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Colunistas/Cinema | 08/06/2019

Resenha da semana: X-Men: Fênix Negra

Diego cursou Crítica Cinematográfica na Academia Internacional de Cinema, em São Paulo.

X-Men nunca foi tão decepcionante

X-Men foi uma franquia que começou nos anos 2000 e que ,de fato, teve muitos altos e baixos seja por projetos bem empolgantes ou por outros totalmente desinteressantes. Com estes atores atuais, foi iniciado um reboot, que começou pelo longa X-Men: Primeira Classe, o qual na minha opinião figura entre os melhores longas da série por saber trabalhar tão bem, no início, a relação entre seus personagens, em especial de Xavier e Magneto, mas que com o passar dos anos não teve mais a mesma preocupação, o que culminou com este Fênix Negra, o mais decepcionante filme da franquia. 

 

O longa se passa em 1992. Os X-Men são considerados heróis nacionais e o professor Charles Xavier (James McAvoy) agora dispõe de contato direto com o presidente dos Estados Unidos. Quando uma missão espacial enfrenta problemas, o governo convoca a equipe mutante para ajudá-lo. Liderado por Mística (Jennifer Lawrence), os X-Men partem rumo ao espaço em uma equipe composta por Fera (Nicholas Hoult), Jean Grey (Sophie Turner), Ciclope (Tye Sheridan), Tempestade (Alexandra Shipp), Mercúrio (Evan Peters) e Noturno (Kodi Smit-McPhee). Ao tentar resgatar o comandante da missão, Jean Grey fica presa no ônibus espacial e é atingida por uma poderosa força cósmica, que acaba absorvida em seu corpo. Após ser resgatada e retornar à Terra, aos poucos ela percebe que há algo bem estranho dentro de si, o que desperta lembranças de um passado sombrio e, também, o interesse de seres extra-terrestres. O filme é dirigido por Simon Kinberg, que estreia na cadeira de diretor mas já possui experiência como roteirista da franquia mas aqui deixa a impressão de que a mudança não foi uma boa decisão. O diretor não consegue criar laços entre público e personagens, que são rasos e superficiais e prova que realmente não tem absolutamente nenhum talento em cenas de ação, caindo nos genéricos cortes excessivos. 

 

Suas escolhas na direção é uma completa bagunça e são cansativas e arrastadas, o que prejudica a imersão do público com o filme. E o grande problema do filme é o seu roteiro. E adivinhem de quem é? Simon Kinberg. O cara não se preocupa em dar relevância a seus personagens e não entendi o motivo da decisão ao focar o filme em Jean Grey, sendo que a mesma foi apresentada rapidamente no último filme dos mutantes e não tem o interesse do público. O roteiro nunca deixa claro as motivações por trás de suas decisões e esquece de personagens mais interessantes, que aqui são promovidos a meros coadjuvantes, o que desperdiça o grande potencial que o filme tinha.

 

As sequências de ação, que poderiam ser o ponto alto do filme, são repetitivas, banhadas de efeitos especiais e não trazem nada de novo, tirando a cena do trem, que se salva do desastre total que é este longa. Mesmo a trilha sonora do mestre compositor Hans Zimmer parece destoar do filme, sacrificando seu talento por algo genérico e acelerado. 

 

Os atores conseguem elevar um pouco que seja a qualidade deste filme, tornando-o no mínimo assistível, mas são totalmente prejudicados pelo roteiro de Kinberg, o que deixa a clara impressão de que deviam algum favor para o diretor, pois conseguir escalar um elenco tão competente para esta bomba não deve ter sido tarefa fácil.

 

X-Men: Fênix Negra tem um roteiro extremamente pragmático e ação genérica, daquelas que você vê em filmes de domingo. O longa é um decepcionante encerramento para os fãs desta franquia de mutantes, que não vai deixar saudade alguma.

 

Curiosidades: Para interpretar Fênix Negra, a atriz Sophie Turner estudou sobre transtornos mentais

 

 

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Foto: Walt Disney/Divulgação

 


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