Cotidiano | 15/09/2018

O índice glicêmico dos alimentos

MÍRIAN RIBEIRO - DA REDAÇÃO

Um dos fatores mais importantes quando o assunto é perda de peso e prevenção da obesidade é o Índice Glicêmico (IG) dos alimentos, que indica a velocidade com que os carboidratos de um alimento são absorvidos pelo organismo.

 

“Quanto maior o índice, mais rápido o açúcar será transportado para a corrente sanguínea e mais insulina será liberada pelo pâncreas para manter os níveis de glicemia na faixa normal”, explica a vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro), Renata Domingues.


Altos níveis de insulina contribuem para menor saciedade e maior estímulo ao consumo de alimentos, podendo assim favorecer o aumento de peso e a resistência à insulina, que, conforme vai se agravando, resulta na diabetes tipo 2. Em contrapartida, alimentos com índice glicêmico mais baixo liberam insulina mais lentamente, fazendo com que a glicemia se mantenha controlada por mais tempo e retardando o aparecimento da fome depois de uma refeição.


O que consumir e o que evitar

Uma dieta de baixo índice glicêmico inclui alimentos como farinha de trigo integral, aveia, alguns tipos de frutas e legumes, vegetais, castanhas e outros.  

 

Doces, farinhas brancas, cereais refinados, tubérculos, como a batata e a mandioca, e sucos coados ou adoçados são exemplos de alimentos com alto índice glicêmico, que devem ser consumidos raramente ou combinados com fontes de fibras, proteínas e gorduras saudáveis. 


Para organizar a alimentação em torno do índice glicêmico é importante contar com a ajuda de um nutricionista ou nutrólogo, que poderá informar as características e funcionalidades dos alimentos e indicar aqueles que são mais adequados para a pessoa. 
 


Leia também