Colunistas/Fronteiras da Ciência | 13/04/2019

Lavadores de janelas

Jadir Albino é apresentador do programa "Fronteiras da Ciência", exibido aos domingos, às 19h, na Santa Cecília TV, com reapresentação aos sábados, às 21h.

Num mundo de tecnologia, de muitos diálogos virtuais, é de pensar que estamos deixando de nos relacionar com os outros.


Como tendência, virmos a nos tornar um tanto indiferentes, mais frios. No entanto, diariamente, vemos exemplos de pessoas que se importam com o bem-estar do seu semelhante.


Há quem se preocupe com os idosos, com os moradores de rua, com os internados em hospitais, com imigrantes de outros países.


Enfim, cada qual elege seu foco e encontra alguma forma de auxiliar.


Por vezes, imagina-se que auxiliar significa contribuir com valores monetários. Contudo, há muita gente provocando alegria, distribuindo felicidade, numa verdadeira maratona de bênçãos.


Nesse particular, louve-se a criatividade humana que engendra as formas mais simples, igualmente efetivas para levar alegria ao seu irmão.


Um exemplo disso é o que lavadores de janelas vêm realizando, desde alguns anos, em vários locais do mundo.


Para alegrar um pouco o dia das crianças internadas em hospitais infantis, em Memphis, nos Estados Unidos, esses trabalhadores se vestem como super-heróis da Marvel.


Outros hospitais, naquele país, aderiram à essa ideia.


E os pequenos, retidos em seu leito ou podendo se movimentar em seus quartos, podem se deliciar com a visão do homem Aranha, do capitão América, do Batman.


No Brasil, o Hospital Infantil Sabará, de São Paulo, foi pioneiro e realizou a ação em outubro de 2013, enquanto outros foram lhe seguindo o exemplo, nos anos seguintes.


Em verdade, a limpeza das janelas estava sempre programada e era realizada no mês de setembro. Teve a agenda alterada para outubro, a fim de coincidir com o Dia das Crianças.


Para elas, às voltas com exames, agulhas, medicamentos, sem poderem brincar livremente, são momentos especiais.


Momentos que as fazem esquecer os procedimentos cirúrgicos, a quimioterapia, as dores.


A visita dos heróis a que estão habituadas a ver na televisão, nos desenhos animados, nos filmes, as faz sorrir.


E colocar a mão contra o vidro da janela para tocar a mão do seu herói é algo que será motivo de excitação e comentários por algum tempo.


Ao olharmos aqueles corajosos lavadores de janela pendurados nos edifícios altíssimos, realizando o seu trabalho, imaginamos quão difícil é a sua tarefa.


Não podem ter medo de alturas e precisam realizar uma limpeza ideal. Quem olha de dentro deve sentir a diferença depois do trabalho realizado.


Agora, imaginemos enfrentar o sol, o calor, o vento e, concentrar-se no trabalho e realizá-lo sorrindo, vestidos de super-heróis.


Herói mesmo é quem faz isso. Alguém que também pode ser pai e sabe o valor de fazer um filho feliz.


Em nome da solidariedade, da fraternidade, ele está ali, no Dia das Crianças, estendendo a mão, abanando, sorrindo, se demorando um pouco mais nessa ou naquela vidraça.


[com base na Redação do Momento Espírita]


Isso nos diz como ainda somos humanos. Humanos que nos importamos com o filho alheio, que desejamos ver sorrir uma criança, ver diminuído seu sofrimento, por alguns poucos momentos que sejam.


Isso fala da nossa humanidade. Também dessa essência magnífica que se chama imagem e semelhança Ao Grande Arquiteto do Universo.


Somos deuses, no exercício extraordinário do amor.


Paz, saúde e prosperidade!
 


Leia também

Colunistas | 06/04/2019
Colunistas | 30/03/2019