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Colunistas/Fronteiras da Ciência | 07/09/2019

A força da verdade

Jadir Albino é apresentador do programa "Fronteiras da Ciência", exibido aos domingos, às 19h, na Santa Cecília TV, com reapresentação aos sábados, às 21h.

Muito se fala sobre a verdade. Dizem que a verdade sempre aparece, mais cedo ou mais tarde. Nada pode deter a sua marcha, no tempo.

 

No entanto, alguns de nós, por vezes ficamos a pensar que ela deveria ser mais ágil. Afinal, conhecemos na História da Humanidade, quantas vezes ela foi ofuscada por interesses de poderosos de toda sorte.

 

Conta-se que quando foi coroado rei da Pérsia, Dario mandou dar uma grande festa para todos os seus súditos, espalhados em cento e vinte e sete províncias.

 

Terminada a festa, adormeceu, mas foi despertado pelas vozes alteradas de três rapazes que discutiam acerca do que seria a coisa mais forte do mundo.

 

Em vez de admoestá-los, ficou a escutá-los.

 

Decidiram que cada um escreveria uma frase dizendo o que era a coisa mais forte e submeteriam ao rei o julgamento.

 

E assim foi feito. As frases foram entregues ao soberano que, oportunamente, realizou uma convocação de nobres e conselheiros, na sala dos julgamentos.

 

Foi lida a primeira frase: “O vinho é o mais forte”.

 

Aquele que a escrevera, considerou que o vinho tem muita força. Tanta que pode transformar em tolos os homens mais grandiosos.

 

O rei poderoso e a criança ignorante se igualam sob sua força. Coloca nuvens na memória e torna discussões sem valor porque tudo cai no esquecimento.

 

A segunda frase dizia: “O rei é o mais forte”.

 

A justificativa do autor foi de que o rei tudo manda e é obedecido. Envia soldados para a guerra, condena pessoas à morte ou lhes concede o perdão.

 

Todos os súditos lhe devem obediência e ele faz o que lhe agrada. É apenas um homem, mas por ele os soldados cruzam montanhas, derrubam muralhas, atacam torres e depois de conquistado o país, lhe trazem o espólio.

 

A terceira frase afirmava: “A verdade é mais forte que todas as coisas”.

 

A defesa da tese foi ardorosa. Disse o jovem:

-O rei pode ser perverso e o vinho é perverso. Os homens podem ser maus. Todos eles perecerão. Mas a verdade é eterna. É sempre forte. Nunca morre. Tampouco é derrotada. Faz o que é justo. Não pode ser corrompida. Não necessita do respeito das pessoas para existir. É grandiosa e soberana sobre todas as coisas.

 

E Dario julgou que o terceiro jovem era o mais sábio.

 

O jovem se chamava Zorobabel. Era um judeu e foi líder do seu povo, na época de seu retorno a Jerusalém do exílio na Babilônia.

 

Foi um dos reconstrutores do templo em Jerusalém.

 

[com base em texto de Ella Lyman Cabot e que consta no livro de William J. Bennett e em psicografia de Divaldo P. Franco e também na Redação do Momento Espírita]

 

A verdade sempre predomina. A verdade cresce à medida que o ser se desenvolve.

 

Ela se faz profunda, é sempre atual e enfrenta a razão em todas as épocas com os equipamentos da lógica e da realidade.

 

A verdade é pão que nutre, medicamento que cura, guia que conduz com equilíbrio.

 

Jamais fica desconhecida, por maiores que sejam os obstáculos que se lhe anteponham.

 

Escapa a qualquer controle, por ser soberana, e, mesmo quando aparentemente morta, renasce.

 

Ninguém tem o direito de ocultar a verdade, qual se fosse uma luz que devesse ficar escondida. Onde se encontre, irradia claridade e calor.

 

Façamos a nossa parte.

 

PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE
 


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