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Notícias/Política | 22/05/2020

Reunião ministerial tem palavrões e ofensas ao STF e governadores

Instagram/Reprodução

Bolsonaro chama Doria de “bosta” e Witzel de “estrume”.

Vídeo da gravação da reunião ministerial realizada pelo presidente Bolsonaro, dia 22 de abril, revela palavrões, ofensas aos ministros do STF e aos governadores de São Paulo, João Doria, e Wilson Witzel, do Rio de Janeiro. A liberação do conteúdo do vídeo, apenas sem referências negativas à China, maior parceira comercial do Brasil, foi decidida nesta sexta-feira (22), pelo decano do STF, ministro Celso de Mello. 

 

Bolsonaro chamou o governador de São Paulo, João Doria, de "bosta" e o do Rio, Wilson Witzel de "estrume". O presidente também revelou a intenção de armar a população como forma de evitar uma "ditadura".

 

Falando muitos palavroes,  Bolsonaro se diz insatisfeito com os serviços de informaçoes do governo e que vai fazer mudanças no comando. 


“Não vou esperar fuder alguém da minha família ou algum amigo para trocar” afirmou o presidente, sem deixar claro que seria o comando da PF ou outra instituição.

 

Palavrões e palavrões, algo jamais imaginável para uma reunião ministerial.

 

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que está correndo riscos, se vitimizou, e afirmou; "Por mim, colocava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF".

 

Já a ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) defendeu a prisão de governadores e prefeitos que têm determinado o fechamento do comércio e restringido a circulação de pessoas para tentar controlar a pandemia.

 

A divulgação do vídeo teve grande repercussão. As consequências são imprevisíveis. A primeira delas deve ser a demissão do ministro da Educação, que chamou de vagabundos os ministros do STF e defendeu a prisão de todos eles. 

 

O clima político em Brasília é de grande tensão. A Capital da República ferve.

 


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