Cotidiano/Saúde | 13/04/2019

Emendar a pílula anticoncepcional faz mal?

A ginecologista Maria Luisa Mendes Nazar esclarece dúvidas sobre o o uso contínuo da pílula anticoncepcional, emendando as cartelas da medicação, uma das alternativas para interromper a menstruação.

 

Emendar a cartela faz mal à saúde da mulher?
O hábito não traz riscos à saúde. O corpo vai receber a quantidade fixa de hormônio da medicação, que geralmente é composto por estrogênio e progesterona, e assim, não estimula o crescimento do tecido do útero e consequentemente não há menstruação. Esse processo não interfere na saúde.

 

Há um limite de cartelas que possam ser emendadas?
Não, o que pode interferir é a adaptação de cada mulher à dose hormonal da medicação. O aconselhável é que sejam observados os efeitos durante três meses. Caso neste período ocorram pequenos sangramentos, é importante consultar o médico para a troca da pílula com uma dose hormonal maior.

 

Quando ocorre o escape é preciso interromper a pílula?

Em casos em que o uso já ultrapassou os três meses de adaptação, quando há o escape é indicado realizar a pausa de quatro a sete dias e retornar com a mesma medicação, sem problema algum.

 

Por que acontece o escape mesmo não interrompendo o uso?
A dosagem pode não impedir por completo o crescimento do tecido do útero, ocorrendo pequenos sangramentos. Porém, esses escapes não são sinais de ineficácia contra a gravidez.

 

Essa opção é contraindicada para alguma mulher?
A contraindicação não é diretamente sobre o uso contínuo, mas sobre a composição da pílula. Mulheres com problemas circulatórios, cardíacos e com histórico de enxaqueca devem evitar o uso de estrogênio. Para esses casos, há opção de pílulas somente com progesterona.

 

Foto: sxc.hu


Leia também