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Colunistas/Vida em Dia | 02/11/2019

Saiba comprar o que é saudável de fato!

Jornalista

Você é desses que procura nos rótulos dos alimentos algo que indique que são realmente saudáveis? Então aprenda a fazer isso! A nutricionista Tatiana Pimentel alerta que consumidor sempre tem que prestar atenção na lista de ingredientes do produto e observar aquilo que vai mais lhe beneficiar.

 

E que é mais saudável, o produto light ou diet? Depende. Tatiana ressalta que se a pessoa for diabética, por exemplo, o produto realmente tem que ter zero açúcar. No entanto, essas restrições normalmente estão acompanhadas por algo a mais para suprir o que foi retirado sem perder o sabor. Por exemplo, o light vai ter restrição de até 25 % de algum nutriente, que pode ser gordura ou açúcar. Para saber, só lendo a lista de ingredientes.

 

Já o diet tem restrição total de algum nutriente, na maioria das vezes de açúcar, mas pode ser de gordura também. Segundo Tatiana Pimentel, geralmente esses alimentos tem um teor a mais de sódio ou mesmo de gordura para garantir o sabor. Esses ingredientes compensatórios em geral não são saudáveis. É preciso pesar o custo-benefício de cada um, além de comparar com o alimento convencional para ver qual é o aumento de cada nutriente e fazer a escolha certa.

 

Muita gente, de acordo com a nutricionista, compra algo que acha que é saudável, mas isso não é verdade. Repetindo: “Só a lista de ingredientes vai especificar se o alimento é bom ou não”. Um suco de caixinha, por exemplo, que venha com a frase zero açúcar e zero conservante pode passar a impressão de que é 100% natural. Mas quando a pessoa vai ler os ingredientes observa que está escrito que ele é feito com concentrado de fruta, xarope de fruta e açúcar invertido. Esses não são ingredientes saudáveis. O ideal é que viesse especificada a palavra extrato de frutas 100% e sem açúcar.

 

Outro ponto a ser observado, é que o primeiro alimento que estiver relacionado na composição é o que vai constar em maior concentração no produto. Ou seja, um pão chamado de “integral” não pode ter como primeiro ingrediente a farinha branca. “Isso quer dizer que ele possui mais farinha branca do que integral”. Resumindo: não vale olhar só o rótulo da frente, que é aquilo que a indústria quer vender, mas sim a relação dos ingredientes que geralmente está no verso.

 

Quando o rótulo traz as frases “alimento integral”, “sem açúcar”, “sem corante” e “zero gordura trans” é preciso checar. “Pela legislação, os fabricantes podem colocar uma certa quantidade de gordura trans e escrever no rótulo zero gordura trans. Porque, na verdade o produto vem com uma quantidade mínima, tipo 0,020, e a Anvisa permite essa liberação de gordura trans”, diz Tatiana. “É preciso que as pessoas tenham consciência do que realmente estão consumindo e façam essa escolha de acordo com suas necessidades”.

 

Foto: Guetty


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