Cotidiano | 04/12/2018

Santos está fora da lista das 100 cidades com maiores índices de HIV

FOTO: REPRODUÇÃO

O primeiro município do ranking atualmente é Rio Grande (RS) com o índice 7,135

Neste Dezembro Vermelho, mês de combate à Aids, Santos recebeu uma boa notícia que comprova a qualidade e eficiência das ações e serviços voltados para diagnóstico e assistência aos pacientes.

 

Pela primeira vez, a Cidade está fora do ranking dos 100 municípios com mais de 100 mil habitantes, segundo o índice que leva em conta indicadores como as taxas de detecção e mortalidade. É o que indica o Boletim Epidemiológico HIV/Aids divulgado nesta semana pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

 

No documento do ano passado (2017), válido para o período 2012 a 2016, Santos figurava na 63ª posição com o índice 5,354 – a cidade em 1º lugar foi Porto Alegre (RS) com 7,039. Quanto menor o índice, melhor a cidade é classificada na comparação com os outros municípios brasileiros.

 

Em 2018, no ranking do período 2013 a 2017, Santos obteve o índice 5,126 e ficou fora da lista das 100 cidades que integram o boletim. Após consulta ao Ministério da Saúde, a informação recebida é que o Município ocupa agora a 103ª posição – o primeiro do ranking atualmente é Rio Grande (RS) com o índice 7,135.

 

Entre os indicadores que contribuíram para a melhora da Cidade no panorama nacional está a maior taxa de detecção de Aids na população em geral, que passou de 28,5 para cada 100 mil habitantes no boletim de 2017 para 28,8 por 100 mil/hab no boletim de 2018.

 

“O aumento da taxa de detecção é bom para o índice porque quanto mais pessoas forem testadas e tiverem mais diagnósticos, melhor será o resultado para inibir a evolução da doença com o início do tratamento mais cedo”, explica o epidemiologista do Centro de Controle de Doenças Infectocontagiosas, Alcino Golegã. Também contribuiu na colocação a diminuição da taxa de mortalidade, de 10,4 por 100 mil/hab em 2017 para 9,5 por 100 mil/hab em 2018.

 

Rede
Os munícipes que querem fazer o exame convencional de HIV podem realizá-lo na policlínica de referência de seu bairro, na ocasião da consulta médica. A partir de novembro, também passou a ser oferecido o teste rápido em seis policlínicas piloto (Caruara, Vila Nova, Gonzaga, Piratininga, Morro da Penha e Porto) para gestantes e seus parceiros durante o pré-natal do programa Mãe Santista. A meta é ampliar para todas as 31 policlínicas em 2019.

 

Outra opção para o exame é ir ao Centro de Testagem e Aconselhamento – CTA (Rua Silva Jardim, 94), que oferece exames de segunda a sexta, das 8h às 13h. Se positivo, o munícipe é encaminhado ao Serviço de Atenção Especializada – SAE adulto ou infantojuvenil, que funcionam no mesmo endereço, para acompanhamento pela equipe multiprofissional e início do tratamento, que inclui medicamentos antirretrovirais fornecidos gratuitamente.

 

 

Ranking da cidade de Santos, segundo índice composto

Ano/Índice/Posição*

2017 – 5,354 (63º lugar)

2018 – 5,126 (103º lugar)

 

Novas estratégias vão ampliar orientação a jovens

O número de novos casos de HIV no Município se mantém estável nos últimos anos, com uma média de 170 novos casos por ano, de acordo com dados da Seção de Vigilância Epidemiológica (Seviep), mas houve aumento dos casos entre os mais jovens. Em 2016, 1,6% dos novos casos de HIV eram de pessoas na faixa etária de 15 a 19 anos e, em 2017, este índice aumentou para 4,7%.

 

O Município disponibiliza preservativos em todas as unidades de saúde e oferece orientação permanente na rede municipal de ensino, com destaque para o programa Santos Jovem Doutor, em parceria com o Departamento de Telemedicina da USP.

 

“Para ampliar a orientação aos jovens estamos inovando e criando novas estratégias e serviços. Em 2019, também teremos o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Teen, que terá reuniões de orientação em grupos, para atingir principalmente jovens da rede estadual de ensino e outras instituições”, explica Regina Lacerda, coordenadora do Centro de Controle de Doenças Infectocontagiosas (CCDI) da Secretaria Municipal de Saúde.


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