Colunistas | 15/09/2018

Santos resgata, com Gabigol, tradição de artilharia no Brasileiro

FOTO IVAN STORTI/SANTOS FC

Os textos desta coluna têm abordado, mais do que os autores gostariam, a crise política que paira como uma nuvem cinzenta sobre a Vila Belmiro. Só que o que acontece no campo é mais importante que no reino da cartolagem. Assim, vamos escrever menos sobre o impeachment  e mais sobre o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.


O Conselho do Santos aprovou dois pedidos de impeachment do presidente José Carlos Peres. Agora a bola está com a Assembleia Geral que vai votar no dia 29, se alguma decisão judicial não travar o processo. A decisão mais sensata seria a de respeitar o resultado da eleição e manter o presidente no cargo. Mas há dezenas de grupos políticos que esfacelam o Santos atualmente. Só na chapa Santástica União, naquela eleição, havia 17 grupos. Como muitas dessas facções têm líderes que só querem ganhar cargos remunerados e participar de negócios, sem pensar no bem do clube, o Santos vai se tornando ingovernável. Parece um campeonato de mesquinhez.


Dentro de campo, sob a direção de Cuca, o Peixe reage. Saltou da 17ª para a 8ª colocação no Brasileiro e parece ter fôlego para subir ainda mais. Neste domingo, numa Vila Belmiro que promete estar lotada, o time enfrenta o teste mais forte até agora: um clássico contra o embalado São Paulo. O Santos resgatou a tradição de emplacar artilheiros no Brasileirão: Gabigol, em grande fase, pode se juntar a uma galeria que vai de Serginho Chulapa a Borges, passando por Viola, Paulinho McLaren, Guga, Kleber Pereira...


Palmeiras e Corinthians, os outros dois grandes paulistas, entraram em campo nesta superquarta-feira de semifinais da Copa do Brasil.


O Corinthians apresentou mais uma vez um futebol medíocre, limitado à marcação, mas trouxe um bom resultado do Rio de Janeiro: um empate sem gols contra o Flamengo. Vai decidir a vaga em casa, no Itaquerão, onde tem colecionado fracassos em disputas do tipo mata-mata, como a recente desclassificação na Libertadores diante do Colo Colo. Como o Flamengo, superior teoricamente, também tem patinado em momentos decisivos, o desfecho dessa disputa permanece indefinido.


O Palmeiras, tratorou o Corinthians no domingo pelo Brasileiro. Venceu por enganoso 1 x 0. Perdeu em casa pelo mesmo placar para o Cruzeiro na Copa do Brasil. A equipe mineira justifica a imagem de Raposa: ardilosa e estratégica. Já tinha beliscado o Flamengo na Libertadores no Maracanã.


O Cruzeiro de Mano Menezes está se equiparando ao melhor futebol do país: o de Grêmio, Flamengo e Palmeiras. O 4-2-3-1 cruzeirense merece ser observado. A defesa fica muito bem protegida pelos dois volantes Henrique e Lucas Silva, ambos com ótimo passe vertical. E o ataque, em função da habilidade e rapidez do trio de armadores, Thiago Neves, Robinho e principalmente Arrascaeta, encontra espaços milimétricos nas retrancas adversárias.


Como o Cruzeiro ainda não mostrou esse equilíbrio todo quando joga em casa e como o Palmeiras tem elenco muito forte, essa semifinal também está indefinida.     


No domingo, às 16h, o Verdão luta para se manter na perseguição aos líderes: enfrenta o Bahia fora de casa. E o Corinthians tenta se recuperar, às 19h00, em casa, recebendo o Sport, desesperado para escapar da zona do rebaixamento. 
     
 


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