paulo o hoje presidenciável do PT.


A explicação que parece ser a mais plausível para tamanha aberração é a de que, para parte significativa dos eleitores, todos os políticos são ladrões, mas a vida era melhor nos tempos de Lula. Os valores éticos e morais deixaram de ser uma referência, sendo substituídos pelo salve-se quem puder. Triunfa o jeitinho brasileiro de levar vantagem em tudo.


É neste cenário sombrio que o Brasil vai às urnas. Coisa boa não vem por aí.
 


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