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Cotidiano/Saúde | 17/05/2019

Bruxismo é perigoso? Transtorno atinge 30% da população mundial

Acordar com os músculos da mandíbula doloridos e sensação de dentes amolecidos podem ser sinal de bruxismo.


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o distúrbio atinge 30% das pessoas no mundo e de maneira geral seu diagnostico sempre é tardio, quando o dente já sofreu algum desgaste. “O bruxismo é uma desordem funcional na qual a pessoa range muito ou pressiona os dentes durante o sono. O incomodo permanece ao longo do dia ao escovar os dentes e ao mastigar alguns tipos de alimentos”, explica o especialista em Ortodontia Willian Ortega.  


As causas podem variar entre estresse, tensão, ansiedade, problemas físicos de fechamento de boca e até por fatores genéticos.


“É impossível saber o que acontece com nosso corpo quando dormimos, por isso muitas pessoas nem sabem que sofrem deste mal e só acabam tomando conhecimento quando alguém comenta que elas rangem ou fazem algum barulho com os dentes enquanto dormem”, alerta o dentista.


Entre os potenciais sinais do bruxismo estão dores de cabeça e pescoço, zumbido no ouvido, estalos ao abrir e fechar a boca, dores na mandíbula e nos músculos da face. “Isso acontece pelo esforço dos músculos da mastigação que continuam sendo ativados mesmo durante o sono”, afirma.


Apesar das crises variarem de uma noite para outra é fundamental o acompanhamento de um especialista. “Há casos que o bruxismo não causa sintomas e as pessoas percebem com o tempo ou quando vão a uma consulta de rotina no dentista”, enfatiza Ortega.


O tratamento é focado em reduzir a dor e preservar os dentes. A placa dentária em acrílico é indicada na maioria dos casos. “O uso desse tipo de dispositivo para dormir é feito sob medida para encaixar entre os dentes protegendo-os do impacto. Apesar de não ser a cura, as placas auxiliam na melhora dos sintomas”, diz.


A procura de atividades de relaxamento, que auxiliam no combate do estresse cotidiano também pode contribuir para o controle do bruxismo. Apesar de não ser perigoso esse transtorno pode causar danos permanentes. Por isso é importante sempre consultar um especialista para que após a conclusão do diagnóstico a melhor forma de tratamento seja indicada.
 


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