Colunistas/Opinião | 12/01/2019

O pacote de Moro

Não é de hoje que a classe política tem feito o Brasil dançar à beira do abismo

O Brasil caminha para o caos em razão da corrupção e do avanço do crime organizado – e os mais recentes atos de terrorismo que estão acontecendo no Ceará são o triste exemplo. Se a sociedade não reagir, será questão de tempo para que os atos de extrema violência se espalhem para todo o país.


Neste sentido, é fundamental que o pacote anticorrupção e contra o crime organizado, que está sendo elaborado pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, seja aprovado o mais rápido possível pelo Congresso.


Não será uma tarefa fácil, haja vista que forças políticas poderosas vão trabalhar contra o projeto. Favorito para comandar mais uma vez o Senado Federal, Renan Calheiros está super enrolado na Operação Lava Jato e não tem o menor interesse que as duras medidas sugeridas por Moro sejam aprovadas. Como Renan, dezenas de outros políticos, na mesma situação, vão trabalhar contra. É uma questão de autodefesa, e onde a velha política vai mostrar sua força e sua verdadeira face. 


Não é de hoje que a classe política tem feito o Brasil dançar à beira do abismo. Foi contra esse sistema perverso, que rouba o país e o futuro de nossos filhos, que milhões de brasileiros acreditaram e votaram em Jair Bolsonaro. Ou o Brasil muda de verdade ou o caos completo será instalado em breve.


Bolsonaro e Moro podem ter a melhor das intenções, mas não terão a menor chance de promover as mudanças prometidas se não obtiverem o respaldo de parcela significativa da sociedade.


O fato é que nos últimos anos o Executivo, o Congresso e o STF adotaram iniciativas que foram contra os interesses nacionais. Mantiveram privilégios e a impunidade, avançaram sobre o tesouro, garantindo supersalários que são pagos pelo contribuinte. Não há país no mundo que possa suportar isso.


Os brasileiros precisam reagir e a pressão popular para a aprovação do pacote de Moro seria apenas o começo. É preciso mudar muito mais.
 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


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