Colunistas/Opinião | 13/04/2019

O destino do país

‘Não resta dúvida de que o presidente é bem intencionado, mas isso não é suficiente para conduzir uma Nação do porte do Brasil.‘

Querer responsabilizar o presidente Bolsonaro pelo fato de a economia do país seguir patinando é má fé ou fazer o jogo de parte da oposição que aposta no quanto pior, melhor. Mas também é fato que, depois de 100 dias de governo, Bolsonaro não mostrou a capacidade esperada para promover as mudanças necessárias para reverter o quadro atual.


O primeiro escalão do governo bate cabeça e o que se viu de melhor, até então, são os ministros militares que, ao menos, mostram bom senso em declarações e atos. Inseguro, Bolsonaro parece despreparado para comandar o país – ele próprio declarou que nasceu para ser militar, não presidente.


A situação atual é preocupante já que o presidente vem perdendo apoio dos eleitores, conforme registram as mais recentes pesquisas de opinião. E mais do que nunca ele precisa de apoio popular para promover as mudanças que o momento exige, entre elas a reforma da Previdência, sem as quais o Brasil seguirá rumo a mais uma crise econômica.


Não resta dúvida de que o presidente é bem intencionado, mas isso não é suficiente para conduzir uma Nação do porte do Brasil. Cedo ou tarde Bolsonaro terá de negociar com velhas raposas da política – e terá de ceder em muitos pontos se quiser aprovar as reformas que vão garantir o futuro de seu governo e, principalmente, o futuro do Brasil.


A democracia funciona assim. Infelizmente boa parte do Congresso ainda não se deu conta de que a maioria dos brasileiros cansou de ver negociatas e o famoso toma lá dá cá nas relações entre o Executivo e o Legislativo.


O que vem pela frente só Deus sabe, mas estamos convencidos de que se não houver um mínimo de negociação republicana o futuro de nossos filhos e netos estará absolutamente comprometido.


 O Brasil tem sido um deserto de homens e ideias, mas só nos resta acreditar que o espírito de sobrevivência ainda possa, afinal, prevalecer.
 

 

Foto: ABR


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