Notícias/Local | 23/01/2019

Santos participará de conferência norte-americana com o projeto Box Maker

O projeto de computação física Box Maker, realizado com os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) será apresentado na FabLearn 2019: 8th Annual Conference on Maker Educaction (evento anual sobre experiências práticas de aprendizagem), que ocorrerá no mês de março, na Universidade de Columbia, em Nova York (EUA). A ação foi selecionada entre milhares de inscrições vindas de todo o mundo.

 

O evento internacional reúne os principais influenciadores, pesquisadores, designers, educadores, além de estudantes, entre outros profissionais de todo o mundo com o intuito de discutir, apresentar e trocar experiências sobre a fabricação digital na educação e a cultura maker. Este ano, o tema é o papel da ‘educação mão na massa’ em um mundo com crescentes desafios sociais e ambientais.

 

A organização da FabLearn 2019 enviou para a Secretaria de Educação alguns comentários da banca avaliadora da conferência, sem identificar o profissional. Um dos avaliadores escreveu que “é uma prática interessante e vale a pena compartilhar com outros professores”.

 

Em outra avaliação, o especialista afirma que “este artigo descreve um projeto municipal inspirador em Santos, Brasil”.

 

Segundo a responsável pela iniciativa e professora do projeto, Kelvia Ronqui, a inscrição para o evento foi feita em dezembro. “Mandamos relato da ação e as evidências do trabalho desenvolvido e ficamos sabendo nesta terça-feira (22), por e-mail, que iremos participar de uma mesa redonda. É uma sensação incrível, pois a ação foi realizada sempre com muito carinho, tendo os alunos como protagonistas. Ver a evolução e o desempenho dos estudantes é ótimo. Tudo é feito por eles, com a colaboração dos professores”.

 

Kelvia explicou que, com recursos limitados e adaptação de materiais, utilizando peças recicladas, placas de arduíno e componentes eletrônicos, os estudantes integram os conhecimentos escolares e encontram significado neles, pensando em soluções de problemas reais.

 

O projeto
A ação ensina tecnologia e desenvolve criatividade, raciocínio, pensamento coletivo, concentração e autoestima. “Começamos aplicando o projeto em uma escola e terminamos 2018 com três: Leonardo Nunes, Mário de Almeida Alcântara e Dino Bueno. A intenção é de que, neste ano, as 15 unidades que atendem esta modalidade de ensino tenham o projeto”, afirmou a chefe da seção, Patrícia Oliveira Santos.

 

As aulas ocorrem na pré-aula da EJA uma vez por semana. Emocionada com a seleção no evento internacional, ela ainda completou que “o ‘Box Maker’ só existe porque os alunos colocam vida nele”.

 

Foto: Raimundo Rosa/Arquivo Secor


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