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Colunistas/Fronteiras da Ciência | 01/02/2020

Escolhendo a simplicidade

Jadir Albino é apresentador do programa "Fronteiras da Ciência", exibido aos domingos, às 19h, na Santa Cecília TV, com reapresentação aos sábados, às 21h.

Simplificar a vida não significa renunciar a tudo que conquistamos.

 


Ser simples vai muito além das questões materiais. É um estado de espírito, um jeito de ser que carregamos no íntimo.

 


Simplificar a vida é aprender a ser feliz com pouca coisa e dar mais valor aos nossos desejos essenciais.

 


É ter uma vida exterior comedida, sem exageros e uma vida interior rica de valores elevados.

 


É aprender a concentrar nossos esforços e dedicar o tempo e os ganhos financeiros no que realmente tem valor para cada um de nós, pois, muitas vezes, mantemos o foco em detalhes sem importância.

 


Aprendemos que qualidade de vida tem a ver com um padrão econômico elevado.

 


Porém, ter um alto poder aquisitivo, muitas vezes leva as pessoas a um consumismo exagerado, onde passam a buscar a felicidade nos objetos e, com isso, se afastam do que realmente traz qualidade para a vida.

 


Não precisamos desempenhar papéis que a sociedade nos impõe e nem buscar sempre consumir o que existe de melhor.

 


Os excessos de toda ordem, sejam eles de consumo, de alimentação, de trabalho e outras tarefas, nos fazem perder a leveza e complicam o nosso dia a dia.

 


Qualidade de vida é viver de forma equilibrada, valorizando o que realmente importa para cada um de nós.

 


A jornalista Leila Ferreira publicou um texto na internet sobre a obsessão atual com o melhor, onde enfatiza que hoje o bom não serve mais. Tudo tem que ser o melhor.

 


A melhor marca, o melhor emprego, o melhor computador, o melhor marido, a melhor esposa e por aí vai.

 


Ela comenta que nessa busca incessante pelo melhor, o bom passou a ser pouco, o que gera uma eterna insatisfação e impede que desfrutemos do que já conquistamos.

 


Estamos desaprendendo que ter menos, por vezes, é mais do que suficiente.

 


Podemos não ter a melhor casa, mas ela pode ser um lar acolhedor, que nos dá segurança e tranquilidade. 

 


Podemos não ter o melhor emprego, mas com ele temos alegrias.

 


Podemos não ter ao nosso lado os melhores companheiros, mas são os que nos compreendem e nos fazem felizes.

 


Talvez já não tenhamos o corpo perfeito, por não ser mais tão jovem e trazer as marcas do tempo, mas é esse corpo que nos serve à caminhada terrena e conta belas histórias de uma vida.

 


Valorizar cada conquista é escolher ser simples.

 


[com base em texto de Leila Ferreira e da Redação do Momento Espírita]

 


Recordemos a pureza de Jesus Cristo, que sempre ensinou com simplicidade e humildade.

 


Utilizou-se de exemplos singelos para transmitir grandes ensinamentos. 

 


A sua mensagem estimula nossas mentes e corações a dar valor ao amor e às coisas simples da vida. 

 


Leva-nos a viver de forma digna e de acordo com as reais necessidades.

 


Não importa os trajes com que nos apresentemos no mundo. Sejam sob os tecidos que demonstram projeção econômica ou não, mantenhamo-nos fiéis à mensagem cristã, preservando a simplicidade.

 


Parafraseando Carlos Drummond de Andrade: “Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda a simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos”.

 

 

Paz, saúde e properidade!


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