Cotidiano/Saúde | 11/05/2019

Incontinência urinária: viva a vida sem sufoco!

Imagine ao tossir, espirrar, gargalhar ou durante uma atividade esportiva você se urinar. Pois este é  um problema que afeta cerca de 10 milhões de brasileiros, de acordo com a pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. 


O levantamento indica também que a incontinência urinária afeta 35% das mulheres acima de 50 anos e até 10% dos homens desta faixa etária. A frequência é maior entre mulheres por predisposição genética, mas outros fatores influenciam, como gravidez, obesidade e tabagismo. Entre os indivíduos do sexo masculino, o numero de casos aumenta entre aqueles que foram submetidos a cirurgias na próstata.

 

Tipos de incontinência
Esforço-
Afeta mais as mulheres e uma das causas pode ser enfraquecimento muscular pélvico. Se perde algumas gotas de urina ao tossir, espirrar, rir, movimentar-se mais bruscamente.
Urgência-  A perda de urina neste caso é mais moderada, sendo maior que a incontinência urinária de esforço. É mais comum em idosos e acontece uma vontade forte de urinar e, geralmente, não há tempo de chegar ao banheiro.
Mista- São os dois tipos acima que impossibilitam o paciente de controlar a perda de urina.

Por transbordamento- A chamada de incontinência urinária por transbordamento ocorre quando a pessoa perde a sensibilidade na bexiga e não percebe quando ela está cheia — ou em casos de obstrução crônica, comum em homens que sofrem de próstata aumentada — e a urina literalmente transborda.

 

Tratamento
Existem alguns procedimentos que podem amenizar ou até mesmo resolver o problema. Um deles é a técnica da micção dupla: a pessoa vai ao banheiro, urina e espera alguns minutos para urinar novamente.


Os urologistas também podem ensinar a prática de exercícios específicos para fortalecer os músculos da região pélvica — o chamado assoalho pélvico.


Outra medida é adotar uma dieta que evite alimentos e bebidas que tenham efeito diurético (Bebidas alcoólicas, refrigerantes, café, chás que contenham cafeína, alimentos ricos em açúcar, alimentos ricos em especiarias como pimenta, alimentos muito ácidos e cítricos; alimentos com níveis muito elevados das vitaminas B e C).


Em casos mais extremos, os urologistas prescrevem medicamentos, de acordo com a situação. Há ainda a possibilidade de intervenção médica com a instalação de dispositivos na uretra ou canal urinário para impedir o vazamento da urina ou até a cirurgia. 


Para garantir mais conforto ao paciente e permitir o convívio social, o uso da fralda geriátrica. Novos modelos evitam vazamento e controlam odores.  


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