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Cotidiano/Comportamento | 04/01/2020

Como fazer seus planos pularem para a vida real

MARCO SANTANA - DA REDAÇÃO

É sempre a mesma coisa! A pessoa aproveita o início do ano para planejar mudanças em sua rotina com o objetivo de melhorar a vida: emagrecer, trocar de emprego (ou conseguir um), fazer um curso, casar, separar, mudar de casa, viajar, esganar alguém...


Curiosamente, muita gente está seguindo orientações originalmente sugeridas para o ambiente corporativo, em busca de melhorar a produtividade na vida pessoal. É claro que existem diferenças cruciais entre as práticas aplicadas no trabalho e as da rotina particular. No entanto, as essências de muitas regras são adequadas. 


Tornar a vida pessoal mais produtiva resulta em ter mais eficiência nas tarefas às quais a pessoa se dispôs e também mais tempo livre para o lazer e a convivência com a família e amigos ou, simplesmente, ter saborosos momentos de ócio.


Confira algumas dicas originalmente pensadas para o ambiente profissional para que podem ser úteis nas tarefas pessoais:

 

1. ORGANIZAÇÃO- Tenha clareza sobre o que precisa fazer e organize suas tarefas. Ser produtivo só é possível se tivermos disciplina. Coloque no papel ou use aplicativos para anotar tudo aquilo que precisa ser feito, elencando as prioridades.


2. PRAZOS E PRIORIDADES- Estabeleça o tempo estimado para cada tarefa: demorar mais tempo para executar uma certamente irá comprometer a realização da próxima. Defina quais as tarefas são mais importante e quais podem ser deixadas em segundo plano. Preste atenção também à sequência na realização da tarefas, pois muitas vezes uma depende da conclusão da outra.


3. DELEGUE- Não tente abraçar o mundo. Existem muitas tarefas que podem ser repassadas para outras pessoas: mesmo que não sejam realizadas com a mesma eficiência ou rapidez que você, certamente serão feitas a contento. Ao mesmo tempo, não assuma para si a responsabilidade de outras pessoas, a pretexto de “ajudar” ou “fazer melhor”.


4. SIMPLIFIQUE- Ter excesso de opções à sua disposição torna a tomada de decisão mais difícil e demorada. Ficar procurando a solução ideal abre as portas para a procrastinação, isto é, o adiamento indefinido de uma ação. Relacione quais as opções disponíveis para a solução daquele problema, avalie os prós e contras e opte pela de melhor custo-benefício. 


5. TECNOLOGIA- As facilidades do mundo moderno estão aí para nos auxiliar. Utilize aplicativos para ajudar na organização e na realização das tarefas. No entanto, fique alerta para não se tornar refém destes recursos tecnológicos. 


6. DESCONECTE-SE- A diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Assim, cuidado para não ficar excessivamente ligado à internet, principalmente às redes sociais. Organize-se para deixar o celular desligado ou fora de seu alcance, para impedir que chamadas ou notificações quebrem sua concentração.
 

Conexão sem excesso

As crianças de hoje já nasceram conectadas. Para elas, o uso de computadores, tablets e smartphones é algo tão natural quanto respirar — algumas até deixam de comer mas não abrem mão de navegar, jogar ou usar a redes sociais. 

 

A tecnologia é uma ferramenta extremamente útil no processo de aprendizagem e até mesmo no desenvolvimento cognitivo das crianças. No entanto, é preciso tomar algumas precauções para que o uso destes equipamentos eletrônicos não seja prejudicial. 


“O uso excessivo do celular pode levar a problemas de relacionamentos interpessoais, dispersão do foco e falta de produtividade”, alerta a pedagoga Lúcia Montagnani. Ela dá seis dicas importantes usar os dispositivos móveis de forma saudável:

1. Estabeleça horários para as atividades diárias.
2. Privilegie as relações presenciais em atividades cooperativas e colaborativas.
3. Busque outras alternativas de lazer, como esporte, música e cultura.
4. Compreenda que o celular é mais uma ferramenta de comunicação e aprendizagem.
5. Defina pequenos períodos do dia sem usar o celular, privilegiando leituras e um maior convívio com os familiares.
6. Fique atento ao uso seguro da internet: sites de conteúdo inadequado (pornografia, violência, disseminação de preconceitos e fake News), assédio de desconhecidos, contaminação por vírus (principalmente os malware – aqueles que furtam informações como senhas).


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