Colunistas/Opinião | 19/01/2019

A caixa preta do BNDES

‘A farra do banco estatal também beneficiou personalidades, ricaços e astros de TV, que compraram jatinhos e iates...’

Durante os últimos anos, em especial nas gestões petistas, o BNDES foi usado para financiar a juros camaradas grandes empresas e países que mantinham identificação ideológica com o grupo que estava no poder. Foi algo escandaloso e que provocou prejuízo de bilhões de reais aos cofres públicos. O verdadeiro tamanho do rombo ainda é um mistério, mas a conta é gigantesca e será paga por gerações de brasileiros.


Os países “amigos do rei”, aquele que está preso em Curitiba, receberam pelo menos 40 bilhões de dólares.

 

Pior, Cuba e Venezuela já estão dando calote. Certamente vai demorar algum tempo para que toda a operação fraudulenta seja esclarecida, mas essa é uma promessa do então candidato Jair Bolsonaro.


O fato é que o BNDES, ao invés de financiar pequenas e médias empresas e agir como agente incentivador da produção e geração de empregos, se transformou numa máquina a serviço da corrupção. Agora já se sabe que a Petrobras foi a empresa que mais obteve recursos subsidiados junto ao banco.


Outras empresas como JBS e Odebrecht também foram beneficiadas e recursos astronômicos foram utilizados para pagamentos de propinas. O esquema foi algo capaz de fazer corar de vergonha os chamados chefões da máfia italiana, a “cosa nostra”.


A farra do banco estatal também beneficiou personalidades, ricaços e astros de TV, que compraram jatinhos e iates, pagando juros de 4% ao ano, enquanto pequenos e médios empresários eram obrigados a obter empréstimos pagando 15 vezes mais.


O que se espera do novo governo, e essa foi uma das promessas de campanha, é que o BNDES volte a desempenhar o papel para o qual foi criado, sendo um banco auxiliar para quem realmente produz e gera empregos. Para fazer jus ao nome, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, deve agir como tal, e deixar de ser um financiador de malandros e deslumbrados, como foi nos últimos anos.
 


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